PSOL (ou parte do Partido) se posiciona contra exploração do petróleo da Margem Equatorial.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) apresentou o Projeto de Lei 1725/25, que busca proibir a exploração de novos blocos de petróleo e gás na Amazônia, com foco na Bacia da Foz do Amazonas, e obrigar a recuperação ambiental de áreas exploradas.

A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, cita desastres ambientais como os vazamentos na Baía de Guanabara (2000) e na costa brasileira (2019) para justificar a proteção da floresta.

Valente argumenta que a exploração contraria alertas climáticos e pode degradar a Amazônia.

No entanto, o projeto gerou controvérsias dentro do próprio PSOL, com o presidente do partido no AmapáPaulo Lemos, defendendo a exploração sustentável pela Petrobras e criticando a iniciativa de Valente.

O influenciador Thiago dos Reis acusou deputados do PSOL, incluindo Valente, de espalhar fake news ao associar a exploração da Margem Equatorial à Amazônia.

Em postagem no X, ele disse que a área de exploração fica a mais de 500 km da foz do rio Amazonas, no oceano, e destacou que Guiana e Suriname lucram bilhões explorando a mesma região.

Margem Equatorial, que abrange do Amapá ao Rio Grande do Norte, é vista como uma nova fronteira petrolífera, com a Petrobras planejando investir mais de US$ 3 bilhões até 2028.

Outros críticos reforçam que a localização não é na Amazônia e acusam o PSOL de obstruir o desenvolvimento econômico.

O debate opõe interesses econômicos e ambientais. O governo Lula defende que os lucros da exploração poderiam financiar a transição energética, mas o Ibama, pressionado, decidirá sobre as licenças.

Caso o projeto de Valente avance, os planos da Petrobras podem ser comprometidos. A controvérsia revela divisões políticas e a dificuldade de equilibrar crescimento econômico com preservação ambiental, enquanto países vizinhos capitalizam a riqueza petrolífera da região.

A discussão ganhou tração nas redes, com perfis destacando o projeto de Valente, enquanto outros criticam-no por suposta desinformação.

O tema segue aquecido, com o Congresso e o Ibama no centro das decisões que moldarão o futuro energético e ambiental do Brasil.

Do Urbs Magna

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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