Bernie Sanders, judeu, reconhece genocídio de Israel

Bernie Sanders, senador judeu e de esquerda nos Estados Unidos, usou pela primeira vez o termo “genocídio” para classificar a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, após quase dois anos de massacres. A declaração foi dada em artigo publicado no seu site sob o título “É genocídio”.
O texto foi publicado um dia após a Comissão de Inquérito da ONU divulgar um relatório que concluiu que Israel comete genocídio contra os palestinos. Até então, o senador evitou o uso do termo, mas agora sustenta: “a intenção é clara. A conclusão é inescapável: Israel está cometendo genocídio em Gaza”.
“Israel não se defendeu simplesmente do Hamas. Em vez disso, travou uma guerra total contra todo o povo palestino”. Sanders traz os números: “de uma população de 2,2 milhões de palestinos em Gaza, Israel já matou cerca de 65 mil pessoas e feriu aproximadamente 164 mil”, afirma o senador.
Ele lembra que “o número total de mortos é provavelmente muito maior, com milhares de corpos soterrados sob os escombros”. Também menciona que, segundo um banco de dados militar de Israel vazado, “83% dos mortos eram civis e mais de 18 mil crianças foram mortas, incluindo 12 mil com 12 anos ou menos”.
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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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