O Ogro Alaranjado teve a ousadia de cancelar ajuda para Harvard.

A Universidade de Harvard anunciou nesta segunda-feira (14) que não aceitará o acordo proposto pelo governo do ex-presidente Donald Trump como condição para manter o financiamento federal. A instituição, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos, afirmou que não abrirá mão de sua independência nem de seus direitos constitucionais, mesmo sob o risco de perder até US$ 9 bilhões em bolsas e contratos com o governo federal.

“A universidade não abrirá mão de sua independência nem abrirá mão de seus direitos constitucionais”, declarou Harvard em comunicado oficial.

O impasse ocorre após o Departamento de Educação anunciar, em 31 de março, uma revisão das verbas destinadas a Harvard, em Cambridge, Massachusetts, com o argumento de que a instituição estaria falhando em cumprir regulamentações federais, incluindo obrigações ligadas aos direitos civis. A ação faz parte de uma série de investigações federais sobre supostos incidentes antissemitas em universidades norte-americanas, intensificadas após a instalação de acampamentos pró-palestinos em diversos campi, incluindo Harvard.

Em uma carta enviada à universidade em 11 de abril, o governo detalhou uma lista de exigências para a continuidade do “relacionamento financeiro” com a instituição. Entre as demandas estavam a suspensão de políticas de diversidade, equidade e inclusão; uma auditoria sobre a diversidade de pontos de vista entre estudantes e professores; mudanças na liderança da universidade; e punições mais severas a estudantes envolvidos em protestos.

Harvard rejeitou todas as condições, classificando as exigências como tentativa de interferência política e ataque à liberdade acadêmica. A instituição ressaltou que não irá ceder a pressões externas que comprometam seus princípios.

A ofensiva do governo Trump sobre universidades se intensificou nas últimas semanas. Em março, a administração anunciou o cancelamento de US$ 400 milhões em bolsas e contratos com a Universidade de Columbia, sob a alegação de inação diante de denúncias de assédio contra estudantes judeus.

Do The Guardian

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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