Governo luta com renúncias fiscais, mesmo assim preço do diesel dispara.

Em Luís Eduardo Magalhães, no auge da safra, é confirmada a tradição de maiores preços de combustíveis na bomba. Com uma pitada de especulação, que ninguém é de ferro, não é? No RGS, preço também beira os 8 reais o litro do diesel.

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse, neste sábado (14), que o governo federal prioriza, neste momento, garantir abastecimento e “segurar o preço” do diesel. Ele defendeu as ações anunciadas, nesta semana, de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e da criação de uma subvenção de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, a expectativa é reduzir, ao todo, pelo menos R$ 0,64 por litro na bomba.

As medidas levam em conta que o Brasil importa 25% do diesel. Devido à guerra no Oriente Médio, houve aumento na cotação internacional do barril de petróleo, o que impacta os preços na bomba de combustíveis. 

O vice-presidente contextualizou que a alta do diesel pode encarecer alimentos e transportes, além de elevar a inflação. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), visitou concessionária da Scania em Santa Maria (DF) em função do andamento do programa Move Brasil (a política pública de estímulo à renovação da frota de caminhões).

Alckmin considerou a ação do governo federal como “inteligente” e criticou medida do governo de Jair Bolsonaro (em 2022), que limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis e ainda vetou compensação aos Estados. 

“Os estados foram para a justiça porque perderam receita. Acabou tudo judicializado, virando aí um precatório gigantesco, afirmou.  O vice-presidente explicou que, embora o Brasil seja exportador de petróleo, é importador de diesel porque ainda não tem refino o suficiente para o mercado local.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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