Filipinas: depois da tempestade, hora de contar dezenas de milhares de corpos.

Foto AP para o Terra: até grandes navios foram jogados para terra firme com a elevação do mar.
Foto AP para o Terra: até grandes navios foram jogados para terra firme com a elevação do mar.

Pelo menos 10 mil pessoas podem ter morrido em uma só cidade das Filipinas, após uma das piores tempestades já registradas no país provocar ondas que inundaram casas, escolas e prédios do aeroportos, afirmaram autoridades neste domingo (10). Ventos muito fortes foram registrados em várias ilhas centrais, soterrando as pessoas em baixo de toneladas de detritos e deixando cadáveres pendurados em árvores. O furacão atingiu a costa leste do arquipélago filipino na sexta-feira e se dirigiu em alta velocidade por seis ilhas centrais e no leste, antes de ir para o Mar do Sul da China, com ventos de 235 quilômetros por hora e rajadas de 275 quilômetros por hora.

Na Ilha Leyte, o chefe da polícia regional, Elmer Soria, disse que foi informado pelo governador Dominic Petilla que há cerca de 10 mil mortos na Província, principalmente devido a afogamentos e colapso de prédios. O número foi baseado em relatos de autoridades locais. O furacão perdeu força neste domingo para 166 quilômetros por hora, com rajadas mais fortes e deve enfraquecer mais quando atingir o norte da Província Thanh Hoa, no Vietnã, na segunda-feira de manhã. O Secretário do Interior das Filipinas, Mar Roxas, afirmou que um grande esquema de resgate estava em andamento. “Nós esperamos um número muito alto de mortes e de feridos”, afirmou. Informações da Associated Press, com edição do Bahia Notícias.

O verdadeiro País de dimensões continentais

santa catarinaA foto de Cristiano Estrela, da Agência RBS, dá uma ideia do tanto que está chovendo no Sul. E a gente sofrendo aqui, com o tempo mais seco que língua de papagaio. A cidade de Rio do Sul, à margem do rio Itajaí, é uma das mais progressistas de Santa Catarina. Um grande sistema de barragens, no alto Itajaí-açu e nos afluentes, foi construído com objetivo de  segurar a água em excesso. Mas nada parece resolver o problema das enchentes no Vale mais industrializado do País. Eita, brasilzão grande sem porteira!

Feirão Buriti

Turbulência obriga aeronave TAM a fazer pouso de emergência, com 12 feridos

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Uma forte turbulência ocasionou um pouso de emergência de um voo da TAM na madrugada desta segunda-feira (2), no Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE). O pouso ocorreu à 1h43, segundo a Infraero. A aeronave tinha saído de Madri, Espanha, e seu destino era o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo. A TAM informou que 168 pessoas estavam a bordo do avião que operava o voo JJ-8065 e que alguns passageiros e tripulantes ficaram feridos durante a turbulência. Segundo informações da Rede Record, ao menos 12 pessoas se machucaram.

Ainda segundo a companhia aérea, “a aeronave aterrissou em segurança, e os feridos foram encaminhados para atendimento médico. Todos já foram liberados, com exceção de dois passageiros que permaneciam em observação no hospital para exames complementares”. A TAM informou que lamenta o ocorrido e que “está prestando a assistência necessária a seus passageiros e funcionários”.

Nesta manhã, de acordo com a Infraero, a aeronave ainda permanecia no aeroporto de Fortaleza. A TAM enviou uma tripulação reserva para o local para levar os passageiros até o aeroporto de Guarulhos, no voo JJ9362, com decolagem prevista para 13h30. Do portal R7.

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oexpressoreal

Novas fissuras aparecem na região de Lapão

fissuras no solo de LapãoNovas rachaduras começaram a surgir no solo da cidade de Lapão, região de Irecê. Preocupados com o fenômeno, moradores registram imagens das fendas e postam nas redes sociais. Em 2012, as fissuras avançaram pelo centro da cidade, atingindo casas e prédios. A foto foi reproduzida pelo site Irecê Repórter.

O evento geológico que ocorreu em outubro de 2008 causou, além do pânico da população, rachaduras em ruas e atingiu seis casas. O fenômeno provocou subsidência do terreno  com 15 cm de rejeito e localmente fissuras no solo com até 20 cm de largura.

O evento começou na Fazenda Sete Cascas em setembro de 2008, se propagou para a Fazenda Juá 15 dias depois e no dia 05/10/2008 afetou a área urbana no entorno da Fonte do Lapão. Em fevereiro de 2009 foram registradas duas novas subsidências na localidade de Tanquinho, 6 km a oeste da cidade de Lapão. Geólogos da UFBA dizem que o fenômeno é característico de solos da região:

“Além dos processos relacionados à evolução cárstica natural por sua natureza física, podem ocorrer nessas áreas acidentes atribuídos a causas diversas tais como: a extração mineral em seu entorno, a ocupação urbana, as atividades agrícolas, a captação de água subterrânea e lançamento de esgotos e águas servidas. Quando essas atividades são desenvolvidas sem critérios técnicos adequados e sem planejamento acabam deflagrando processos que induzem acidentes geológicos, tais como subsidências e colapsos de solo e de rocha.”

A Fazenda novo

“Dilma, perdoa nóis agora!”

divida-africanosUm grupo de produtores rurais de Natal (RN) aproveitou, no dia 3, visita da presidente Dilma à cidade para protestar. Os empreendedores pediram a aprovação do projeto de lei 688/2011, que perdoaria dívidas de crédito rural relativos à SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).
Como consta da faixa em destaque, clamaram: “A dívida dos africanos foi perdoada… Perdoa a dívida dos agricultores do Nordeste, Dilma!”. O Nordeste enfrenta, atualmente, uma das piores secas de sua História, resultando na perda de plantios e cabeças de gado, trazendo fome e desequilíbrio econômico à região.
Gacea Unopar topo baixa

 

O relato dramático dos agricultores da região seca do Nordeste

Produtores rurais da região estiveram nesta terça-feira na Comissão de Agricultura da Câmara para pedir o perdão das dívidas e novas regras de financiamento da agricultura no semiárido brasileiro. O Nordeste enfrenta uma das piores secas da história, que atinge 1415 municípios, onde vivem 10,5 milhões de pessoas.

Durante a audiência, em conjunto com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, foram dados diversos depoimentos dramáticos para mostrar a gravidade das consequências da estiagem na vida dos nordestinos. Entre eles, o de Joana D’Arc Pires, de Acari (RN), que perdeu o pai em 1999, quando ele cometeu suicídio depois de uma depressão profunda por causa das dívidas. “Em 1996, meu pai fez um financiamento junto ao Banco do Nordeste de R$ 83 mil, que foram usados para fazer reservatório de água e compra de animais. Com as secas subsequentes, os animais morreram, sem ter condição de manter por falta de água. Minha mãe herdou essa dívida e até hoje não consegue pagar. Hoje está em torno de R$ 270 mil”.

Montante da dívida
Assim como Joana, estão inadimplentes quase 1,9 milhão de contratos de financiamento rural no Nordeste, a maioria de pequenos produtores. As dívidas somam mais de R$ 14 bilhões, segundo a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Desses, R$ 3 milhões estão na dívida ativa da União, o que impede que 85 mil agricultores negociem dívidas ou façam novos contratos. Da Imprensa da Câmara.

Quando aqui sublinhamos que os serviços prestados pelo Governo na assistência ao flagelados parece insuficiente e tangencia apenas o problema, sem resolvê-lo, não estamos falando  do problema atual. Estamos tentando fazer claro que desde os tempos do Império os recursos aplicados no atendimento às regiões do semi-árido é administrado politicamente e sem um mínimo de efetividade.

Como o Brasil que esbanja nos palácios de governo consegue esquecer da situação dos nordestinos pobres, dos migrantes escravizados nas grandes cidades, na falácia dos desgovernos estaduais em suas campanhas publicitárias?

R$ 14 bilhões de dívida? Já se gastou mais do que isso para fazer um torneio de futebol, em 2014, de resultados mais que duvidosos para o desenvolvimento social do País.

 

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A terra treme de novo em Montes Claros

montes2Mais um tremor de terra atingiu na manhã hoje (18) o município de Montes Claros, em Minas Gerais. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não há informações sobre feridos e os chamados recebidos pela corporação são relativos apenas a pequenas rachaduras, principalmente em residências.

O soldado plantonista do Corpo de Bombeiros em Montes Claros Alexandre Freitas disse, em entrevista à Agência Brasil, que moradores de diversos bairros sentiram o tremor por volta das 7h20. Ele explicou que o órgão aguarda avaliação do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) para saber a intensidade do tremor.

“Ainda não temos um levantamento preciso sobre as ocorrências porque as equipes estão na rua, fazendo vistorias juntamente com a Defesa Civil do município. Ainda não sabemos exatamente a intensidade, mas estamos trabalhando com a hipótese de todos os bairros terem sentido o tremor”, disse.

O bancário Frederico Pereira, 30 anos, morador do bairro Cidade Nova, região sul da cidade, disse que acordou com o abalo. “É uma sensação muito estranha, de desconforto e descontrole sobre a situação. É como se alguma coisa estivesse passando por baixo da terra e a gente não pode fazer nada”, relatou.

Segundo ele, no entanto, a sensação não foi pior do que a do fim do ano passado, quando foi registrado o último tremor na cidade mineira, em 19 de dezembro.

“Daquela vez foi pior porque dois tremores foram sentidos durante a madrugada e, com tudo escuro, houve desespero e pânico. A sensação de impotência foi maior e muita gente, no meu prédio mesmo, desceu com colchão, foi dormir dentro dos carros”, disse.

Antes disso, o último sismo em Montes Claros havia sido registrado em 15 de novembro, de 2,3 graus na escala Richter, considerado de intensidade fraca. O maior abalo já registrado no município atingiu 4,2 graus, em 19 de maio deste ano.

No fim do ano passado, a prefeitura de Montes Claros informou que 174 tremores de terra de magnitudes fraca a moderada foram contabilizados na cidade no período de julho a dezembro de 2012.

Atualmente, nove sismógrafos monitoram a ocorrência de tremores de terra em Montes Claros, sendo cinco equipamentos da Universidade de São Paulo (USP) e quatro da UnB.

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Governo anuncia “cisternas da produção”, mais água e R$80 mensais aos flagelados da seca

Mais carros-pipa, Bolsa Estiagem e transporte para a ração animal. Essas foram algumas das ações que o governador Jaques Wagner (PT) anunciou na sexta-feira (23) para combater os efeitos da seca, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília. O encontro, que teve a participação da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do comandante do Exército, Enzi Peri, teve como finalidade desenhar um programa emergencial do governo federal de combate à seca, que será lançado oficialmente por Dilma no dia 2 de abril, no Ceará.

Foto da Folha de São Paulo
Foto da Folha de São Paulo

“A Bahia deu importante contribuição na reunião e foi chamada por ser o estado com mais contingente de pessoas sofrendo com a seca”, pontuou o governador. Uma das sugestões acatadas pela presidente foi a de financiar “cisternas de produção”, que prevê a instalação de criatórios de galinha e codornas ao lado das cisternas para melhorar a renda das famílias atingidas pela seca.

Para a Bahia, segundo o governador, foi assegurado abastecimento com a ajuda do Exército, por meio de carros-pipa, para 63 cidades que ainda estavam desabastecidas e o reforço em 44 municípios que estão com fornecimento irregular. Outra demanda atendida foi a ampliação do Bolsa Estiagem — 9 parcelas de R$ 80 para os agricultores prejudicados. Não foi informado o valor total do auxílio para a Bahia. A presidente ficou de analisar o pedido para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) transporte milho para servir de ração animal em áreas que sofrem com o desabastecimento. (Correio)

Nove parcelas de R$80 para quem perdeu tudo ou nada tinha quando começou a seca? O farisaísmo dos governos do PT está criando um significado novo para a palavra hipocrisia. É o assistencialismo eleitoreiro na sua concepção mais emblemática.

O que o Governo precisa providenciar com urgência é alimentação de bovinos e caprinos, que estão morrendo de fome nos braços da CONAB; alfabetização e capacitação acelerada para jovens e adultos; difusão de técnicas agrícolas compatíveis com o bioma caatinga, além das medidas já tomadas, como fornecimento emergencial de água.

Uma chuva de meteoritos na Rússia deixa mais de 400 feridos

Uma chuva de meteoritos caiu esta noite sobre os montes Urais, na Russia, alguns deles, dizem os informes com cerca de 10 toneladas. Edifícios tremeram, vidros quebraram e telefones celulares pararam de funcionar. Deve ser assim que começa o Apocalipse.

 

Continua o drama da Serra fluminense. Autoridades não explicam desmando.

foto de Vladimir PlatonowAs chuvas que atingem o Rio de Janeiro já desalojaram 2.465 pessoas e deixaram desabrigadas 706, de acordo com boletim divulgado na tarde deste domingo (7) pelo governo do estado. Em Angra dos Reis, subiu de 65 para 320 o número de desalojados, além dos 160 desabrigados.

Em Mangaratiba, a quantidade de desalojados passou de 90 para 500. O município tem ainda 90 desabrigados. O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, afirmou que o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido para todas as localidades atingidas pela enxurrada.

Segundo o gestor, o abastecimento de água deve ser retomado nesta segunda-feira (7) à noite. Cardoso declarou ainda que a prefeitura monitora a água dos abrigos e deve concluir a “limpeza grossa” das áreas inundadas na terça-feira (8). O prefeito disse que nenhum caso de diarreia foi registrado até o momento e que a vacinação necessária tem sido feita. “Já tem mais de 200 casas vistoriadas. Tem uma quantidade de casas enorme totalmente comprometidas”, afirmou sobre a vistoria realizada pela Defesa Civil nas residências atingidas pela enxurrada. Informações da Agência Brasil.

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Zeca Pagodinho, que trabalhou ativamente no resgate de moradores, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, diz que a atuação dos políticos e gestores públicos na série de desastres da região lhe dá nojo. Como dizia meu velho Pai, enquanto não se executar, em praça pública, um corrupto, unzinho apenas, o Brasil não tem jeito.

Presidente da FAEB diz que estamos no pico da seca

 A chuva que chegou em parte da Bahia, um dos estados que mais sofreu com a seca deste ano, a mais intensa das últimas quatro décadas no Semiárido nordestino, durou menos do que os produtores da região esperavam. Segundo João Martins, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), os baianos ainda estão vivendo o “pico da seca” no norte e centro do estado.

“Melhorou bastante. Saimos da situação altamente crítica, mas se continuar o sol que está e a previsão se confirmar, dificilmente vai chover nas próximas semanas e vamos voltar para UTI [unidade de terapia intensiva]”, disse, ao comparar a situação do estado com a saúde de um paciente. A Bahia se diferencia de grande parte do Semiárido por ter, normalmente, chuva mais cedo. No sudoeste, oeste e extremo sul do estado, os agricultores tiveram trégua com a chuva, que ainda se mantém e contribuiu para recuperar os níveis de reservatórios de água que abastecem as grandes cidades. Mas, a estiagem ainda ameaça fruticultores e pecuaristas no centro e norte baianos.

“A caprinocultura que está toda nessa região sofreu muito. A redução de leite chegou a mais de 80%. Se não fosse a oferta [de água] do extremo sul, estaríamos com problema de abastecimento interno”, calculou Martins. O governo ainda não fechou as contas sobre as perdas e aguarda a estabilização das chuvas para fazer a avaliação. Martins informou que as estimativas indicam que os prejuízos podem ficar entre R$ 4 bilhões e R$ 7,8 bilhões. “Isso porque a agricultura se reflete no comércio e nos serviços. Se o agricultor não tem renda, ele não compra mercadoria, não demanda serviço. Ainda achamos que o governo está sendo otimista nesse cálculo”, disse.

A produção de café da Bahia, o quarto maior produtor do país, já contabiliza redução de quase 1 milhão de sacas. A produção normal é 3 milhões de sacas de café por ano, comercializadas a R$ 350 a saca do tipo arábica, típico das regiões mais afetadas no estado.

No Rio Grande do Norte, a produção de milho e feijão deve ficar 90% abaixo do volume médio anual, segundo estimativas do governo estadual. Os produtores não falam em perdas, mas em frustração de safra. Mais de 85% dos grãos que não serão colhidos não foram sequer plantados. “Há alguns municípios em que, de fevereiro até agora, não choveu sequer 50 milímetros, como São José do Siridó”, disse Simplício Holanda, secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte.

Os efeitos da estiagem sobre a cajucultura é uma das maiores preocupações das autoridades locais. Além de responder pela ocupação de cerca de 150 mil trabalhadores durante o período de colheita da castanha, o estado concentra empresas especializadas no beneficiamento do produto para o mercado interno e para exportação. Até agora, a estimativa é que a produção fique 70% abaixo da média de 50 mil toneladas de castanha em anos normais. “Temos grandes beneficiadores, grupos de empresas que beneficiam mais de 20 mil toneladas por ano. Só não paramos porque estamos importando a castanha [in natura] da África”, explicou Holanda. Segundo ele, desde 2010 o estado já importou mais de 40 mil toneladas do produto.

Atualmente, 1,3 mil municípios do nordeste e do norte de Minas Gerais estão em situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. O governo estima que 10,3 milhões de pessoas ainda são prejudicadas pela seca, que deverá persistir na maior parte da região.

“Há 75% de chance de ser entre média e abaixo [da média]”, disse Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo ele, ainda que o volume total de chuvas na região fique perto da média desses meses, as chuvas ocorrerão “com enorme irregularidade espacial e geográfica. Há lugares em que pode chover acima e outros em que deverá chover até bem abaixo”.

Nobre considera a situação alarmante e defende a manutenção dos programas estruturais e emergenciais do governo para o Semiárido, como o abastecimento de água por carros-pipa e o repasse de recursos para os estados. “Os lugares que sofrerem déficit hídrico pronunciado por dois anos vão ficando cada vez mais vulneráveis. O que não se projeta é um ano daqueles invernos bons, que reabastecem todos os açudes pequenos, médios e grandes”, acrescentou o especialista. Da Agência Brasil.

Buriti valeu esperar

Seca na Bahia recebe alento com chuvas generosas

Os produtores baianos começaram a respirar aliviados com o início das chuvas que caem no Estado desde a primeira semana deste mês. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), a situação já está normalizada em dois terços do estado, onde estão concentrados 80% do gado. 
A pecuária local foi a atividade mais afetada pela estiagem em todo o Semiárido nordestino. Na Bahia, segundo João Martins, presidente da Faeb e vice presidente daConfederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA),ainda não é possível estimar as perdas. Segundo ele, em alguns municípios da região conhecida como “coração da Bahia” os produtores perderam todos os animais. 
“A seca foi avassaladora. Atingiu uma região [da Bahia] pobre, onde existiam 3 milhões de cabeças de gado”, disse. Os produtores de Jacobina, por exemplo, perderam metade do rebanho que morreu ou foi vendido a preços muito inferiores aos de mercado. “Alguns produtores venderam uma vaca por R$ 600. [O preço poderia ultrapassar os R$ 2 mil por animal em boas condições]. Nossa primeira análise de prejuízo ainda não foi contabilizada. Só saberemos o volume de perdas quando as chuvas continuarem e a situação ficar estável”, disse ele. 
João Martins garantiu que as pressões por mais alimentos e água já são menores no estado. Mas, ainda que as chuvas permaneçam frequentes, os impactos deixados pela seca ainda vão produtir efeitos por mais alguns meses. Com a debilidade de muitos animais, a expectativa é que a taxa de natalidade do rebanho caia, por exemplo. Da Agência Brasil.

Contribuíram para minimizar os efeitos da seca na produção animal, as doações voluntárias de associados da AIBA, que já totalizam 876 toneladas de grãos e resíduos de soja e algodão. O equivalente a 35 carretas de cinco eixos com carga máxima.

Voando com o perigo a bordo

Este vídeo é dedicado a todos aqueles que voam para salvar vidas e a natureza. É uma demonstração do Grupo 43 da Força Aérea da Espanha (Ejercito del Aire). O equipamento utilizado é um Bombardier CL 415 Super Scooper.

Chove forte em Irecê e vento causa estragos.

Para uma cidade que morria de sede, até imagens fortes de árvores tombadas e casas destelhadas é reconfortante. Foi o que aconteceu nesta sexta em Irecê: A forte chuva que caiu no final da tarde causou estragos e transtornos em diversos pontos da cidade. O vento intenso arrancou duas árvores na Avenida Santos Lopes e mais uma em frente ao Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho. Diversos carros e motos foram atingidos; ninguém ficou ferido. Em alguns bairros, diversas casas também tiveram seus telhados danificados. Com informações e fotos do portal Voz da Bahia.

Região de Vitória da Conquista

Assim como a Barragem de Água Fria I, a situação na Barragem de Água Fria II segue tranquila após as  chuvas que também atingiram a cidade de Barra do Choça.

A capacidade ainda não é de 100%, mas o nível ultrapassa 80%, números que deixam os engenheiros da Embasa otimistas.

Segundo o gerente do escritório da empresa em Vitória da Conquista, Álvaro Aguiar, como as chuvas continuaram, a expectativa é de que o racionamento que atinge o terceiro maior município da Bahia termine nos próximos dias.

Veja esta notícia e não reclame do Governo.

Leia esta notícia e veja que maravilha é o nosso Governo:

A Secretaria Nacional de Defesa Civil, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),enviou nesta quarta-feira (14/11), 500 cestas básicas para atendimento à população afetada pelas chuvas em cidades da região serrana do Rio de Janeiro nos últimos dias.

Cinco técnicos especialistas em avaliação de desastres estão no estado para análise da situação em cidades da região serrana. Ao menos seis municípios estão em estado de alerta: Cachoeira do Macacu, Bom Jardim, Nova Friburgo, Teresópolis e Santa Maria Madalena. Um óbito foi registrado na cidade de Trajano de Moraes.

Não é confortador saber que temos um Governo tão pronto a reagir em caso de catástrofes naturais: 500 cestas básicas, que primor! Os fariseus do novo testamento ficariam envergonhados com tanta caridade e amor ao próximo.

Estiagem ainda é forte em 259 municípios baianos.

Dos 417 municípios da Bahia,  259 ainda estão prejudicados pela seca,  em situação de emergência. Segundo dados da Coordenação de Defesa Civil da Bahia (Cordec), a previsão do tempo indica uma situação severa até fim de novembro. Em algumas áreas as chuvas estão previstas apenas para final de novembro ou inicio de dezembro.

Entre os anos de 2011 e 2012, o estado  investiu R$ 4,05 milhões em 153 convênios para abastecimento de água por meio de carro-pipa, beneficiando 495 mil pessoas. A Cordec tem cinco equipes que executam ações de fiscalização dos convênios e na identificação de demandas para a elaboração de um diagnóstico da situação atual.

O diagnóstico permitirá avaliar particularmente a situação da seca nos diversos municípios, identificando possíveis intervenções pontuais para ações governamentais e acompanhando os programas em cada município atendido.

Furacão Sandy mata 11 em Cuba

Furacão Sandy deixou 11 mortos em Cuba, a maioria em Santiago, por motivo de desmoronamento de casas. Governo disse que vai investigar as mortes. E eu aqui brincando que pior seria o furacão Sandy&Junior.  Que mancada! Pior que aquela que o povo cubano cometeu, trocando um ditador, Fulgêncio Batista, por outro bem pior, Fidel Castro. Que aliás não tem nem a urbanidade de morrer para libertar o seu povo.

A tragédia anunciada: 1.134 municípios do Nordeste em situação de emergência.

Aumentou para 1.134 o número de municípios do semiárido brasileiro onde foi declarada situação de emergência por causa da estiagem. Na comparação com balanço divulgado na primeira quinzena de junho, 121 localidades passaram a integrar a lista da Secretaria Nacional de Defesa Civil.

Este ano choveu pouco no interior do Nordeste em janeiro, fevereiro e março, meses em que seria normal haver precipitações no semiárido. “O interior não teve chuva na época tradicional e, agora, está ingressando no período de estiagem”, disse a meteorologista Márcia Seabra, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), um dos órgãos integrantes do Comitê de Combate à Seca no Semiárido, divulgou hoje um balanço da aplicação do recurso extraordinário de R$ 2,7 bilhões liberado em abril para enfrentamento da estiagem.

A maior parte do valor – R$ 799 milhões – está sendo destinada à construção de cisternas. Do início de 2011 até junho deste ano, 123 mil unidades foram entregues a famílias do semiárido. A intenção é que o número cresça para 290 mil até dezembro. Também foram contratados 3.360 caminhões-pipa por R$ 164,4 milhões.

Dos recursos restantes, R$ 500 milhões foram destinados ao Plano Garantia Safra, de auxílio a produtores que perderam suas plantações; e R$ 200 milhões ao Bolsa Estiagem, de ajuda à população que ganha até dois salários mínimos. Por fim, R$ 60 milhões devem ser aplicados na recuperação de poços até o fim deste ano. A divulgação dos valores foi realizada durante reunião plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) para debater os impactos da seca em 2012.

Bahia anuncia projetos de combate à seca.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Agricultura da Bahia anunciou hoje uma série de medidas e projetos que deverão ser implementados com recursos federais para sanar parte dos problemas ocasionados pelo prolongado estio no Estado. Se são elogiáveis as iniciativas, tem-se a lamentar o atraso na sua tomada. É a velha história: leite derramado, choro copioso. Veja o press-release da Seagri em sua íntegra:

 Construir 1.300 pequenas barragens subterrâneas para perenizar riachos e rios nos 246 municípios que decretaram estado de emergência por causa da seca. Esta é a decisão do governador Jaques Wagner, depois de discutir com o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e com o secretário Rui Costa, coordenador do Comitê da Seca, como aplicar os recursos não reembolsáveis que estão sendo liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Ministério da Integração (MI). São R$ 100 milhões para os estados nordestinos e Minas Gerais aplicarem em obras estruturantes de convivência com a seca.  À Bahia, coube R$ 22,1 milhões.

O anúncio foi feito pelo secretário Eduardo Salles, em Guanambi, durante despacho itinerante realizado no parque de exposições da cidade, com a participação de centenas de agricultores, presidentes de associações e cooperativas, secretários de agricultura e prefeitos dos municípios do Território de Identidade Sertão Produtivo. Salles explicou as medidas emergenciais e estruturantes que o governo do Estado está adotando, e discutiu com os agricultores as alternativas para as cadeias produtivas da apicultura, mandiocultura, fruticultura, bovinocultura de corte e de leite, algodão e cana-de-açúcar. Participaram do encontro os superintendentes da Seagri e os coordenadores e diretores da EBDA, Adab, Bahia Pesca e CDA. Continue Lendo “Bahia anuncia projetos de combate à seca.”

Ações para seca no Nordeste contam com recursos de R$ 2,7 bilhões

O governo federal anunciou uma série de medidas para auxiliar os cerca de 4 milhões de nordestinos afetados pela estiagem na Região Nordeste e no norte de Minas Gerais. No total, serão investidos R$ 2,7 bilhões para ações de combate à seca. Veja aqui as medidas adotadas pelo governo federal para minimizar os efeitos da seca no semi-árido brasileiro.    Acima, o número de municípios, por estado, com portaria de reconhecimento por situação de emergência na Região Nordeste (números atualizados nesta segunda-feira, 04 de junho). Em Minas Gerais, estado que também sofre com a seca, são 101 cidades em situação de emergência.

Seca e indiferença, as duas tragédias da Bahia.

Por Franciel Cruz, para o jornal Sul 21

Duas ásperas tragédias assombram a Bahia neste ano da graça de 2012: a seca e a indiferença. Enquanto a estiagem cresce de modo exponencial, as manifestações de solidariedade praticamente inexistem. O silêncio dos mais diversos setores sociais é inversamente proporcional aos assustadores dados relacionados ao flagelo. Para que se tenha uma ideia concreta, de janeiro até o final de maio, o número de municípios em situação de emergência saltou de 43 para 244, atingindo mais de dois milhões e 700 mil baianos que penam no castigado semiárido. No entanto, apesar de tantas e tamanhas dores, não existiu uma mísera campanha de mobilização para amenizar tais efeitos. Nem mesmo o apelo financeiro, fala-se em mais de R$ 100 milhões de prejuízo, tem conseguido atrair o interesse das almas benevolentes.

Os sociólogos de bodega podem argumentar, não sem razão, que tais movimentações nunca vão resolver os ancestrais problemas da seca. É fato. Eles podem dizer também, do alto de suas sábias negligências, que são necessárias políticas permanentes para a convivência com a estiagem. Perfeito. De barriga cheia, é fácil teorizar sobre a fome alheia.

O problema, amigos de infortúnios, é que, na falta das fundamentais e efetivas ações dos governos, que demoram mais de chegar do que a chuva, os atos solidários sempre desempenharam um papel fundamental para abrandar o perverso quadro. No entanto, neste ano da graça de 2012, nem isso. A Bahia, repito, tem sido vítima de duas ásperas tragédias: a seca e a indiferença.

Nunca antes na história deste país se viu tamanho descaso. As redes de TV, que normalmente estão a postos para faturar com as lágrimas alheias, não esboçaram, até este momento, qualquer campanha para sensibilizar a população. As igrejas, idem. Até mesmo as novidadeiras redes sociais, sempre tão afoitas para abraçar causas comoventes, permanecem num estranho mutismo diante de tão grave e urgente questão. Não houve sequer um mísero jogo beneficente.

O que explica tamanho desinteresse? Francamente, desconheço. Aliás, pior. Não compreendo. O alheamento é tanto e tamanho que atinge a todos nós. A seca não está em nossas pautas ou prioridades, nem mesmo como catarse. Nos bares, becos, vielas e ladeiras desta província lambuzada de dendê o tema não existe. É como se alguma mão divina (ou maligna) tivesse colocado a problemática no index prohibitorum, numa espécie de macabro pacto de alheamento. Continue Lendo “Seca e indiferença, as duas tragédias da Bahia.”

Bahia: seca e excesso de chuvas, tragédias simultâneas.

A estiagem que atinge o Semiárido e norte baianos nos últimos meses já começou a afetar as cidades com mais de 100 mil habitantes no estado. A Coordenação Estadual de Defesa Civil da Bahia informou ontem (23) que Vitória da Conquista, terceiro maior município baiano, já sofre com racionamento de água.

“Tivemos chuvas em algumas regiões, mas não foi suficiente para dar volume nas aguadas [cavidades feitas para armazenamento de água para homens e animais], nem para mudar os níveis das barragens. E grandes cidades do interior, como Vitória da Conquista, dependem desses níveis para o abastecimento”, explicou Luciana Silva Santos, Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza na Bahia.

Segundo Luciana, até agora, os agricultores eram os maiores impactados “principalmente com a perda do rebanho, não só de pequenos produtores de caprinos e ovinos. Não tem água, nem ração, porque não tem capim e nem as palmas que estavam sendo usadas como alternativa para ração”. No estado, 242 municípios estão em estado de emergência. Mais seis já são considerados em estado de risco pelo estado, mas ainda não tiveram a situação reconhecida pelo governo federal.

Luciana Santos explicou que algumas medidas estão sendo adotadas, como a venda de milho, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a preços “de balcão” para alimentar os animais e que garantem algum grau de umidade para pequenos rebanhos. Além disso, estão sendo usados recursos federais para enviar carros-pipa e alimentos para áreas rurais.

“Selecionamentos os primeiros 200 municípios que decretaram emergência no início de maio. Já foi liberada a distribuição de 2 mil toneladas de feijão e mil toneladas de arroz. Claro que não dá para atender aos 2 milhões de pessoas afetadas. Estamos priorizando as famílias com crianças de até 2 anos ou que tenham mulheres grávidas ou que estejam amamentando”, disse.

Enquanto falta água no interior, a chuva vem maltratando a população da região metropolitana de Salvador desde a última sexta-feira (18). De acordo com a assessoria da Defesa Civil da capital soteropolitana, 540 áreas estão em risco. Estima-se que 100 mil pessoas morem nesses locais.

“A expectativa é que chova menos a partir de agora. Mas, a Defesa Civil continua em alerta. O período de chuva é até junho, apenas não sabíamos a proporção de chuva que cairia. Um dos dez pluviômetros distribuídos pela cidade, no bairro do Cabula, mostrou que o índice de chuva, desde o dia 17, chegou a 372,9 mililítros (ml), enquanto esperávamos 349,5 ml em todo o mês”, informou a assessoria.

Até o momento, a Defesa Civil de Salvador registrou mais de mil solicitações de emergência, como alagamento de áreas, desabamento de imóveis, ameaça de desabamento, queda de árvores e desabamento de terra. A maioria das ocorrências foi deslizamento de terra e as áreas com maior número de solicitações foram São Marcos, Pau de Lima, Sussuarana, Bairro da Paz, Grotas, Tancredo Neves, Alto da Terezinha, Canabrava e Fazenda Grande.

A assessoria do órgão informou que já foram cadastradas 99 famílias que tiveram suas casas atingidas e distribuídos mais de 16 mil metros quadrados de lonas que são colocadas nas encostas para evitar deslizamento de terra, onde vivem outras 193 famílias. Da Agência Brasil.

 

Salvador conflagrada

Salvador ontem à noite, em imagem da TV Bahia e G1.

Chuvas, deslizamento de terras, casas destruídas, árvores e postes tombados, soterramentos e alagamentos. Assim está a Grande Salvador hoje pela manhã. Enquanto isso, um pouco mais à frente, no Sertão, o povo e o gado passam sede. Resta rezar ao Nosso Senhor do Bonfim para trocar um pouco dessa chuva de lugar.

A terra treme no Japão e no Chile.

Regiões do Japão e do Chile foram atingidas hoje (18) por terremotos de diferentes magnitudes. O mais intenso ocorreu no Chile, a 1.478 quilômetros de Santiago, a capital do país, com magnitude de 6,2 graus na escala Richter. Em ambos os países, não há registros de vítimas e danos materiais.

No Japão, os tremores ocorreram em dois momentos nesta manhã, com magnitude de 4,9 graus, em uma área a 49 quilômetros de Tóquio, a capital japonesa, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (cuja sigla em inglês é USGS).

Tanto o Japão quanto o Chile são países frequentemente atingidos por tremores de terra devido à localização sob placas tectônicas. Ambos sofreram recentemente consequências causadas por tremores e tsunamis. No Japão, o pior terremoto, com magnitude 8,9 graus na escala Richter e seguido por tsunami , ocorreu em março de 2011 e causou acidentes nucleares.

No Chile, um terremoto de 8 graus na escala Richter seguido por tsunami, em fevereiro de 2010, gerou mortes e a destruição de prédios públicos e privados. Até os dias de hoje, o governo do presidente chileno, Sebastián Piñera, trabalha para recuperar os danos causados pelos tremores de terra.

Também em Barreiras, no sertão da Bahia, a terra está tremendo há uma semana. Os sismógrafos não conseguem detectar a magnitude, mas sabe-se que os prejuízos são incalculáveis.

A seca no sertão nordestino e no Oeste baiano.

Imagens captadas pelo satélite Meteosat-9 mostram que boa parte do Nordeste enfrenta a maior seca dos últimos 30 anos. Nas imagens é possível ver que 80% do semiárido da região sofre com a estiagem, o que representa seis vezes o percentual registrado no ano passado.

A pedido do portal UOL, o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) produziu dois mapas, com imagens referentes aos meses de abril de 2011 e 2012. A diferença gritantes entre os cenários pode ser comprovada pelas áreas em vermelho –as quais a vegetação encontra-se afetada pela falta de água.

Impressionante, também, a imagem da seca no Oeste baiano, zona produtora de grãos, com uma mancha vermelha na mesma proporção do sertão.

Viu no que deu a chuva de ontem e hoje em Porto Alegre?

Os 46 mm de chuva que caíram hoje pela manhã, em Porto Alegre, deixaram a cidade em situação caótica. Trânsito parado, carros inundados e muita gente sem poder sair de casa. Viram a foto de ontem, logo abaixo? Só podia dar no que deu. Um consolo para os oestinos, já que não são apenas Barreiras e Luís Eduardo que ficam inundadas debaixo de fortes chuvas. Foto do G1.

Seca causa situação de emergência em 75 municípios baianos.

Nas zonas rurais de Andaraí, Juazeiro e  Castro Alves, a população passa sede, o gado morre pelos pastos e a agricultura familiar amarga perda de até 100%. A seca que castigou a Bahia ano passado, sobretudo na região do semiárido, entrou em 2012 assolando comunidades das regiões norte, nordeste, centro-oeste e sudeste.

Até a última sexta-feira, 75 municípios tiveram a situação de emergência reconhecida e decretada pela Defesa Civil estadual (Cordec). No final de 2011, esse número chegou a 123, o que não significa uma melhora do quadro, pois muitas destas cidades tiveram apenas expirado o prazo médio de 90 dias do decreto, e aguardam avaliação para a prorrogação.

Na região do semiárido, a mais atingida, o período seco tende a se estender até maio. “É esperada para os próximos meses uma expressiva redução nos volumes das chuvas na região. Ainda assim, não se descarta a possibilidade de ocorrer eventos isolados de chuvas mais intensas, nos meses de março e abril, o que não será suficiente para suprir o déficit registrado nos últimos anos”, avalia o coordenador de monitoramento do Instituto do  Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio.

Evidência preocupante é a barragem de Mirorós, que atende a quatro cidades da microrregião de Irecê (mais de 200 mil habitantes). Segundo informações da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), o volume de água está abaixo de 10% da capacidade desde outubro passado, chegando a um nível de alerta. Do jornal A Tarde, que tem a lista completa dos municípios em estado emergencial.

Vale do São Francisco: sem chuvas, mas com inundações.

As chuvas na cabeceira do Rio São Francisco, em Minas Gerais, estão provocando enchentes no sertão baiano. No povoado de Bem Bom, distrito de Casa Nova (BA), mais de 100 produtores de feijão e milho já foram prejudicados. O nível da água subiu e inundou mais de dois quilômetros de extensão, às margens do Rio.

O problema se agrava, porque os agricultores vivem duas situações extremas: o excesso e a falta de água ao mesmo tempo. Na região não houve chuvas o suficiente para poder plantar na área segura e por isso os produtores resolveram plantar às margens do rio, na área de vazante, correndo o risco de alagamento, o que de fato aconteceu. Do blog Nordeste Rural.

Já são 508 os municípios em estado de calamidade pela seca no Sul do País.

Enquanto estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste contabilizam os prejuízos causados pelas chuvas dos últimos meses, na Região Sul o problema continua sendo a estiagem. Além dos transtornos causados à população, a seca afetou a produção agrícola regional, causando prejuízos de mais de R$ 2 bilhões ao setor e contribuindo para o aumento dos preços de diversos alimentos em todo o país.

No Rio Grande do Sul, 291 cidades decretaram situação de emergência. Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 1,6 milhão de pessoas estão sendo afetadas.

Em Santa Catarina, 80 cidades estão em situação de emergência por conta da seca. Quase 490 mil pessoas já foram prejudicadas pela falta de chuvas. Até ontem (16), a Secretaria de Agricultura do estado estimava que as perdas agropecuárias chegavam a R$ 497 milhões. De acordo com a Defesa Civil catarinense, a estiagem deve permanecer até o próximo dia 19, quando podem ocorrer chuvas isoladas, a partir da região meio-oeste.

No Paraná, o governador Beto Richa decretou situação de emergência em 137 cidades. Segundo a assessoria do governo, o decreto coletivo de ontem (16) visa a agilizar o atendimento aos municípios atingidos pela estiagem que assola o estado desde novembro de 2011. A Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento estima que a estiagem comprometeu 11,5% da safra de verão, prevista em 22,13 milhões de toneladas, o que significa um prejuízo financeiro de R$ 1,52 bilhão.

Nos últimos dias, os governos federal e dos três estados anunciaram medidas para auxiliar as localidades e agricultores afetados. No último sábado (14), o governador gaúcho, Tarso Genro, anunciou a liberação de R$ 54,42 milhões para ações emergenciais e medidas preventivas contra a estiagem. Desse total, R$ 28 milhões são provenientes do governo federal, dos quais o estado já recebeu R$ 18 milhões. Tarso também anunciou que a Secretaria Estadual de Habitação e Saneamento irá investir R$ 5 milhões na extensão de redes de água, compra de bombas para poços artesianos e reservatórios nos municípios atingidos pela estiagem.

Em Santa Catarina, somados os recursos federais e estaduais, o socorro chega a R$ 28,6 milhões. Entre as medidas anunciadas na última segunda-feira (16) pelo governador Raimundo Colombo e pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, estão a construção de 333 poços artesianos em municípios atingidos pela seca e a liberação de recursos do seguro agrícola mediante laudos técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O governador Beto Richa também prometeu aplicar R$ 21,5 milhões na instalação de 300 sistemas comunitários de fornecimento de água em várias regiões paranaenses. Outros R$ 10 milhões serão investidos junto com o Ministério da Integração Nacional na implantação de cisternas em comunidades rurais historicamente afetadas pela falta de água, iniciativa que, segundo a assessoria do governo, irá atender especialmente os produtores de frangos, suínos, leite e hortaliças.

O governo paranaense também vai destinar R$ 6 milhões para ajudar quem precisa comprar insumos agrícolas (fertilizante, máquinas, defensivos agrícolas) e acelerar as vistorias em plantações a fim de que os produtores possam solicitar o ressarcimento das perdas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o pagamento do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf).

Edição: Graça Adjuto, da Agência Brasil.

Chuvas no Rio Grande do Sul não recuperam perdas.

As chuvas ocorridas no Rio Grande do Sul, entre sexta e domingo, foram irregulares e parecem que não vão solucionar graves problemas da estiagem, onde já ocorreram perdas de 60% da produção do milho e 40% da produção da soja. Essas perdas podem somar, no final do período,  algo entre 8 milhões e 10 milhões de toneladas de grãos, o dobro do que se produz hoje no Oeste baiano.

A precipitação foi tão diversa que em alguns municípios choveram 50 mm e em outros apenas 2 mm. A seca começou no final de outubro e aliada à forte insolação do período, com altas temperaturas, e foto período de até 16 horas de sol por dia, detonou rapidamente as reservas de água do solo.

A situação pode melhorar no litoral norte, onde os arrozeiros da região de Gravataí e Santo Antonio não tinham permissão para retirar água dos rios para irrigação. Lá choveu até 300 mm, recuperando o lençol freático superficial e aumento a vazão de córregos, lagoas e rios.

Paisagem de caatinga no coração do Rio Grande do Sul

Se não fossem pelas características germânicas da menininha, ninguém poderia imaginar que a imagem (Diego Vara, de Zero Hora) pudesse ser do Rio Grande do Sul, onde mais de 140 municípios sofrem fortemente com a estiagem, com calamidade pública já declarada pelo Governo do Estado. Amanhã estão previstas chuvas ralas na região e, a partir de sexta-feira, chuvas mais intensas, mas sempre abaixo dos 20 mm. A produção da “Região Celeiro do Rio Grande”, como é conhecido o Noroeste do Estado, está definitivamente comprometida.

Emitido alerta de tsunami na Indonésia.

Um terremoto de 7,3 graus de magnitude foi registrado nesta terça-feira no sudoeste da Indonésia, a 420 km da localidade de Banda Aceh, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Um alerta de tsunami foi emitido devido ao tremor, que ocorreu a uma profundidade de 29 km.

Situação da seca na Bahia é desesperadora.

Região da caatinga em Juazeiro

A bancada da Bahia no Congresso vai apelar ao Ministério da Integração Nacional para que libere, em caráter de urgência, cerca de R$ 30 milhões para o estado, que sofre com a estiagem. O grupo é liderado pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA). O senador disse à Agência Brasil que a falta de chuva provoca o desabastecimento no norte, nordeste e sudoeste baianos, além de causar prejuízos no campo.

“Estamos muito preocupados porque a cada dia a situação se agrava, há pessoas que já estão sem água e, fora isso, os agricultores rurais acumulam perdas”, disse o senador, lembrando que a estimativa é que cerca de 300 mil agricultores familiares da Bahia estão em dificuldades.

As áreas mais afetadas pela seca são Feira de Santana, Juazeiro, Paulo Afonso e Vitória da Conquista. Nessas regiões há produção de feijão, milho e sizal, além da criação de ovinos e caprinos.  Na tentativa de evitar o agravamento da situação, será solicitado seguro-safra para vários produtores rurais baianos, segundo Pinheiro.

De acordo o senador, 123 dos 417 municípios da Bahia estão em situação de emergência desde o fim do ano passado.

Quem mora no Oeste da Bahia, com chuvas abundantes, nem lembra do sertão que morre de sede.

Já são 99 os municípios em situação de emergência em Minas Gerais.

Subiu de 87 para 99 o número de municípios mineiros que decretaram situação de emergência em decorrência dos impactos causados pela chuva e enchentes que castigam o estado. No total, 155 cidades foram atingidas pelos temporais.

Doze pessoas já morreram em acidentes como queda de árvore, desabamentos, deslizamentos de terra, enxurradas e inundações. Há dois desparecidos nos municípios de União de Minas e Santo Antônio do Rio Baixo. Na madrugada de hoje (6), um deslizamento em Governador Valadares atingiu uma casa, matando um casal. Uma criança e uma adolescente que estavam na residência sobreviveram.

O balanço da Defesa Civil de Minas Gerais aponta que há 11.870 desalojados e 876 desabrigados em todo o estado. Há registro de mais de 5 mil casas danificadas ou destruídas. Os municípios incluídos hoje na lista daqueles em situação de emergência foram Oliveira, Muriaé, Ervália, São Geraldo, Matipó, Rio Doce, Astolfo Dutra, Campo Belo, Carmópolis de Minas, Várzea de Palma, Paula Cândido e Montes Claros. Da Agência Brasil.

Seca: já são 72 as cidades em estado de emergência na Bahia.

A estiagem no semiárido baiano até esta sexta-feira (23) já fez 72 cidades decretarem estado de emergência, informa a Coordenaria Estadual de Defesa Civil (Cedec), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes). Nos últimos oito dias, dez cidades solicitaram ajuda emergencial para o estado, segundo o coordenador adjunto Paulo Sérgio Luz, do Cedec. A Bahia chega a ter média de mais de 200 cidades com situação de emergência todos os anos.

Atualmente, a Cedec aponta o entorno de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, formado por 27 cidades, como uma das regiões mais afetadas pela estiagem nesse período do ano. Porém, a região oeste também é preocupante, segundo a Cedec, devido aos 150 dias consecutivos sem chuva. “A baixa umidade do ar nesses locais também tem causado incêndios florestais”, indica o coordenador.

Na maioria das cidades falta água até para o consumo humano. O Estado apoia as localidades impactadas pela estiagem com construção de cisternas emergenciais e convênio com carros pipa, além da execução do programa Água Para Todos, do Governo Federal. No norte do estado, embora só tenha chovido até julho, a situação não é considerada crítica. 

Estiagem completa 120 dias no oeste baiano.

A região oeste da Bahia enfrenta mais de 120 dias de estiagem em 2011, de acordo com informações da Climatempo. A estiagem agrícola já dura bem mais: 170 dias, segundo o último boletim agrometeorológico divulgado pelo portal Agritempo. 

Conforme a Climatempo, em Barreiras, a última chuva significativa caiu no dia 24 de abril, quando acumulou 4,5 mm. Entre os dias 20 e 21 de maio chuviscou um pouco e, a partir do dia 22, não houve mais precipitções. Com isso, a cidade completa nesta segunda-feira (19) 120 dias de seca total. Essa mesma situação também é observada em Bom Jesus da Lapa, onde, entre os dias 3 e 4 de maio, choveu cerca de 8,5 mm na cidade. Foi registrada pouca garoa entre os dias 19 e 21 e, desde então, não houve mais chuva.

Já na cidade de Barra, a situação é pior. No dia 5 de abril choveu cerca de 30 mm, com alguns dias de chuva fraca até 22 do mesmo mês. Do dia 23 de abril em diante, também parou de chover. Já são 149 dias de seca total. Ainda de acordo com a Climatempo, só a partir da segunda quinzena do mês é que as pancadas de chuva cairão de forma mais frequente e com maiores volumes.