Sul da Bahia está isolado com a interdição da ponte sobre o Jequitinhonha na BR 101.

A interdição da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, em Itapebi, já provoca reflexos graves na logística, no transporte de cargas e na mobilidade de milhares de pessoas.

Com o bloqueio, todo o tráfego foi desviado para uma estrada de terra, sem estrutura mínima para suportar o fluxo. O trecho, conhecido como desvio da Veracel, segue sem manutenção, sem sinalização e sem segurança.

Com as chuvas dos últimos dias, a situação piorou. Lama, veículos atolados e longos congestionamentos viraram rotina. A precariedade também afeta passageiros de ônibus intermunicipais.

PASSAGEIROS PRESOS EM ESTRADA DE TERRA – Na manhã deste domingo (19), um leitor do Radar News relatou que familiares — entre eles uma criança de 11 anos — estão há mais de 12 horas presos em um ônibus da Viação Águia Branca, entre Porto Seguro e Salvador. O veículo está parado em plena estrada de chão, sem contato, sem água potável e sem qualquer assistência da empresa. Segundo o passageiro, o local está isolado e inviável até para socorro.

Desesperada, a família procurou o Radar para pedir ajuda e alertar as autoridades. “Estão vulneráveis, com mulheres, crianças, idosos. Sem comida, sem água. É desumano”, disse a mãe de uma das passageiras.

DNIT CONFIRMA CONSTRUÇÃO DE NOVA PONTE – No sábado (18), em entrevista à TV Bahia, o superintendente do DNIT na Bahia, Roberto Alcântara, confirmou que será necessária a construção de uma nova ponte. Segundo ele, após análises técnicas, ficou constatado que a antiga estrutura não atende mais à demanda da população.

O projeto prevê uma nova ponte com perspectiva de futura duplicação da BR-101. A expectativa é de que a obra seja contratada nos próximos 30 dias. O prazo mínimo estimado para execução é de um ano.

Até lá, o desvio da Veracel continuará sendo a única rota — ainda que sem qualquer infraestrutura. E a população segue exposta a riscos, abandono e incerteza.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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