No estado do Piauí, a produção de combustível que substitui o diesel em 100%.

O Piauí vai produzir um novo combustível que substitui o diesel sem mudar o motor e reduz emissões pela metade. Caminhoneiros do Nordeste já comemoram. Entenda.

O Piauí vai produzir um novo combustível que substitui o diesel sem precisar mudar nada no motor do caminhão e reduz pela metade a emissão de gases poluentes.

O Piauí está prestes a se tornar o primeiro estado do Norte e Nordeste a produzir um novo combustível que pode mudar a forma como caminhões rodam pelas estradas brasileiras. A Be8, maior fabricante de biodiesel do país e integrante da holding ECB Group, vai instalar na cidade de Floriano a primeira unidade de produção do BeVant na região, um novo combustível renovável que substitui o diesel fóssil sem exigir nenhuma modificação nos  motores e reduz pela metade a emissão de gases de efeito estufa.

Segundo o Governo do Estado do Piauí, a planta de Floriano, que a Be8 assumiu da Biopar em janeiro de 2025, deve receber investimento de R$ 63,4 milhões para ampliar a capacidade produtiva de 250 mil para um milhão de litros por ano até o fim da década. O novo combustível é produzido a partir de óleos vegetais como soja, canola, algodão e girassol, além de gorduras animais e óleos reciclados. Para os caminhoneiros do Nordeste, a novidade significa a possibilidade de abastecer com um produto mais limpo sem precisar trocar de  veículo nem gastar com adaptações mecânicas.

O Piauí vai produzir um novo combustível que substitui o diesel sem mudar o motor e reduz emissões pela metade. Caminhoneiros do Nordeste já comemoram. Entenda.

O BeVant é o nome comercial do novo combustível desenvolvido pela Be8. Diferente do biodiesel convencional, que precisa ser misturado ao diesel fóssil em proporções regulamentadas, o BeVant pode ser usado 100% puro em qualquer motor a diesel sem que o caminhoneiro precise fazer uma única alteração no veículo.

Na prática, o motorista abastece com o novo combustível da mesma forma que abasteceria com diesel comum, e o motor funciona normalmente.

Tecnicamente, o BeVant é classificado como ULSD (Ultra Low Sulfur Diesel), o que significa que possui teor de enxofre ultrabaixo. Essa característica faz com que o novo combustível emita menos poluentes durante a queima e melhore a eficiência do motor.

Além disso, o produto tem baixo índice de acidez, é livre de contaminantes, oferece maior lubricidade sem necessidade de aditivos químicos e possui excelentes propriedades de escoamento no frio, o que significa que funciona bem mesmo em temperaturas baixas.

De que é feito o novo combustível que vai ser produzido no Piauí

A matéria prima do BeVant vem de fontes renováveis. O novo combustível é produzido a partir de óleos vegetais extraídos de soja, canola, algodão e girassol, além de gorduras animais provenientes da indústria de carnes e óleos de cozinha usados que são reciclados.

Esse processo transforma resíduos e subprodutos agrícolas em um combustível que pode substituir completamente o diesel fóssil importado.

Para o Piauí e para o Nordeste, a produção local do novo combustível tem um significado que vai além da questão ambiental. A região é grande produtora de soja e tem rebanho bovino expressivo, o que significa que a matéria prima para fabricar o BeVant já existe no próprio território.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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