Reportagem do jornal A Tarde.
Lavagem reúne elementos do catolicismo e candomblé há mais de 200 anos.
A Lavagem do Bonfim celebrada nesta quinta-feira, 15, une o catolicismo, através da devoção ao Senhor do Bonfim, e o candomblé, com as homenagens a Oxalá.
Responsáveis por representar as religiões de matriz africana durante todo o cortejo, que vai da Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Igreja do Senhor do Bonfim, principalmente na tradicional lavagem da escadaria, as baianas são fundamentais para a celebração.

Ao portal A TARDE, Noelia Pires, de 67 anos, explica a importância histórica da celebração, que existe há mais de 200 anos.
“Houve essa mistura desde o início dos tempos, pelo país ser muito católico, e o povo escravizado não podia comemorar, não podia cultuar seus deuses africanos. Por isso, não podia acontecer e há esse sincretismo religioso há décadas”, comemorou.
