Vorcaro tentou vender cobertura de R$60 milhões no dia da primeira prisão

O banqueiro tinha – ou tem – muitas autoridades importantes na sua agenda. Tanto que sabia que ia ser preso um dia antes e sabia também da liquidação imediata do Master.

Investigações da Polícia Federal (PF) indicam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tentou realizar a venda apressada de uma cobertura de luxo por R$ 60 milhões no mesmo dia em que teve sua primeira prisão decretada, em 17 de novembro de 2025. 

A “Correria” para a Venda: E-mails obtidos pela PF, fruto de quebra de sigilo telemático, mostram que representantes de Vorcaro tentaram agilizar a negociação do imóvel, localizado no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo, intensificando os esforços na tarde do dia 17, quando o mandado de prisão já estava expedido.

A Primeira Prisão

Daniel Vorcaro foi detido inicialmente pela Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master, incluindo a tentativa de venda da instituição para o Banco Regional de Brasília (BRB).

Liquidação e Ocultação: A liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central ocorreu no contexto dessas investigações, que relataram uma “correria” para vender bens e ocultar patrimônio, incluindo R$ 2,2 bilhões que teriam sido escondidos em uma conta no nome de seu pai.

Prisões Posteriores 

Vorcaro foi solto em 28 de novembro de 2025, mas voltou a ser preso em 4 de março de 2026, na terceira fase da mesma operação. 

O empresário é acusado de cometer crimes mesmo após ser solto, incluindo a dilapidação de patrimônio e a manutenção de uma estrutura de intimidação. 

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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