Operação da PF investiga esquema de diplomas falsos com atuação na Bahia.

Ação foi realizada em 26 endereços no Distrito Federal, na Bahia e em mais nove estados.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11) a Operação Código 451, que investiga uma organização criminosa especializada na falsificação e comercialização de diplomas de ensino superior. A Bahia está entre os 12 estados alvos da ação, com mandado de busca e apreensão cumprido em Salvador.

Segundo a PF, os documentos falsos eram utilizados para obter registros em conselhos profissionais e permitir o exercício ilegal de profissões como saúde, engenharia, direito e educação física. O líder do esquema e diversos beneficiários da fraude foram alvos da operação.

As investigações começaram após a apresentação de um diploma falso para registro em um conselho profissional. A partir disso, a PF identificou a existência de um site fraudulento que simulava um ambiente oficial de verificação de diplomas universitários.

A ação foi realizada em 26 endereços no Distrito Federal e nos estados da Bahia, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Ceará, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Em Salvador, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão relacionado ao grupo.

Durante a operação, houve prisão em flagrante no Piauí, onde uma arma de fogo adulterada foi encontrada. A arma, originalmente de pressão, havia sido modificada para disparos reais.

A Polícia Federal apura a existência de um grupo estruturado, com divisão de tarefas entre produção, venda e uso de diplomas falsificados. Também foram identificados indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O material era anunciado e comercializado por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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