Número de mortos em queda de avião militar na Colômbia sobe para 66

Lusa

Aeronave com 125 pessoas caiu após decolagem em área próxima à fronteira com o Equador. Resgate enfrenta dificuldades, há dezenas de feridos e autoridades descartam ataque como causa inicial do acidente.

Pelo menos 66 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após a queda de um avião militar no sudoeste da Colômbia, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades.

Entre as vítimas estão 58 soldados, seis integrantes da Força Aérea e dois policiais. Ao todo, 81 pessoas ficaram feridas e foram socorridas, segundo autoridades locais.

O resgate tem sido dificultado pelas condições do local do acidente. De acordo com o governo regional, equipes enfrentam obstáculos para retirar vítimas e prestar atendimento no pequeno aeroporto da região.

Imagens divulgadas mostram destroços em chamas, com fumaça densa se espalhando pela área. Parte das munições transportadas pelo avião explodiu após a queda, o que também foi ouvido em vídeos que circulam nas redes sociais.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, lamentou o episódio e classificou o acidente como “terrível”. Ele também afirmou que o caso reforça a necessidade de modernização da frota militar do país. As causas da queda ainda são desconhecidas.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, descartou, até o momento, a hipótese de ataque. Segundo ele, não há indícios de ação de grupos armados na região.

A área onde ocorreu o acidente é marcada por operações militares frequentes devido à presença de organizações ligadas ao tráfico de drogas na fronteira entre Colômbia e Equador.

Este é o segundo acidente envolvendo um avião do modelo C-130 na América do Sul em menos de um mês. Em fevereiro, uma aeronave boliviana caiu próximo a La Paz durante uma aterrissagem, deixando 24 mortos.

O Hercules C-130 é um avião militar de transporte amplamente utilizado no mundo, conhecido pela capacidade de operar em pistas curtas e transportar tropas, equipamentos e veículos.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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