O número de soldados americanos feridos na guerra com o Irã ultrapassa 200 em 7 países.

Fumaça sobe após relatos de ataques com mísseis iranianos em Manama, capital do Bahrein, em 28 de fevereiro. (Stringer/Reuters)

Os ferimentos ocorreram em resposta à ampla ofensiva do governo Trump, que lançou ondas de mísseis e drones de ataque unidirecional por parte do Irã.

O número de soldados americanos feridos ou lesionados durante a campanha conjunta EUA-Israel contra o Irã já ultrapassa 200 em sete países, afirmou um porta-voz militar americano nesta segunda-feira, fornecendo o balanço mais detalhado até o momento sobre como o pessoal americano foi colocado em perigo.
O capitão da Marinha Tim Hawkins, porta-voz principal do Comando Central dos EUA, disse que tropas americanas foram feridas no Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, principalmente nos primeiros dias do conflito.
Segundo ele, alguns ferimentos foram relatados apenas nos últimos dias, à medida que os sintomas — principalmente de traumatismo cranioencefálico — se tornam aparentes. O Comando Central supervisiona as operações militares dos EUA no Oriente Médio.
Os ferimentos ocorreram em resposta à ampla campanha militar do presidente Donald Trump contra o Irã, iniciada há três semanas, que incluiu o lançamento de uma série de mísseis e drones de ataque unidirecional contra posições americanas e alvos civis em diversos países da região. Segundo autoridades americanas, os ataques dos EUA nos últimos dias têm se concentrado principalmente em destruir lançadores de mísseis e depósitos de drones iranianos, numa tentativa de limitar a capacidade de retaliação do país.
Na semana passada, o porta-voz sênior do Pentágono, Sean Parnell, revelou que mais de 140 soldados americanos ficaram feridos na guerra, e a maioria retornou rapidamente ao serviço. Oito deles ficaram gravemente feridos, disse Parnell na ocasião.
Hawkins afirmou na segunda-feira que o número de soldados gravemente feridos aumentou para 10, após autoridades militares reclassificarem os ferimentos de dois militares feridos nos primeiros dias da campanha.
Sete soldados americanos foram mortos em ataques iranianos e seis morreram na semana passada após a queda de um avião de reabastecimento KC-135 no Iraque, em um acidente que, segundo autoridades militares americanas, envolveu outra aeronave.
O ataque mais significativo contra militares americanos ocorreu em 28 de fevereiro no Porto de Shuaiba, no Kuwait, onde um drone de ataque unidirecional atingiu um centro de operações táticas. Seis soldados americanos foram mortos. Um sétimo soldado morreu em decorrência dos ferimentos sofridos em um ataque na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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