Camponesa de Riachão das Neves, na chapada, morre depois de espancamento brutal.

Família clama por justiça no caso de Elizete, mulher brutalmente agredida no Gerais, em Riachão das Neves

A família de Elizete Alves de Lacerda, moradora da região do Gerais, em Riachão das Neves, ainda busca respostas sobre o crime que tirou a vida da mulher de 48 anos, mãe de dois filhos adolescentes. Sua irmã, Eliene Pereira de Lacerda, a descreve como mulher trabalhadora, independente e conhecida por seu jeito alegre e tranquilo, Elizete foi encontrada com graves ferimentos em um matagal, após ter sido brutalmente espancada. Ela ficou mais de dois meses internada, mas não resistiu às complicações e faleceu no dia 10 de agosto.

Segundo familiares, Elizete não tinha inimigos nem histórico de desavenças. “Ela era uma mulher de bem, alegre, que gostava de conversar e rir. Nunca teve briga com ninguém. Foi uma tragédia que pegou toda a família de surpresa”, contou uma parente em entrevista.

Sofrimento e luta pela vida

O caso comoveu amigos e moradores da região. Após ser encontrada, Elizete foi socorrida e levada ao hospital em estado grave. Poucos dias depois, os médicos perceberam que suas pernas começaram a escurecer rapidamente, como se estivessem queimadas por dentro. Houve suspeita de envenenamento, mas ainda não foi confirmada a substância envolvida.

“Os médicos disseram que a carne estava necrosando muito rápido. Tentaram uma raspagem, mas não adiantou. Depois reuniram a família e avisaram que seria necessário amputar as duas pernas para tentar salvar a vida dela”, relatou a familiar.

Mesmo após a cirurgia, Elizete não resistiu. A notícia de sua morte causou grande comoção no município.

Investigações seguem sem respostas

O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil de Riachão das Neves, mas, segundo a família, ainda não há informações concretas sobre suspeitos. O laudo da necrópsia foi concluído pelo IML e, conforme relato dos familiares, foi encaminhado à Delegacia de Barreiras e posteriormente à de Riachão das Neves. Entretanto, a família afirma que ainda não teve acesso ao documento.

“Queremos justiça. Que o caso não fique parado, que não seja esquecido. A Elizete era uma mãe, uma mulher trabalhadora. Ela não merecia morrer dessa forma”, desabafou a entrevistada.

Dor e saudade

Desde a morte de Elizete, o clima é de luto e revolta. Os familiares se apoiam uns nos outros e buscam força para seguir em frente, especialmente por causa dos filhos dela, de 18 e 15 anos.

“Está sendo muito difícil. A dor é grande, mas estamos tentando ser fortes por eles”, disse a parente.

Para a família, a lembrança que fica é de uma mulher boa, amorosa e guerreira. “Ela vivia pelo bem e pelos filhos. Tinha uma luz própria. Não merecia essa crueldade.”

O apelo final é para que o caso não seja esquecido. “Pedimos que as autoridades façam justiça e que a comunidade do Gerais e de Riachão das Neves não se cale. Porque amanhã pode ser com outra família.”

Alô Alô Salomão

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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