
Uma aeronave Gulfstream se envolveu em um incidente no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após o piso do hangar ter afundado.
A máquina é um Gulfstream G600, o primeiro desse modelo a ser operado no Brasil e de matrícula PP-ARA, registrada em nome da Immobiliare Administradora de Imóveis Próprios. Essa empresa pertence ao cearense Mário Araújo Alencar Araripe, que comprou a aeronave de demonstração da fabricante americana em 2022. Hoje uma aeronave desde modelo de ano similar é avaliada em aproximadamente US$ 45 milhões (R$ 242 milhões).

Empresário e engenheiro formado pelo ITA, Araripe ficou conhecido nacionalmente no final da década de 1990, quando comprou a indústria de veículos Troller e a transformou em uma referência em jipes versáteis para qualquer tipo de terreno. Ele multiplicou o valor da empresa e, em 2007, a vendeu para a montadora americana Ford.
No mesmo ano, passou a investir em energias renováveis e fundou a Casa dos Ventos, uma desenvolvedora de projetos de geração de energia eólica e, nos 15 anos de trajetória da companhia, tornou-a referência no setor, mais recentemente também nas frentes de geração e comercialização. Com isso, ele ficou conhecido por ganhar dinheiro como “vendedor de vento”, em uma analogia à sua atuação no setor citado. Além disso, Araripe também tem atuação nos setores têxtil e imobiliário.
O jato da empresa de Araripe estava estacionado em Congonhas, em um hangar de uma empresa de FBO e táxi-aéreo, e, segundo testemunhas relataram ao AEROIN, normalmente um jato desse porte não fica nesse hangar mais antigo, e sim nos mais novos e maiores. Um dos motivos seria exatamente a questão do PCN (código da resistência do pavimento), que é inferior ao dos outros locais de parada.
Como resultado da colocação do avião no local, o trem de pouso esquerdo acabou afundando, e a asa quase encostou no chão. Uma operação de retirada da aeronave está em curso no momento, e vários veículos de incêndio e de suporte são vistos próximos ao hangar, como passageiros relataram ao portal AEROIN.
