Temor é que se repitam tragédias sem precedentes no RGS
A MetSul Meteorologia adverte que o Rio Grande do Sul enfrenta enchentes durante os próximos dias. Desde a semana passada já alertávamos para a possibilidade de cheia, mas com os dados de chuva registrados e onde choveu mais se tem um cenário mais claro das regiões de maior risco.
Nesta quarta-feira, rios já começavam a subir rapidamente e atingiam em algumas cidades cotas de alerta e inundação. Agora, com mais chuva, uma vez que a previsão é de chover muito até sexta e com altos volumes principalmente nesta quarta, a perspectiva é de piora no quadro com elevação adicional dos níveis.
Somente nesta quarta pode chover entre 75 mm e 150 mm em vários pontos do Centro para o setor Oeste da Lagoa dos Patos e na direção da região metropolitana, trazendo mais água na bacia do Jacuí e em rios que cortam o Vale do Rio Pardo, como o Pardinho.
A Defesa Civil divulgou na manhã desta quarta-feira o novo balanço dos estragos da chuva no Rio Grande do Sul. De acordo com o órgão, o Estado tem 51 cidades afetadas pelo temporal. São mais de 1,3 mil desalojados, duas mortes confirmadas e uma pessoa que está desaparecida, segundo o Correio do Povo.
Conforme a Defesa Civil, há 1 mil pessoas que foram colocadas em abrigo. As fatalidades já confirmadas ocorreram em Candelária e entre as cidades de Nova Petrópolis e Caxias do Sul. O caso do homem desaparecido está relacionado ao primeiro município porque trata-se de um casal que estava em um carro que foi levado pela correnteza. A mulher, de 54 anos, morreu e o seu companheiro ainda é procurado por equipes de resgates.
A mais recente fatalidade envolve um jovem de 22 anos. Ele também estava dentro de um veículo, que caiu da de uma ponte no rio Caí. O nome da vítima não foi divulgado pelas autoridades.
