O último que sair apague a luz, por favor.

Um milhão de pessoas foram às ruas no último final de semana protestar contra as loucuras de Milei

Como dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade, “só nos resta dançar um tango argentino”.

A Argentina tem enfrentado uma reestruturação profunda em seu mercado corporativo entre 2024 e o início de 2026, caracterizada pela saída de multinacionais e pelo fechamento de pequenas e médias empresas (PMEs), impulsionado por uma combinação de recessão, queda no consumo, alta inflação e as políticas de liberalização econômica do governo Javier Milei.

Dados de monitoramento indicam um alto volume de fechamentos, com relatos de até 28 empresas encerrando operações por dia em momentos de maior instabilidade em 2025.

Últimos Fechamentos e Saídas Relevantes (2025-2026):
  • Burger King: A rede de fast food anunciou o encerramento gradual de suas 116 unidades no país, após 36 anos de operação.
  • Carrefour: O grupo francês colocou mais de 500 lojas à venda e avalia a saída do país após 42 anos, devido à queda na lucratividade e instabilidade econômica.
  • Setor Automotivo/Industrial: Fábricas “100% nacionais” e de bens de consumo fecharam, impactadas pela abertura das importações. A Fate, uma fábrica histórica de pneus fechou em fevereiro de 2026.
  • Multinacionais: Mais de 20 empresas internacionais abandonaram o mercado nos últimos três anos, incluindo a Procter & Gamble (P&G), que vendeu suas operações para o grupo Newsan, e a ExxonMobil, que vendeu ativos em Vaca Muerta.
  • HSBC: O banco concluiu a venda de suas operações na Argentina.
  • Aerolíneas Argentinas: A empresa estatal tem passado por cortes severos de funcionários e rotas, reduzindo sua operação para se preparar para uma possível privatização.
Principais Motivos:
  1. Abertura Comercial: A remoção de proteções a fábricas locais aumentou a concorrência com produtos importados.
  2. Queda no Consumo: A produção industrial caiu, com quedas significativas (como 3,9% em dezembro de 2025).
  3. Reformas Trabalhistas e Econômicas: Mudanças nas leis trabalhistas e custos operacionais elevados.
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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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