Os argentinos, sob regime de greve geral, vão às ruas para protestar contra as reformas trabalhistas de Javier Milei. Fábricas estão paradas e transportes totalmente imobilizados. Até parte da Polícia está em greve.

- Motivo Central: A mobilização, convocada pela CGT (Confederação Geral do Trabalho), foca na rejeição da reforma trabalhista, que propõe ampliar a jornada de trabalho para até 12 horas e flexibilizar demissões.
- Aprovação no Parlamento: Apesar dos protestos, a Câmara dos Deputados aprovou o texto principal da reforma na madrugada desta sexta-feira (20), com 135 votos a favor e 115 contra; o projeto segue agora para o Senado.
- Impacto nos Serviços:
- Transporte: Paralisação quase total de trens, ônibus e serviços de rampa em aeroportos.
- Voos: Mais de 85 voos entre Brasil e Argentina foram cancelados ou atrasados devido à falta de abastecimento e pessoal de solo.
- Indústria: Fábricas de grandes montadoras, como Ford e Toyota, suspenderam a produção.
- Confrontos e Detenções: Em Buenos Aires, houve confrontos entre manifestantes e a polícia em frente ao Congresso, com uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha, resultando em pelo menos 14 detidos.

