Justiça autoriza prisão domiciliar para ex-policial penal condenado por assassinato de tesoureiro do PT. Jorge Guaranho deixou o Complexo Médico Penal, onde cumpria pena, e retornou para Foz do Iguaçu. Decisão da Justiça atendeu a um pedido da defesa, que argumentou que Guaranho enfrenta limitações decorrentes de agressões cometidas após ele balear Marcelo Arruda.
O bandido fazendo a sua melhor cara de anjo. Na verdade, um fanático com instinto assassino, que matou um pai na festa do seu aniversário, em frente à família. Pena: prisão em hospital seguido de cumprimento na própria residência.
A Justiça autorizou o ex-policial penal Jorge Guaranho a cumprir pena em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Em fevereiro de 2025, ele foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda.
Arruda foi baleado em 9 de julho de 2022 por Guaranho enquanto comemorava os 50 anos com uma festa temática do presidente Lula e do PT. No tiroteio, Guaranho também foi baleado e, após estar caído no chão, foi agredido por convidados da festa, o que deixou sequelas.
Segundo a Justiça, também foi relatado pela defesa que, devido à ausência de cadeira adaptada, Guaranho se banha sentado sobre um balde e, além disso, registrou vários episódios de quedas decorrentes de fraqueza e tonturas.
“Assim, é razoável a extensão da prisão domiciliar à pessoa sentenciada do regime fechado, posto que o ambiente prisional não fornece adequadamente as condições para o tratamento de sua enfermidade”, diz a decisão.
Conforme a decisão, Guaranho deverá cumprir a prisão domiciliar em Foz do Iguaçu e só poderá se deslocar para fazer tratamento médico previamente comunicado à central de monitoramento, com exceções em emergências.
Por meio de nota, a advogada Amanda Nocera, responsável pela defesa de Guaranho, afirmou que “recebeu com senso de responsabilidade e humanidade a decisão”, que classificou como “juridicamente adequada e alinhada aos princípios da execução penal”.
