Advogado confirma morte de “Sicário”, o matador que prestava serviços a Vorcaro.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu nesta sexta-feira (6/3). A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo advogado Robson Lucas da Silva, um dos responsáveis pela defesa de Mourão.

“Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 6/3/26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”, disse em nota.

“Sicário” foi preso na última quarta-feira (4/3) em um desdobramento da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, ele recebia R$ 1 milhão por mês para coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas de Daniel Vorcaro, ex-controlador  da instituição financeira. Na mesma ação, o banqueiro foi preso novamente.

Segundo a PF, o espião atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais (MG). Em nota, a Polícia Federal afirmou que ao tomar conhecimento da situação, investigadores que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Sicário foi encaminhado ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte, onde permaneceu internado em estado grave até esta sexta.

Nas conversas analisadas pelos investigadores, Mourão aparece como o articulador de uma organização criminosa com quatro núcleos distintos, chamada de “A turma”. O grupo atuava em fraudes financeiras corrupção, ocultação de patrimônio e intimidação e obstrução de Justiça.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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