Bahia registra explosão de 192% nos casos de ‘supergripe’ em 2026

Com 62 óbitos por Covid-19 em 2025, Secretaria da Saúde reforça importância da vacina | Governo do Estado do Paraná

Salvador integra a lista da Fiocruz como uma das 14 capitais brasileiras em situação de risco ou alto risco

Otávio Queiroz, do bahia.ba

O cenário epidemiológico na Bahia acendeu um sinal de alerta vermelho neste início de abril. De acordo com boletins da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus Influenza, a popular “supergripe”, saltaram de 87 registros no início de 2025 para 254 casos no mesmo período de 2026, representando uma alta de 191,95%.

Embora o volume total de casos de SRAG no estado tenha tido um crescimento tímido de 2,24% (chegando a 1.732 ocorrências), a gravidade das infecções por Influenza A é o que mais preocupa as autoridades.

Salvador integra a lista da Fiocruz como uma das 14 capitais brasileiras em situação de risco ou alto risco. Apesar da explosão de casos de gripe, um dado positivo se destaca: o número de óbitos por complicações respiratórias no estado caiu 26%, registrando 62 mortes este ano contra 84 no ano passado.

Raio-X das internações respiratórias na Bahia (2026):

– Influenza (Supergripe): 254 casos confirmados.
– Covid-19: 74 casos confirmados.
– Outros vírus e agentes: 1.126 casos (incluindo vírus não especificados).
– Total de Óbitos: 62 registros.

A Fiocruz associa esse avanço ao aumento da circulação da Influenza A em todo o território nacional, com uma alta de quase 37% na letalidade do vírus nas últimas quatro semanas.

Especialistas reforçam que, com a chegada do período de chuvas e temperaturas mais amenas em Salvador, a tendência é de continuidade na alta das infecções, tornando a vacinação iniciada em março a principal barreira contra o agravamento do quadro de saúde pública no estado.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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