Bananinha está numa bananosa. Ataques às instituições do Brasil, STF, PGR e PF podem lhe render bons anos de cadeia.

A Polícia Federal está monitorando cada nova postagem de Eduardo Bolsonaro e sua conspiração contra soberania do Brasil.  As provas juntadas em um inquérito  podem determinar a inelegibilidade do deputado licenciado e sua prisão por conspiração. A pena pode render até 12 anos de prisão.

Entre ministros do Supremo Tribunal Federal, a expectativa é que a investigação resultará em uma condenação certa de Eduardo Bolsonaro. Cinco dos 11 magistrados teriam dito a Bela Megale, do jornal O Globo, que apenas as ameaças e articulações registradas pelo próprio Eduardo Bolsonaro nas redes sociais já se caracterizam crime de coação a autoridades.

Nas 13 páginas endereçadas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, afirma de forma enfática  que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “se dedica com denodada diligência, o intuito de impedir, com a ameaça, o funcionamento pleno dos poderes constitucionais do mais alto tribunal do Poder Judiciário, da Polícia Federal e da cúpula do Ministério Público Federal, com isso atentando contra a normalidade do Estado democrático de direito”.

“O sr. Eduardo Bolsonaro divulga fartamente notícias dessa sorte em veículos de imprensa nacionais, como se vê deste exemplo: ‘Minha qualidade de vida melhorou. Mas, continuo indo com muita frequência a Washington e Miami para fazer essas tratativas porque minha missão prioritária aqui é sancionar o Alexandre de Moraes'”, escreve Gonet, citando reportagem da Fórum sobre o tema.

Na peça, em que pede a abertura de um inquérito para investigar a conspiração contra o Brasil levada a cabo pelo filho de Jair Bolsonaro (PL) nos EUA, o PGR pede que a Polícia Federal (PF) realize “monitoramento e preservação de conteúdo postado nas redes sociais do sr. Eduardo Bolsonaro, que guarde pertinência com o exposto nesta petição” e abre espaço para que o deputado preste “esclarecimentos úteis para os fins do inquérito”.

“Sugiro que a digna Polícia Federal encaminhe a notificação aos endereços eletrônicos de que dispuser ligados ao sr. Eduardo Bolsonaro, sabendo-se que ele se encontra fora do Brasil, mas está em permanente contato e uso dos meios eletrônicos de comunicação”, afirma o PGR.

Os ministros também se preparam para uma saraivada de ações e um novo embate com congressistas bolsonaristas, que devem tentar usar a imunidade parlamentar para sustar a ação contra Eduardo, que se licenciou do mandato na Câmara.

Há ainda um preocupação com a celeridade do processo, já que Eduardo vai intensificar os contatos com a ultradireita neofascista nos EUA para sancionar as autoridades brasileiras.

Aliados próximos ao filho de Bolsonaro já falam que as sanções do governo Trump contra Moraes pode sair nos próximos 10 dias.

Eduardo ainda tenta um levante contra os outros ministros do Supremo. Até o momento, apenas três magistrados da corte estão sendo poupados nas conversas dele e de Paulo Figueiredo nos EUA: André Mendonça e Kássio Nunes Marques, alçados por Bolsonaro à corte, e Luiz Fux, que é alvo de uma tentativa de cooptação em razão das divergências com Moraes.

Além dos ministro, a conspiração do clã Bolsonaro mira ainda o PGR, Paulo Gonet, e assessores, além das famílias dos membros do STF, em especial as esposas de ministros que atuam no ramo da advocacia.

Fabio Shor, delegado que deve conduzir as investigações, também é um dos nomes citados por Eduardo Bolsonaro nas negociatas conspiracionistas com o governo Trump.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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