O cessar-fogo entre EUA e Irã pode ser considerado frágil, mas os mercados não quiseram nem saber e mostraram força novamente nesta quinta-feira, com o Ibovespa disparando 1,52%, aos 195.129,25 pontos, um ganho de 2.928,09 pontos, o maior patamar de fechamento da história, batendo com força a marca alcançada na véspera, de 192.201,16 pontos. É a oitava sessão seguida de ganhos.
Afirmação do InfoMoney:
Não, a guerra não acabou. Os trogloditas ainda medem forças no Oriente Médio, mas os investidores tentam ver uma luz por entre a poeira levantada. Há ainda muitas incertezas no acordo de cessar-fogo que nem bem é um acordo de fato entendido por todas as partes.
A situação do Estreito de Ormuz levanta muitas dúvidas. “Está instável demais para qualquer um se comprometer”, disse Oscar Seikaly, CEO da NSI Insurance Group, uma corretora de seguros marítimos. O Irã continuou restringindo a passagem marítima.
Israel deu de ombros para as conversas entre EUA e Irã e seguiu atacando o Líbano, o que, segundo os iranianos, torna qualquer acordo sem sentido. Contudo, no meio da tarde, uma notícia animou os investidores, com informações de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pretende iniciar negociações diretas com o Líbano, que rebateu dizendo que não dá para conversar sob ataque israelense.
No Oeste baiano, a cotação da soja reagiu 0,89% para R$113,42 a saca., enquanto em Chicago crescia em todos os vencimentos, chegando a +3,25% para maio. Amanhã a leguminosa deve ter quedas em função da valorização do Real frente ao Dólar.
O milho andou de lado, mantendo os R$60,00 a saca de 60 quilos.
