Dólar segue viés de baixa para R$5,67. Perdas na soja e café.

Em mais um dia de alívio no mercado financeiro e sem surpresas na proposta de reforma do Imposto de Renda, o dólar voltou a cair e atingiu a menor cotação em cinco meses. A bolsa de valores subiu pela quinta vez seguida e alcançou o maior nível desde meados de outubro.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (18) vendido a R$ 5,672, com recuo de R$ 0,014 (-0,25%). A cotação chegou a abrir em alta, mas caiu seguindo o mercado internacional. À tarde, após o anúncio do projeto que muda o Imposto de Renda, a moeda caiu ainda mais. Na mínima do dia, por volta das 13h20, chegou a R$ 5,66.

A moeda norte-americana está no menor valor desde 24 de outubro. Com queda de 8,15% em 2025, a divisa caiu 3,06% apenas nas últimas seis sessões.

No mercado de ações, o dia também foi de otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 131.475 pontos, com alta de 0,49%. O indicador está no mais alto patamar desde 16 de outubro. Por mais um dia, a bolsa brasileira descolou-se das bolsas norte-americanas, que caíram nesta terça-feira.

A falta de surpresas no pacote do Imposto de Renda foi bem recebida pelos investidores. Isso porque a proposta que eleva para R$ 5 mil o limite de isenção do tributo e concede descontos a quem ganha de R$ 5 mil a R$ 7 mil prevê uma compensação. O imposto sobre quem ganha mais de R$ 50 mil por mês será elevado para financiar a redução para os mais pobres.

No cenário internacional, os países emergentes continuaram a ser beneficiados pelo pacote de medidas de estímulo à economia anunciado na segunda-feira (17) pela China. O progresso nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia também voltou a beneficiar o mercado global, apesar do fim do cessar-fogo em Gaza.

Cotações agrícolas

A soja disponível em armazens das esmagadoras teve leve queda no dia de ontem para R$112,85 (-0,35%). O milho, depois do salto no dia anterior, não teve alterações na cotação, valendo R$73,50 (0,00%).

A arroba do algodão também andou de lado, com cotação de R$141,67  (0,00%). Há um ano o algodão valia R$130,36 por arroba.

O café tipo 6 segue sua trajetória descendente, com a saca do grão valendo R$2.470,00 (-0,80%).

O feijão de boa qualidade teve alta forte para R$235,00 (+2,17%) a saca de 60 kg.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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