Bombardeios no Líbano: ponto fundamental para o Irã, ignorado por Israel-EUA.
O plano de 10 pontos divulgado pelo Irã em abril de 2026 visa encerrar o conflito com os EUA, propondo um cessar-fogo definitivo, o levantamento de sanções, indenizações de guerra e o controle do Estreito de Ormuz.
Embora considerado uma “base de negociação” inicial, os pontos enfrentam resistência americana, especialmente sobre o programa nuclear e presença militar.
Os principais pontos do plano iraniano, segundo fontes da mídia estatal, incluem:
Interrupção total das hostilidades: Fim dos combates no Iraque, Líbano e Iêmen (eixo da resistência).
Cessação permanente dos ataques: Fim definitivo e irrevogável de ataques dos EUA/Israel contra o Irã.
Fim dos conflitos regionais: Interrupção geral das ações militares no Oriente Médio.
Reabertura do Estreito de Ormuz: Restabelecimento do tráfego marítimo de cargas e petróleo.
Segurança da navegação: Criação de protocolo para passagem segura no Estreito, coordenado com forças iranianas.
Indenizações de guerra: Pagamento pelo Ocidente para reconstruir infraestruturas danificadas no Irã.
Levantamento de sanções: Fim de todas as sanções econômicas, financeiras e comerciais dos EUA.
Liberação de ativos: Desbloqueio de fundos iranianos congelados no exterior.
Direito ao enriquecimento nuclear: Manutenção do programa nuclear, com o Irã garantindo o não desenvolvimento de armas (ponto divergente com os EUA).
Retirada de tropas americanas: Saída das forças militares de combate dos EUA da região do Oriente Médio.
As exigências enfrentam impasses, principalmente no que tange às restrições do programa de mísseis e nuclear iranianos, além da taxa que o Irã propôs cobrar para a travessia de navios no Estreito de Ormuz.
