Já chegam a 39 as mortes depois da colisão entre trens na Espanha.

Dois trens de alta velocidade colidiram no fim da tarde de domingo no município de Adamuz, na província de Córdoba, no sul da Espanha. O acidente deixou ao menos 39 mortos e dezenas de feridos. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que visitará o local nesta segunda-feira.

As causas do acidente ainda são desconhecidas. Uma comissão técnica especializada foi designada para conduzir a investigação. O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, classificou o episódio como “tremendamente estranho”, ao destacar que a colisão ocorreu em um trecho reto da linha férrea, recentemente modernizada. Segundo ele, a via havia passado por obras concluídas em maio do ano passado e o trem que descarrilou tinha menos de quatro anos de uso.

Relatos de passageiros descrevem momentos de pânico. Em entrevista ao jornal El País, María San José, de 33 anos, que viajava de Málaga para Madri, contou ter sentido fortes solavancos antes da parada brusca. “As malas começaram a cair. Quando saímos, vimos vagões retorcidos e outros dois tombados”, relatou.

Outro passageiro, Santiago, de 44 anos, afirmou que o trem balançou intensamente antes de parar. Ele disse que os serviços de emergência levaram cerca de uma hora para chegar. “Vi uma pessoa morta e tentamos ajudar os feridos, mas o primeiro vagão estava completamente destruído”, contou.

María Vidal, de 32 anos, que estava no trem da Iryo, descreveu a sensação como a de um terremoto. “Tudo tremeu, houve uma freada brusca e as luzes se apagaram. Ficamos cerca de 40 minutos dentro do vagão e vi pessoas em estado muito grave”, disse.

A tragédia gerou manifestações de pesar de líderes internacionais. O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o acidente como uma tragédia e ofereceu apoio à Espanha. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo espanhol.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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