Nota oficial: CGU e PF desarticulam esquema suspeito de desvio de recursos públicos da educação em município baiano

Operação Tambuatá apura crimes de fraudes em licitações e execução de contratos e lavagem de dinheiro na utilização de precatórios do Fundef

Dez auditores da CGU participam do cumprimento dos mandados judiciais em cinco cidades baianas

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) realizam, na manhã desta quarta-feira (1º/04), a Operação Tambuatá, que tem como objetivo interromper a ação de um grupo suspeito de desviar recursos públicos da prefeitura de Serrinha (BA). As suspeitas de irregularidades envolvem a utilização de recursos de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

 Investigações

A análise de um processo licitatório feita pela CGU indicou exigências ilegais nos editais que teriam favorecido a empresa contratada e possibilitado desvios de recursos.

A empresa privada recebeu, entre 2017 e 2024, mais de R$ 29 milhões em aditivos contratuais sucessivos que envolviam a locação de veículos para o município e fornecimento de carros-pipas.

 Foram encontradas suspeitas de irregularidades na execução do contrato, como o aditamento do prazo de contratação por cinco vezes, ultrapassando o tempo máximo permitido, a pagamentos sem cobertura contratual. Além da utilização de notas fiscais supostamente frias, pagamentos de veículos com motorista que estariam sendo conduzidos por servidores da própria prefeitura e manipulação de dados para inflar preços.

 Operação 

Nesta quinta-feira, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Araci, Feira de Santana, Salvador, Santaluz e Serrinha.O trabalho contou com a participação de cerca de 50 policiais federais e 10 auditores da CGU.

 Como denunciar

A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a Plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias.

Quem tiver informações sobre esta operação ou quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico do Fala.BR.A denúncia pode ser anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”. O cadastro deve seguir, ainda, as seguintes orientações: no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, basta marcar a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, insira o nome da operação e a Unidade da Federação na qual ela foi deflagrada.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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