Agora é moda: assassino cumpre pena em prisão domiciliar

Justiça autoriza prisão domiciliar para ex-policial penal condenado por assassinato de tesoureiro do PT. Jorge Guaranho deixou o Complexo Médico Penal, onde cumpria pena, e retornou para Foz do Iguaçu. Decisão da Justiça atendeu a um pedido da defesa, que argumentou que Guaranho enfrenta limitações decorrentes de agressões cometidas após ele balear Marcelo Arruda.

Jorge Guaranho escutando condenação em júri popular pela morte de tesoureiro do PT — Foto: RPCO bandido fazendo a sua melhor cara de anjo. Na verdade, um fanático com instinto assassino, que matou um pai na festa do seu aniversário, em frente à família. Pena: prisão em hospital seguido de cumprimento na própria residência.

A Justiça autorizou o ex-policial penal Jorge Guaranho a cumprir pena em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Em fevereiro de 2025, ele foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda.

A decisão foi publicada no dia 17 de março e, no dia seguinte, Guaranho deixou o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde cumpria pena, e retornou para Foz do Iguaçu.

Arruda foi baleado em 9 de julho de 2022 por Guaranho enquanto comemorava os 50 anos com uma festa temática do presidente Lula e do PT. No tiroteio, Guaranho também foi baleado e, após estar caído no chão, foi agredido por convidados da festa, o que deixou sequelas.

Segundo a Justiça, também foi relatado pela defesa que, devido à ausência de cadeira adaptada, Guaranho se banha sentado sobre um balde e, além disso, registrou vários episódios de quedas decorrentes de fraqueza e tonturas.

“Assim, é razoável a extensão da prisão domiciliar à pessoa sentenciada do regime fechado, posto que o ambiente prisional não fornece adequadamente as condições para o tratamento de sua enfermidade”, diz a decisão.

Conforme a decisão, Guaranho deverá cumprir a prisão domiciliar em Foz do Iguaçu e só poderá se deslocar para fazer tratamento médico previamente comunicado à central de monitoramento, com exceções em emergências.

Por meio de nota, a advogada Amanda Nocera, responsável pela defesa de Guaranho, afirmou que “recebeu com senso de responsabilidade e humanidade a decisão”, que classificou como “juridicamente adequada e alinhada aos princípios da execução penal”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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