A falta que um instrumento de alta tecnologia, a vassoura de piaçava, faz ao Brasil.
Presença de trigo com pesticida misturada nos grãos de soja brasileira leva Pequim a endurecer controle sanitário sobre produtos agrícolas do Brasil e impõe suspensão temporária a cinco grandes empresas exportado.
A relação comercial entre Brasil e China, especialmente no setor agrícola, enfrentou um revés significativo com o bloqueio de uma carga de 69 mil toneladas de soja brasileira por parte das autoridades chinesas.
O motivo: a presença de trigo com pesticidas misturado aos grãos, descoberta feita durante a inspeção no porão do navio que transportava o carregamento para o país asiático.
O incidente gerou reação imediata por parte do governo chinês, que determinou não apenas a rejeição da carga, mas também a suspensão temporária da compra de soja de cinco unidades produtoras brasileiras, pertencentes a grandes empresas do setor.
Os nomes das unidades não foram divulgados na reportagem, mas a medida sinaliza um alerta sobre o rigor cada vez maior da China quanto ao controle de qualidade e segurança alimentar em suas importações.
A decisão da China acende um sinal de alerta em um momento de grande dependência do Brasil em relação ao mercado chinês, que é seu principal comprador de soja. A rejeição da carga pode implicar:
Prejuízos financeiros imediatos aos exportadores afetados; Desconfiança de compradores internacionais, que podem intensificar exigências sanitárias; Necessidade de revisão dos processos logísticos, especialmente na limpeza de navios graneleiros e no controle de contaminações cruzadas.
A mistura acidental de trigo com resíduos de pesticida à carga de soja indica falhas que podem ter ocorrido durante o processo de armazenamento, transporte ou carregamento no porto.
Esse tipo de incidente não apenas compromete a imagem dos produtores brasileiros como também pode afetar as relações bilaterais e futuras negociações comerciais.
