Os preços da soja fecharam o pregão desta terça-feira (10), dia de novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), com altas de dois dígitos na Bolsa de Chicao, renovando suas máximas em alguns meses. Os ganhos variaram de 11,75 a 13 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 11,22 e o maio a US$ 11,37 por bushel.

O reporte foi bastante neutro, sem mudanças nem no quadro norte-americano e nem no global que pudessem motivar o avanço. Todavia, os futuros da oleaginosa subiram acompanhando o movimento forte do farelo de soja, que fechou o pregão com mais de 1% de alta, ainda refletindo o clima preocupante na Argentina – com altas temperaturas e falta de chuvas – e a possibilidade de uma demanda maior pela soja em grão dos EUA por parte da China, como declarou o presidente americano Donald Trump na última semana.
Ainda assim, a reação dos preços no mercado brasileiro é limitada e a comercialização no Brasil continua desafiadora, como explica o líder de inteligência de mercado da Grão Direto, Ruan Sene. Apesar das altas em Chicago, os prêmios estão pressionados e o dólar, enfraquecido, o que limita uma recuperação expressiva dos indicadores por aqui e, naturalmente, um significativo avanço da comercialização.
No Oeste baiano, a cotação da soja e do milho andaram de lado para R$113,50 e R$58,67, respectivamente.
