Noruega se prepara para guerra e avisa cidadãos

A Noruega vive um momento de tensão em meio a um possível conflito com os EUA. A ponto de as Forças Armadas do país enviarem cartas à população alertando para se prepararem para uma eventual guerra.

De acordo com a imprensa internacional, milhares de cartas foram enviadas à população norueguesa. Nelas, as autoridades avisam que podem confiscar alguns bens com fins militares, como imóveis, carros, barcos e maquinário essencial. As notificações têm validade de um ano.

Conforme consta no comunicado enviado à imprensa, as Forças Armadas enfatizam o tamanho da crise atual e a possibilidade real de guerra. Além disso, destaca que as cartas de confisco não têm efeito prático em tempos de paz.

“A importância de se preparar para crises e guerras aumentou drasticamente nos últimos anos. A Noruega está na situação de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial. Nossa sociedade precisa estar preparada para crises de segurança e, no pior dos casos, para a guerra”, assina o Major-General Anders Jernberg, Diretor de Logística das Forças Armadas da Noruega.

Noruega é ameaçada pelos EUA

Esse alerta emitido pelas autoridades norueguesas não foi por acaso. Nesta segunda-feira (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, dizendo o seguinte: “Não me sinto mais obrigado a pensar puramente na paz.

Trump citou o Nobel da Paz não entregue a ele e afirmou: “Agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América”. Trata-se de uma resposta à Noruega e à Finlândia, que se opuseram às tarifas dos EUA a aliados europeus.

Todo esse caso tem ligação com a intenção do líder estadunidense de tomar a Groenlândia, vista como um ponto militar estratégico para o país norte-americano.

Ontem articulistas do hemisfério Norte especulavam sobre a possibilidade de uma vitória democrata nas próximas eleições parlamentares em 3 de novembro de 2026. A derrota ronda os republicanos com o consequente pedido de impeachment de Donald Trump, tantas fez e tantas fará se deixado no poder. Mas alertaram: J.D. Vance, o vice-presidente que assumiria, é um radical que faria termos saudades do Trump. 

Ele defende uma plataforma populista de direita “América Primeiro”, focada no nacionalismo econômico, restrição severa à imigração, isolacionismo na política externa e conservadorismo social. Ex-crítico de Trump, hoje alinha-se ao trumpismo, priorizando a classe trabalhadora branca, a reindustrialização e posições rígidas contra o aborto. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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