As acusações de genocídio em Gaza

Por Guga Chacra  — Nova York para O Globo.
Palestinos deslocados seguem com seus pertences para o sul, em uma estrada na área do campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, na terça-feira — Foto: Eyad Baba/AFP

O governo de Benjamin Netanyahu comete genocídio na Faixa de Gaza, segundo a Comissão de Inquérito das Nações Unidas. O governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza, segundo a Anistia Internacional. O governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza, segundo o Médicos Sem Fronteiras.

O governo de Netanyahu comete genocídio na em Gaza, segundo o Human Rights Watch. O governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza, segundo o grupo Save the Children.

O governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza, segundo a Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio, que reúne mais de 500 acadêmicos.

O governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza, segundo David Grossman, que talvez seja o maior escritor israelense vivo. O governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza, segundo a entidade de defesa de direitos humanos israelense B’Tselem.

O governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza, segundo grupo israelense Médicos para os Direitos Humanos. O governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza, segundo lideranças internacionais de nações democráticas como os presidentes da África do Sul, Chile e Brasil.

Poderia seguir listando mais uma série de entidades e governos que acusam o governo de Netanyahu de cometer genocídio em Gaza. Sei que o governo de Netanyahu repudia essas acusações e afirma lutar contra o Hamas, depois de a organização terrorista matar cerca de 1.200 israelenses e sequestrar 251 no atentado de 7 de outubro.

Sei também que a Corte Internacional de Haia ainda não tomou uma decisão sobre a acusação feita pela África de Sul e uma série de países de que o governo de Netanyahu comete genocídio em Gaza. Ao mesmo tempo, o Tribunal Penal Internacional já pediu a prisão de Netanyahu por crime de guerra.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário