Apocalipse agora: Irã fecha Estreito de Ormuz em meio a diálogo com os EUA.

Teerã anunciou, nesta terça-feira (17/2), que partes do Estreito de Ormuz seriam fechadas por motivos de “segurança”, por causa dos militares da Guarda Revolucionária iraniana.

O anúncio se deu enquanto as delegações diplomáticas do Irã e dos Estados Unidos (EUA) negociavam termos para um possível acordo nuclear em Genebra, na Suíça.

O comunicado foi feito pela televisão estatal iraniana, com a justificativa de que o fechamento parcial do canal foi feito aos “princípios de segurança e navegação”, visto que as forças navais da Guarda Revolucionária iniciaram treinamento já nessa segunda-feira (16/2).

“As principais rotas de trânsito do Estreito de Ormuz estão sob o controle da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica e o Irã não tem linhas vermelhas quando se trata de salvaguardar a segurança nesta região”, informou a TV estatal, sem dizer por quanto tempo irá durar o fechamento.

As tratativas diplomáticas ocorrem em um ambiente de forte tensão e movimentação militar. Nas últimas semanas, o presidente norte-americano, Donald Trump, determinou o envio de navios de guerra e porta-aviões dos EUA para a região, ampliando a presença militar no entorno do Golfo Pérsico.

O estreito conecta os grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Estimativas de organismos internacionais de energia indicam que cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pelo local.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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