
A Índia abriu nesta segunda-feira (16/fev), no imponente Bharat Mandapam em Nova Déli, o India AI Impact Summit 2026 – o primeiro grande evento global sobre inteligência artificial sediado no Sul Global e um marco geopolítico que sinaliza a ascensão de potências emergentes no debate tecnológico.
Inaugurado pelo primeiro-ministro Narendra Modi, o encontro de cinco dias (16 a 20 de fevereiro) reúne cerca de 20 chefes de Estado e governo, mais de 300 expositores de 30 países e executivos de peso como Sundar Pichai, da Alphabet (Google), Sam Altman, da OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Demis Hassabis, do Google DeepMind.
A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que chega para visita de Estado entre 18 e 22 de fevereiro e integrará as sessões de alto nível nos dias 19 e 20 – reforça o peso do Brasil na defesa de uma IA inclusiva, com governança global e combate à desinformação.
Lula será o primeiro presidente brasileiro a integrar uma cúpula desse porte, trazendo a perspectiva do Sul Global para equilibrar o domínio histórico de empresas sediadas em nações ricas.
Segundo o AP News, o objetivo central é traçar um “roteiro compartilhado para governança e colaboração global em IA”, com ênfase em aplicações práticas que promovam crescimento inclusivo, sustentabilidade e resiliência econômica.
O ministro indiano de Eletrônica e Tecnologia da Informação, Ashwini Vaishnaw, sintetizou a visão: “O objetivo é claro: a IA deve ser usada para moldar a humanidade, o crescimento inclusivo e um futuro sustentável.”
Narendra Modi, em postagem nas redes, celebrou o momento: “Unindo o mundo para discutir IA! A partir de hoje, a Índia sedia a Cúpula de Impacto da IA no Bharat Mandapam, em Nova Delhi. Dou as boas-vindas a todos os líderes mundiais, magnatas da indústria, inovadores, formuladores de políticas, pesquisadores e entusiastas da tecnologia do mundo todo para esta Cúpula”, conforme publicou a mídia local The Hindu.
O evento, ancorado nos pilares “Pessoas, Planeta e Progresso”, debate desde o uso de IA em saúde, educação, agricultura e gestão de desastres até os riscos concretos: automação que ameaça empregos em serviços administrativos, proliferação de deepfakes, desinformação em escala e concentração de poder em poucas corporações.
