Paranoico, Bolsonaro não toca nem no café da manhã na prisão.

Maníaco, doido, teórico conspiracionista, paranoico, xarope. Essas são algumas classificações que Jair Bolsonaro (PL) colecionou ao longa da vida dadas por gente que já conviveu de forma íntima com ele.

Em audiência de custódia, Bolsonaro alega 'paranoia'; prisão é mantida – CartaCapitalO próprio ex-presidente alegou “paranóia” em audiência de custódia. O comportamento esdrúxulo é notado desde os tempos em que planejou explodir quartéis e o sistema de abastecimento de água do Rio de Janeiro, o que motivou sua saída do Exército.

Agora, nessa nova fase de condenado, preso em caráter preventivo desde sábado (22) na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após tentar destruir com um ferro de solda a tornozeleira eletrônica de monitoramente que usava, o ex-presidente golpista já tem uma maluquice recém-criada para seu acervo.

Fontes que mantêm contato com sua família, assim como outras com acesso ao prédio do órgão de segurança onde o criminoso se encontra detido, revelaram à Fórum que Bolsonaro não aceita de forma alguma comer as refeições oferecidas pela Polícia Federal.

É, ele não toca em nada do que é disponibilizado para seu consumo, como o pão com manteiga e o ovo, dados com um café com leite, pela manhã, assim como o feijão com arroz, bife e salada ofertados no almoço ou no jantar.

A fontes ouvidas pela Fórum afirmam que, não se sabe se por ‘maluquice’, ou para reforçar o discurso de perseguido que sua matilha radical tanto adora, ele diz que pode ser envenenado.

Pois é, na ‘Terra Plana’ do bolsonarismo, se o “mito” mandar pra dentro um bifão com arroz e feijão, ele pode cair durinho, morto.

Então, o golpista está se alimentando exclusivamente do que sua família e advogados trazem para a PF. Ainda assim, ele não deixa que o material saia do alcance dos olhos dos visitantes, nem dos seus, e checa tudo direitinho para ver se não envenenaram sua bolacha ou seu achocolatado. Sim, um papo de maluco.

Artigo de , da Revista Fórum.

Aos poucos, Jair, o Breve, irá se acostumando com os hábitos da prisão. Quem sabe não começa a fabricar a “Maria Louca”,  uma bebida alcoólica artesanal e clandestina produzida em prisões brasileiras, feita a partir da fermentação de arroz azedo e outros ingredientes disponíveis.

A aguardente é muitas vezes destilada de forma improvisada. Ele vai precisar beber algo forte para esquecer as traições dos companheiros de Partido, dos correligionários mais chegados e da ex-primeira dama. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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