A infâmia continua: Israel não se decidiu por acordo de paz com Hamas

Um integrante do alto escalão do governo de Israel afirmou neste sábado (5), sob condição de anonimato, que “nenhuma decisão” foi tomada até o momento em relação à proposta de cessar-fogo aceita na véspera pelo Hamas. O plano, mediado pelos Estados Unidos, com apoio de Egito e Catar, prevê uma trégua de 60 dias nos ataques à Faixa de Gaza.

A expectativa é que o gabinete de segurança de Israel se reúna em breve para deliberar sobre o acordo. A decisão acontece na véspera da viagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a Washington, onde ele deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (7).

Na sexta (4), o grupo Hamas anunciou que aceita o esboço apresentado pelos mediadores internacionais. Segundo uma fonte palestina envolvida nas negociações, o plano prevê uma trégua de dois meses, durante a qual o Hamas libertaria metade dos reféns israelenses ainda vivos, em troca da libertação de presos palestinos atualmente detidos em Israel.

Também nesta sexta, o Hamas disse estar pronto para “começar imediatamente” a discutir os detalhes da implementação do cessar-fogo. A Jihad Islâmica, aliada do Hamas em Gaza, declarou apoio às tratativas, mas pediu garantias quanto ao cumprimento do plano.

Em declaração à imprensa, o presidente Donald Trump afirmou não estar ciente da resposta formal do Hamas, mas mostrou otimismo: “Precisamos acabar com isso. É necessário que algo seja feito por Gaza”, disse.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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