Entre Oxalá e Senhor do Bonfim, baianas celebram sincretismo religioso

Reportagem do jornal A Tarde.

Lavagem reúne elementos do catolicismo e candomblé há mais de 200 anos.

A Lavagem do Bonfim celebrada nesta quinta-feira, 15, une o catolicismo, através da devoção ao Senhor do Bonfim, e o candomblé, com as homenagens a Oxalá.

Responsáveis por representar as religiões de matriz africana durante todo o cortejo, que vai da Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Igreja do Senhor do Bonfim, principalmente na tradicional lavagem da escadaria, as baianas são fundamentais para a celebração.

Ao portal A TARDE, Noelia Pires, de 67 anos, explica a importância histórica da celebração, que existe há mais de 200 anos.

“Houve essa mistura desde o início dos tempos, pelo país ser muito católico, e o povo escravizado não podia comemorar, não podia cultuar seus deuses africanos. Por isso, não podia acontecer e há esse sincretismo religioso há décadas”, comemorou.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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