Fluxo estrangeiro robusto e desempenho das blue chips sustentam otimismo na B3, enquanto analistas traçam rota clara rumo aos 200 mil pontos em meio à política comercial americana em transformação.
Em pregão de clara recuperação de apetite, o Ibovespa — principal índice da B3, em São Paulo — encerrou esta terça-feira (24/fev) em alta de 1,40%, aos 191.490,40 pontos, cravando o 13º fechamento em máxima histórica neste 2026.
A cotação intradiária atingiu pico inédito de 191.780,77 pontos. O catalisador decisivo foi o recuo da tarifa adicional de 15% para 10% sobre produtos não isentos, imposta pelos Estados Unidos e vigente a partir desta terça-feira (24/fev).
A medida, decorrente de ajustes na política comercial da administração Donald Trump após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, dissipou parte das incertezas protecionistas e reforçou o influxo de capitais estrangeiros para ativos locais.
O movimento se soma ao forte desempenho acumulado do índice, que já acumula elevação expressiva no ano.Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta terça-feira (24/fev) reforçaram o cenário: o déficit em transações correntes de janeiro atingiu US$ 8,36 bilhões (acima da expectativa de US$ 6,4 bilhões), porém os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 8,168 bilhões, superando as projeções de US$ 7 bilhões.
Paralelamente, o dólar comercial fechou em baixa de 0,27%, cotado a R$ 5,1556 — o menor valor desde 28 de maio de 2024. “Tem muito capital estrangeiro entrando no Brasil, o que acaba favorecendo o real em relação ao dólar”, comentou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, em declaração transcrita pela CNN Brasil.
Analistas do Itaú BBA foram ainda mais assertivos em seu relatório Diário do Grafista: “Na rota dos 200 mil pontos! Essa é a estrada atual do Ibovespa”.
Editado pelo portal Urbs Magna.

