
A emissora dirigida pela AMA Associação dos Moradores do Aracruz – onde a ex-secretária Municipal de Cidadania Sheila Bernardes faz parte – usou as redes sociais da Rádio Cultura FM para atingir o Hospital Municipal Miriam Borges, que respondeu com uma Nota de Repúdio. A unidade de saúde de Luís Eduardo Magalhães é uma referência de qualidade no Estado.
A divulgação de informações sem apuração adequada, sem ouvir a instituição envolvida e desprovida de responsabilidade jornalística contribui apenas para gerar desinformação, causar insegurança na população e desrespeitar o trabalho sério desenvolvido diariamente pelos profissionais de saúde desta unidade.
No Instagram da emissora – que segue aguardando uma decisão do Ministério Público Federal por uso indevido da concessão – aparece um vídeo de uma suposta acompanhante de paciente do Hospital se queixa da “falta de toalha e forro de cama”, segundo a publicação. A resposta da “denúncia” foi uma enxurrada de mensagens da população que já vivenciou o padrão de qualidade oferecido pelo Hospital Municipal.
A Rádio Cultura FM parece ter mudado o foco das suas “denúncias”, após o início das obras de recapeamento asfáltico em toda a cidade. Onde antes imperavam os “buracos” dos asfaltos antigos, hoje reina a “falta de toalhas”.
Verdade por trás de tudo
O fato é que após a exoneração de Sheila Bernardes do cargo de secretária na pasta Municipal da Cidadania, a Rádio Cultura FM vem atacando o atual governo e colecionando momentos de vexame e uso nítido da emissora para fins políticos.
O episódio vergonhoso do xingamento de um ex-funcionário da Rádio começou a desenhar um novo momento da emissora: durante uma reunião de trabalho o bombeiro militar Diogo Spengler chamou um repórter da emissora de “canalha” e hoje responde a um processo na Justiça por assédio moral. Diogo Spengler era diretor da rádio à época e marido da Sheila Bernardes.
Em janeiro deste ano foi protocolada uma denúncia junto ao MPF – Ministério Público Federal, contra a Rádio Cultura FM e a AMA – Associação dos Moradores do Aracruz, pelo uso criminoso no serviço de Radiodifusão Comunitária, instituído pela Lei nº 9.612/1998. Dirigentes da AMA e anunciantes da emissora podem ser penalizados por fazer uso comercial de uma rádio, que tem finalidade Comunitária.
