Uns dizem que a língua é o chicote do corpo; outros, que é da alma. Do corpo ou da alma, a língua seria um castigo, um açoite para quem não sabe usá-la, e muitas vezes se volta contra quem faz mau uso dela.
É o caso do senador Flávio Bolsonaro. Em 22 de dezembro de 2017, Flávio fez uma enquete no antigo Twitter, atual Rede X, atacando as pessoas que alegavam doenças quando eram presas. Escreveu Flávio:
“Políticos corruptos têm alegado problemas graves de saúde para saírem da cadeia. Você é a favor de cemitérios ao lado das carceragens da Polícia Federal para que o Estado gaste menos com o transporte.
E ofereceu as alternativas “Sim” e “Não” pra que os internautas votassem. Veja a postagem de Flávio e o resultado da enquete:
A maioria das pessoas votou a favor da construção de um cemitério no entorno da PF, “para que o Estado gaste menos como transporte dos corpos“. Ou seja: nada de prisão domiciliar. Que o preso resista na prisão ou morra, caso em que seria enterrado no cemitério ao lado.
Curiosamente, a língua de Flávio Bolsonaro se voltou contra ele: hoje, seu pai, Jair Bolsonaro, se encontra preso na sede da Polícia Federal e Flávio e toda da família imploram para que ele possa cumprir a pena em prisão domiciliar por problemas de saúde, exatamente o que Flávio criticava em sua postagem de 2017.

Flávio do Chocolate: querendo se mostrar truculento não conseguiu antever o sofrimento do Pai.