Petróleo dispara acima de US$ 116 com intensificação da guerra de EUA e Israel contra Irã

Dois navios petroleiros são atacados no Golfo de OmãPetroleiros incendiados no Golfo de Omã

Alta do petróleo reflete escalada da guerra e crise energética global com impacto direto nos mercados.

Os preços do petróleo ultrapassaram a marca de US$ 116 por barril em meio ao agravamento da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, ampliando temores de uma crise energética global e pressionando mercados internacionais. A valorização da commodity ocorre em um cenário de escalada militar, bloqueios estratégicos e incertezas geopolíticas que afetam diretamente o abastecimento mundial.

De acordo com reportagem publicada pela Al Jazeera, o petróleo Brent — referência global — avançou mais de 3% na manhã desta segunda-feira (30), atingindo o nível mais alto em quase duas semanas. O movimento acompanha a intensificação da guerra, com novos episódios de confrontos e ameaças entre as partes envolvidas.

A escalada do conflito ganhou novos contornos no fim de semana, com os houthis do Iêmen lançando mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra. Ao mesmo tempo, Israel ampliou sua ofensiva no sul do Líbano, aumentando a tensão em múltiplas frentes.

Os impactos já são visíveis nos mercados financeiros. As principais bolsas asiáticas registraram fortes quedas, com o índice Nikkei 225, do Japão, e o KOSPI, da Coreia do Sul, recuando mais de 4% durante as negociações.

Desde o início do conflito, os preços do petróleo já acumulam alta próxima de 60%, pressionando combustíveis e levando diversos países a adotarem medidas emergenciais para conter o consumo de energia.

Analistas apontam que a tendência de alta deve persistir caso o fluxo marítimo no estreito de Ormuz não seja normalizado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “aniquilar” a infraestrutura energética do Irã caso o país não ceda o controle da hidrovia até o prazo estipulado para 6 de abril.

Trump, que recentemente prorrogou o prazo em 10 dias, também apresentou um plano de 15 pontos para encerrar o conflito e indicou avanços em negociações indiretas mediadas pelo Paquistão. “Eu vejo um acordo com o Irã, sim”, afirmou o presidente a repórteres a bordo do Air Force One. “Pode ser em breve.”

O governo iraniano, no entanto, rejeitou a proposta e apresentou as suas próprias para um cessar-fogo, incluindo reparações de guerra e o reconhecimento do direito de Teerã de controlar o estreito.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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