China rejeita exportação de 69 mil toneladas de soja brasileira.

Embarque de soja brasileira foi recorde em março – O Presente RuralA falta que um instrumento de alta tecnologia, a vassoura de piaçava, faz ao Brasil.

Presença de trigo com pesticida misturada nos grãos de soja brasileira leva Pequim a endurecer controle sanitário sobre produtos agrícolas do Brasil e impõe suspensão temporária a cinco grandes empresas exportado.

A relação comercial entre Brasil e China, especialmente no setor agrícola, enfrentou um revés significativo com o bloqueio de uma carga de 69 mil toneladas de soja brasileira por parte das autoridades chinesas.

O motivo: a presença de trigo com pesticidas misturado aos grãos, descoberta feita durante a inspeção no porão do navio que transportava o carregamento para o país asiático.

O incidente gerou reação imediata por parte do governo chinês, que determinou não apenas a rejeição da carga, mas também a suspensão temporária da compra de soja de cinco unidades produtoras brasileiras, pertencentes a grandes empresas do setor.

Os nomes das unidades não foram divulgados na reportagem, mas a medida sinaliza um alerta sobre o rigor cada vez maior da China quanto ao controle de qualidade e segurança alimentar em suas importações.

A decisão da China acende um sinal de alerta em um momento de grande dependência do Brasil em relação ao mercado chinês, que é seu principal comprador de soja. A rejeição da carga pode implicar:
Prejuízos financeiros imediatos aos exportadores afetados; Desconfiança de compradores internacionais, que podem intensificar exigências sanitárias; Necessidade de revisão dos processos logísticos, especialmente na limpeza de navios graneleiros e no controle de contaminações cruzadas.

A mistura acidental de trigo com resíduos de pesticida à carga de soja indica falhas que podem ter ocorrido durante o processo de armazenamento, transporte ou carregamento no porto.

Esse tipo de incidente não apenas compromete a imagem dos produtores brasileiros como também pode afetar as relações bilaterais e futuras negociações comerciais.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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