Os bolsonaros e seus mais próximos seguidores estão reescrevendo o soneto de Carlos Drumond de Andrade, “Quadrilha”: João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili,
que não amava ninguém.
Pois bem: dadas as brigas últimas, o soneto ficaria assim:
Michelle odiava Flávio, que odiava Tarcísio, que odiava Malafaia, que chamava Damares de linguaruda. Todos desconfiavam de Waldemar, que odiava Bolsonaro, que odiava todos juntos.

Como sempre profetizou Madame Almerinda, senhora de todos os sortilégios, cafetina de seres invisíveis, em “casa de pouco pão, todos brigam, ninguém tem razão”. Petista de última hora, uma das que abandonou Bolossauros e companhias, a Madame está iniciando a campanha por Lula da Silva nas savanas de cima da Serra. Um arraso.
