O canalha do Tarcísio corta verba de crianças com câncer

A Casa oferece uma rede de acolhimento que inclui moradia temporária, alimentação, acompanhamento psicológico, cursos e vigilância 24 horas a pacientes com câncer e seus familiares. Os atendimentos são feitos por encaminhamento de hospitais públicos e privados conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a insituição, a parceria com o governo de São Paulo era firmada anualmente. Porém, o contrato não foi renovado desta vez. A suspensão do apoio público ameaça diminuir drasticamente os serviços da Casa Hope, que hoje assiste cerca de 300 famílias por ano — número que pode cair pela metade.

“Alguns governadores já transferiram essa assistência para as pastas de assistência social ou dos direitos humanos, mas nenhuma orientação nos foi dada nesse sentido. Nós, inclusive, convidamos o governador Tarcísio de Freitas para nos conhecer diversas vezes e nunca tivemos resposta”, disse o médico e CEO da Casa Hope, Fernando Rizzolo, à imprensa.

Em nota enviada à Folha de S. Paulo, a Secretaria da Saúde do governo Tarcísio informou que a entidade “deixou de apresentar” a documentação exigida para manter o repasse de verbas públicas, mesmo após ter sido notificada “várias vezes”. No entanto, a Casa Hope nega ter sido acionada pelo governo estadual com exigências de mudanças em seu cadastro.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL) informou que tambem cobra explicações do governador sobre o corte de verbas.

Com certeza: com uma medida como essa, Tarcísio, o monstro do martelo, já garantiu a eternidade no Umbral.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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