Que tipo de idiotia leva um patrício a desfraldar a bandeira de uma potência estrangeira?

Vista aérea mostra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro carregando uma enorme bandeira dos EUA em ato na Avenida Paulista, em SP, no 7 de Setembro. — Foto: Nelson Almeida/AFP

Que tipo de vírus atacou os nossos patrícios que estenderam grandes bandeiras norte-americanas durante as manifestações pelo 7 de Setembro, data magna da Pátria? Segundo a IA, “Loucura coletiva” refere-se à histeria em massa ou doença psicogenica de massa, um fenomeno sociopsicológico onde um grupo de pessoas desenvolve sintomas histéricos ou comportamentos estranhos sem causa orgânica aparente, impulsionados pela pressão e influência social.

O ministro da Casa Civil do Governo, Rui Costa,  fez duras críticas à manifestação realizada na Avenida Paulista em apoio a Jair Bolsonaro (PL), marcada pelo uso da bandeira dos Estados Unidos durante o feriado de 7 de Setembro.

“O dia de ontem deixou claro para a população brasileira de que lado cada um de nós está. Nunca vi, na história da humanidade, políticos que, no dia da independência de um país, erguessem a bandeira de outra nação, justamente uma nação que adotou medidas para destruir empregos, empresas e a economia do Brasil. Nunca vi nada parecido”, disse Rui Costa.

Estes mesmos patrícios primeiro defenderam o golpe por forças militares, depois a reedição do AI-5. Durante a vigência deste édito, durante a ditadura militar de 1964, foram anuladas todas as garantias do cidadão.

O AI-5 (Ato Institucional n.º 5), promulgado em 13 de dezembro de 1968 pelo governo militar no Brasil, foi o instrumento mais autoritário da ditadura militar, caracterizado pela suspensão de direitos constitucionais, cassação de mandatos e mandados, e a suspensão do habeas corpus para crimes políticos. 
A medida permitiu ao presidente legislar sobre qualquer matéria, intervir em estados e municípios, e deu ao regime militar instrumentos para a repressão política e o aprofundamento do autoritarismo, marcando o início dos “anos de chumbo”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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