Estados Unidos bombardeiam costa do Golfo de Omã e estreito de Ormuz para tentar liberar tráfego

O Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) disse ter utilizado na 3ª feira (17.mar.2026) bombas de penetração profunda contra baterias anti-embarcações do Irã ao longo do estreito de Ormuz. O objetivo das forças norte-americanas é reabrir a importante rota marítima de 33 km de largura no Oriente Médio.

O Irã mantém o estreito bloqueado desde o início da guerra com EUA e Israel em 28 de fevereiro, como estratégia para pressionar a economia global. A república islâmica quer forçar outros países a exigirem o fim dos ataques norte-americanos, já que o bloqueio afeta o transporte de mais de 14 milhões de barris diários de petróleo.

Ao que parece o presidente Trump desistiu de enviar fuzileiros navais para invadir e dominar a região. Depois de não conseguir o apoio da OTAN para seu intento e de experimentar forte resistência entre as suas próprias forças armadas, Trump adota a mesma política yankee de devastar com a superioridade aérea o terreno que deseja dominar. Foi assim no Vietnã e no Afeganistão. Os norte-americanos correram, com os pés inimigos já alcançando seus traseiros, deixando para trás armas e infraestrutura. Para criar espaço em porta-aviões jogaram aeronaves no mar.  

Helicópteros no Vietnã: por que EUA os jogaram ao mar

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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