O filho de ACM reconhecido por todos aguarda decisão em segredo de Justiça

O empresário Luiz Antônio Flecha de Lima, conhecido como “Tota”, ajuizou em 2019 uma ação de investigação de paternidade post mortem para ser reconhecido como filho biológico do falecido senador ACM (Antônio Carlos Magalhães)

GeneaMinas - genealogia mineira - Embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima e Lúcia Borges MartinsLúcia ainda bela com idade avançada. Abaixo, o filho:

O filho que o Governador ACM reconheceu, extra-oficialmente, antes de morrer.

 

O escritor Fernando Morais conta no Instagran:

“A imprensa noticiou que o empresário Luiz Antônio Flecha de Lima requereu à justiça da Bahia a realização de teste de DNA para fins de reconhecimento de paternidade.

Filho do embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima e da embaixatriz Lúcia Flecha de Lima, falecida em 2017, Luiz Antonio quer ser reconhecido como filho biológico do falecido cacique baiano Antonio Carlos Magalhães, o ACM. O noticiário diz que Lúcia teve um relacionamento afetivo com ACM em 1974, do qual nasceu Luiz Antonio.

A história é um pouco diferente. Antonio Carlos Magalhães e Lúcia Flecha de Lima se apaixonaram em 1961, em Roma, quando ela tinha vinte anos, era dona de uma beleza rara e o marido, aos 28, iniciava sua carreira diplomática como segundo-secretário da embaixada do Brasil na Itália. Eles se conheceram durante uma visita protocolar que ACM, aos 35 anos, fazia à Itália como deputado federal da UDN baiana. Foi amor à primeira vista, e o romance durou até a morte de ACM, em 2007. Além da formosura, Lúcia ficou conhecida por ter-se tornado amiga pessoal e confidente da falecida princesa Lady Di.

“Gravei depoimentos de ACM durante seus últimos seis anos de vida, para escrever um livro que sairá depois de “Lula”. Em várias passagens tratamos do assunto – sempre com o gravador ligado. Todos os envolvidos no affair sabiam que Luiz Antonio era filho de ACM e não de Paulo Tarso. Na Bahia dizia-se que o exame de DNA seria desnecessário, tamanha a semelhança física entre Luiz Antonio e o deputado Luiz Eduardo Magalhães, filho de ACM falecido em 1998 aos 43 anos”.

Relata Lauro Jardim, em O Globo: a semelhança de Tota com o filho do senador ACM, Luiz Eduardo Magalhães, é visível.

Segundo os advogados, a mãe de Tota, Lúcia Flecha de Lima, “teve um relacionamento afetivo” com ACM em 1974 e no ano seguinte nasceu Tota.  “Como Lúcia, que morreu há quatro anos, era casada com Paulo Tarso”, o menino foi registrado “como filho do casal”.

A ação relata que em junho de 2007, um mês antes de morrer, ACM, então hospitalizado, revelou a Tota que era o seu pai biológico. E em 2017, já com problemas de saúde e “como uma de suas últimas vontades” antes de morrer, Lúcia admitiu a Tota que ele era filho do ex-governador baiano.

O ex-senador Antônio Carlos Magalhães Júnior é o inventariante do espólio e já concordou em fazer o exame de DNA pedido por Tota, mas a pandemia, impediu o teste. A previsão é que a coleta do material genético seja feita apenas após a vacinação contra a Covid ter sido concluída no país.

Na ação os advogados querem que se “a paternidade post mortem de ACM” for declarada, que na certidão de nascimento de Tota seja mantido também seu nome atual, Paulo Tarso Flecha de Lima, haja vista a relação paternal que também os une.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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