Delação de Mauricio Camisotti, investigado no escândalo do INSS, prevê devolução de R$ 400 milhões ao erário.
A fraude no INSS voltou ao centro das investigações com a informação de que o empresário Maurício Camisotti se comprometeu a devolver R$ 400 milhões aos cofres públicos em um acordo de colaboração premiada firmado com a Polícia Federal. As informações são da coluna do jornalista Cézar Feitosa, editadas pelo Brasil247.
O acordo de delação foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana. Antes de uma decisão do ministro André Mendonça, os termos da delação ainda serão examinados pela Procuradoria-Geral da República, sob a condução do procurador-geral Paulo Gonet. O caso envolve apurações sobre descontos ilegais em benefícios previdenciários e segue agora para análise das instâncias responsáveis pela homologação.
Intimação de implicados
A Polícia Federal intimou mais de 30 pessoas para prestar depoimento em um inquérito que apura suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pela Folha de S.Paulo.
Entre os citados nas investigações está a empresária Roberta Luchsinger, sócia da RL Consultoria e Intermediações, apontada como possível elo entre Fábio Luís Lula da Silva, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ela já foi alvo de busca e apreensão no âmbito da operação.
A defesa da empresária afirmou que não houve intimação formal. Em nota, o advogado Bruno Sales declarou: “A defesa recebeu um email indagando se ela gostaria de prestar depoimento pessoal”. Segundo ele, Luchsinger já apresentou esclarecimentos por escrito e permanece à disposição das autoridades.
As apurações incluem pagamentos atribuídos ao lobista, que, segundo a Polícia Federal, teria repassado cerca de R$ 1,5 milhão à empresária ao longo do tempo, incluindo uma parcela de R$ 300 mil identificada em mensagens apreendidas. Em uma dessas comunicações, o operador questiona o destino do valor, ao que Antunes responde que seria “o filho do rapaz”, sem especificar o nome. A PF busca esclarecer se a referência poderia ser a Fábio Luís.

