O ciclo de aperto monetário (aumento dos juros) começou em setembro de 2024, quando Copom parou os cortes e subiu a Selic para 10,75% ao ano.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (7/5), renovar o ciclo de altas da taxa básica de juros do país, a Selic. A taxa subiu de 14,75% ao ano para 15% ao ano — maior valor desde julho de 2006. A decisão foi unânime.
Dessa forma, o Copom engata a sétima alta consecutiva dos juros. O ciclo de aperto monetário teve início em setembro de 2024, quando o comitê decidiu interromper o ciclo de cortes e elevar a Selic, que passou dos então 10,50% ao ano para 10,75% ao ano.
A nova taxa de juros, de 15% ao ano, ficará vigente pelos próximos 45 dias.
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.
Aumento é “compatível”, diz BC
Segundo comunicado após a reunião do Copom, a ação é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.
“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.
O comitê ainda informou que deve encerrar o ciclo de aperto monetário na próxima reunião, prevista para 29 e 30 de julho.
“Em se confirmando o cenário esperado, o comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, expõe o BC.
Do Metrópoles.
As altas dos juros só favorecem a banca rentista e os fundos abutres, que ao menor sinal de perigo transferem suas carteiras e abandonam o País. O setor produtivo, indústria, agronegócio e até mesmo o setor terciário, comércio e serviços, só penam com essas altas inconsequentes. O endividamento e o índice de recuperação judiciária dos setores produtivos, os verdadeiros alavancadores do desenvolvimento de uma nação, são a mostra fiel do rentismo e de suas consequências.

