Trump perde a mão da economia, das relações externas e tem queda abrupta na popularidade. Foto: Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Apesar de alguns sinais de inflexão na Casa Branca, a mudança de rota depende da queda mais clara da popularidade do governo.
O PIB dos Estados Unidos caiu no primeiro trimestre pela primeira vez desde 2022. Foi uma desaceleração forte; crescimento após médio trimestre de 3% nos últimos dois anos, a maior economia do mundo agora encolheu 0,3%. As tarifas de Donald Trump foram os principais responsáveis por isso: o PIB caiu porque as empresas correram para importar produtos e formar estoques antes que as novas taxas entrassem em vigor.
Com esses números, é possível que os Estados Unidos já estejam em recessão. Mas quanto tempo ela pode durar? A resposta permanece intimamente ligada à análise do próprio Trump e ao seu processo decisório. Este, aliás, foi um dos temas centrais das reuniões de instituições financeiras, em Washington, na semana passada, à margem do encontro semestral do FMI e do Banco Mundial.
Investidores do mundo inteiro discutiram os limites do impulso protecionista dos EUA e avaliaram como outras iniciativas de Trump — como a reforma do Estado e as disputas com o sistema judiciário — podem influenciar o cenário político e econômico.
Cabe destacar que o Brasil ocupou posição secundária nessas discussões, com menor interesse em comparação aos anos anteriores. Na América do Sul, o foco recai sobre a Argentina e seu novo regime cambial.
Autor: jornaloexpresso
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril
Ver todos posts por jornaloexpresso