1 milhão de pessoas sofrem com a chuva em Santa Catarina.

Subiu para nove o número de cidades em estado de calamidade pública em Santa Catarina, por causa dos fortes temporais da semana passada. Os municípios são Aurora, Agronômica, Brusque, Ituporanga, Presidente Getúlio, Rio do Sul, Laurentino, Lontras e Taió.

Valdemiro Carminatti, de 66 anos, em Guabiruba, Antônio José Mendonça, de 50 anos, em Itajaí, e Ronaldo Novaes dos Santos, de 19 anos, em Laurentino. Segundo balanço mais recente da Defesa Civil Estadual, na manhã desta segunda-feira, 91 cidades foram afetadas pelas chuvas, sendo que 36 estão em situação de emergência. 
Segundo a Defesa Civil, as chuvas afetaram 935.932 pessoas, sendo que 159.490 estão desalojadas e 15.020 desabrigadas. Nas cidades de Blumenau, Itajaí e Brusque, as aulas estão suspensas em algumas escolas e a previsão é que as atividades serão retomadas apenas na quarta-feira. Da Band Notícias.

A tragédia das chuvas no Vale do Itajaí tem quase um século. A urbanização acelerada das margens do Rio e dos seus afluentes só contribuem para o agravamento do problema. Milhões já foram investidos em barragens de contenção e nada resolveu o problema.

Programa “Bahia sem fogo” será lançado amanhã em LEM

O município de Luís Eduardo Magalhães  sedia nesta quinta-feira,18, às 14h, na sede do Sindicato  Rural de Luís Eduardo Magalhães, o lançamento da campanha Bahia sem Fogo, que visa combater incêndios florestais na região.  A iniciativa é do Governo da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O evento terá a participação do secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, além de representantes do Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Bahia – formado por representantes de nove secretarias estaduais além de instituições municipais e federais.  

“Esse será um importante passo para prevenção e combate a incêndios, pois a campanha trará mais conhecimento sobre a questão” disse Humberto Santa Cruz, relembrando que o combate já é uma prioridade em sua gestão; e que atualmente a cidade já conta com um carro de combate a incêndios.

De acordo com informações do Governo do Estado, a campanha teve início em Lençóis, na Chapada Diamantina, no dia 03 de agosto. O foco agora é a região Oeste, onde também existem registros de queimadas e incêndios florestais entre os meses de agosto a dezembro, período mais quente e seco do ano.

O objetivo é mobilizar as comunidades de forma conjunta, sensibilizando as prefeituras e principalmente a população que conhece bem a região. “É fundamental a participação de todos na prevenção e no combate ao fogo. Este apoio facilita as ações de logística e transporte”, pontua o secretário.

Entre os principais causadores de incêndios nas matas, estão a utilização da técnica de queimar a vegetação para preparar o solo para o plantio – bastante utilizado pelos agricultores – e pontas de cigarro jogadas ao chão, principalmente nas estradas. 

 Este ano, a operação será realizada até dezembro em 16 etapas e envolverá 15 municípios da região Oeste, onde serão monitorados os focos de calor, além de fiscalização preventiva e ações de educação ambiental para sensibilização das comunidades. O contingente é formado por mais de 10 técnicos de fiscalização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema/Sema), seis veículos, 10 policiais da Companhia Independente de Proteção da Polícia Ambiental (CIPPA), além do apoio de brigadistas voluntários, do efetivo do Corpo de Bombeiros e do trabalho operacional que é desenvolvido pelo Grupamento Aéreo (Graer).

 A campanha consiste na distribuição de panfletos e cartazes que alertam a população sobre como evitar incêndios e informam os números de contato para denúncias de queimadas. Além do material informativo, a campanha contará com ações de esclarecimento e prevenção voltados para as comunidades e outras atividades nos municípios. A iniciativa terá a utilização de outdoors, divulgação em emissoras de rádios da região, carros de som, entre outros meios de sensibilização, além do apoio das prefeituras, que atuarão com atividades ou ações que possam melhor se adequar à realidade de cada município da região.  (Com informações da Secom Bahia).

Fumaça branca

Só quando sair fumaça branca do vulcão chileno teremos o novo campeão da Libertadores, como na escolha dos papas. Por enquanto vôos para Montevidéu estão cancelados e o mais certo é que o Santos enfrente 850 kms de estrada, em ônibus especial, de Porto Alegre até a capital uruguaia. Foto de Cláudio Santana, da AFP, para a Veja.

Terremoto em alto mar não tem consequências para Fernando de Noronha.

Um tremor de terra de 6 graus na escala Richter foi registrado a 878 quilômetros do Arquipélago de Fernando de Noronha. De acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Terremotos, nos Estados Unidos, o abalo ocorreu às 10h08 (horário de Brasília) a 415 quilômetros do arquipélago de São Pedro e São Paulo e a 1.276 quilômetros de Natal (RN).

O tremor teve epicentro a 10 quilômetros (km) abaixo do fundo do mar. Apesar de a profundidade da água ser de 4 mil metros na região, o professor George Sand França, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), descarta o risco de tsunami por causa das características da área onde ocorreu o abalo e da magnitude do terremoto.

Segundo ele, um tsunami só pode ser provocado por abalos acima de 7 graus na escala Richter e em falhas geológicas, quando duas placas tectônicas se encontram e uma é empurrada para baixo da outra. “No meio do Oceano Atlântico ocorre exatamente o contrário. As placas do continente americano e da África estão se separando. Então, as chances de tsunami são remotas”, explicou.

De acordo com França, a região do abalo é marcada por dois tipos de movimentos sismológicos: a separação dos continentes e o deslocamento paralelo das placas. “O terremoto de hoje foi provocado por esse movimento paralelo. É como se uma placa tivesse raspado na outra, sem consequências mais sérias”. Da Agência Brasil.

Continua a chuva forte em Salvador.

Continua chovendo muito em Salvador nesta sexta-feira (29). Segundo a Defesa Civil (Codesal) 55 situações emergenciais foram registradas na capital baiana até 9h40. São 31 ameaças de deslizamento de terra, quatro de muro, um desabamento de imóvel, dois desabamentos parciais, além de seis alagamentos de área.

Entre as ocorrências, constam uma avaliação de imóvel alagado, uma avaliação de área e uma orientação técnica. A madrugada também foi de tempo ruim, com a chuva que começou ainda na quinta-feira (28), mas não foram registradas ocorrências no período entre meia-noite e 6h desta sexta-feira.

Já das 19h de quinta até meia-noite, a Defesa Civil apontou 14 ocorrências. Entre elas, duas ameaças de desabamento, seis de deslizamento, uma queda de árvore, dois desabamentos de muro, duas ameaças de deslizamento e um deslizamento de terra.

A Agência Clima Tempo prevê chuva para os próximos dias, na capital baiana. Na sexta, o clima estará chuvoso durante o dia e à noite, com temperatura mínima de 23 °C e máxima de 27 °C. O sábado também será de chuva durante o dia e, à noite, com mínima de 23 °C e máxima de 28 °C. O sol parece no domingo, mas com muitas nuvens durante o dia.

Já são 12 os mortos nos deslizamentos do Rio Grande do Sul

Foto de Genaro Joner, da agência RBS.

Subiu para 12 o número de mortes causadas pelo temporal que atinge o Rio Grande do Sul desde sexta-feira (22), segundo informações da Defesa Civil Estadual e do Corpo de Bombeiros. Um deslizamento de terra na cidade de Igrejinha (RS), neste sábado (23), causou o desabamento de pelo menos seis casas e seis pessoas que estavam na região morreram.

Perto das 21h30, de sábado, 23, o Corpo de Bombeiros afirmou ter encontrado mais um corpo, o sétimo, de um jovem. Os pais e dois irmãos do rapaz estão entre as vítimas, e os corpos já foram retirados dos escombros. Segundo o Corpo de Bombeiros da região, a operação de resgate foi encerrada.

Às 21h, pelo menos cerca de 30 mil consumidores das regiões atendidas pelas concessionárias AES Sul,  Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Rio Grande Energia (RGE) seguiam sem energia. Ontem, eram mais de 80 mil residências desligadas, atingindo mais de 200 mil pessoas. Do G1.

Japão: 21,5 mil entre mortos e desaparecidos.

A polícia na região japonesa de Miyagi, a mais atingida pelo terremoto e o tsunami do último dia 11, estimou hoje que até 15 mil pessoas possam ter morrido só na sua jurisdição. Os números não incluem as mortes que também estão sendo contabilizadas nas áreas atingidas ao norte e ao sul da província. Por isso já se fala em 20 mil mortos, na maior tragédia a atingir o Japão desde a 2ª Guerra Mundial.

As estatísticas oficiais não param de subir. O número confirmado de mortos se aproxima de 8,5 mil e o de desaparecidos, de 13 mil. Cerca de 360 mil pessoas abandonaram suas casas e 26 mil foram resgatadas.

As autoridades deram início à construção de casas temporárias para atender parte das centenas de milhares de pessoas – incluindo 100 mil crianças – atualmente abrigadas nos centros de emergência montados pelo governo.

Os sobreviventes estão enfrentando temperaturas abaixo de zero e sofrem ainda com a falta de água, eletricidade, combustível e até alimentos. Para fazer uma ligação gratuita de um minuto para parentes, eles têm de enfrentar horas na fila, porque a rede de telefonia móvel entrou em colapso. Da BBC e Agência Brasil.

Como esta página previu há uma semana, as vítimas poderiam ficar entre 10 e 30 mil, baseado em informes de agências japonesas. Veja aqui.


8 dias depois, vida sob os escombros no Japão.

Um jovem foi encontrado com vida na manhã deste sábado (noite de sexta-feira no Brasil) sob os escombros de uma casa no Japão, oito dias após o tsunami que devastou o nordeste do país, informou o canal de TV estatal NHK. Os soldados das Forças de Autodefesa (Exército) descobriram o sobrevivente em Kesennuma, na prefeitura de Miyagi, uma das cidades mais afetadas pela catástrofe, revelou a NHK.

O rapaz, Katsuharu Moriya, de 20 anos, “está em estado de choque e não consegue falar, mas não apresenta ferimentos visíveis”, declarou um oficial das Forças de Autodefesa ao canal de televisão. Moriya foi imediatamente hospitalizado após o resgate.

O terremoto de nove graus seguido por tsunami que devastou o nordeste do Japão em 11 de março passado deixou mais de 17 mil mortos ou desaparecidos.

Apocalipse Now

“Alguns qualificam o que houve como apocalíptico, e esse termo não me parece absurdo”, declarou o comissário europeu de Energia, Günther Oettinger, perante uma comissão do Parlamento Europeu em Bruxelas, na qual explicou a intenção da UE de realizar testes de resistência em suas usinas nucleares. Günther referia-se à situação caótica nos reatores nucleares de Fukushima, em que níveis de radiação aumentaram em várias cidades japonesas, incluindo Tóquio; para a França, situação só perde para Chernobyl.

Novo incêndio atingiu reator 4 nesta madrugada no Japão, final da tarde de terça-feira no Brasil. O País se aproxima de desastre nuclear após incidentes em Fukushima. As barras de combustível nuclear estão derretendo e o combustível exposto ao ar.

“Praticamente tudo está fora de controle”, disse o comissário, que não descartou o pior nas próximas horas e dias no Japão. Segundo ele, apesar de o Japão ter tecnologia de ponta e engenheiros competentes, “falta serenidade e visão para fazer frente a uma situação dessas características”. Com informações da AFP, EFE e portal IG.

A terra treme, agora em Goiás.

O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília registrou tremor de terra no município de Mara Rosa, no norte de Goiás, neste domingo (13). Na vizinha Mutunópolis, também se percebeu o fenômeno. Na mineira Montes Claros, houve relatos de moradores, porém sem confirmação técnica.

Nenhum desses eventos está relacionado aos terremotos ocorridos no Japão, garante o professor Lucas Vieira Barros, chefe do Observatório. “Os tremores de Mara Rosa são decorrentes daquele sismo de magnitude 5 que aconteceu no dia 8 de outubro (de 2010)”.

Uma estação sismográfica do Observatório foi levada para a região, a fim de registrar microtremores para descobrir a extensão da falha geológica que gera estes efeitos. “Aquele primeiro produziu trincos, rachaduras, destelhamentos de casas. Os danos não foram maiores porque as fazendas são de boa qualidade. Foi sentido a 300 quilômetros de distância, em Goiânia. Em Brasília, assustou muita gente, evacuaram prédios”, relata Barros.

Mara Rosa já sofreu com “umas 500 réplicas talvez”, estima. A maioria dos tremores não é sentida por seus habitantes, que só percebem os fenômenos de grau 2 em diante. Informações do portal Terra.

Está afastada a hipótese de tsunami, mesmo porque, em Goiás, a grande onda só poderia ser composta de um grande volume de pequi.

Mortes no Japão podem ficar entre 10 e 30 mil.

Cerca de 2.000 corpos foram encontrados nesta segunda-feira (14) na província de Miyagi, no Japão, informa a agência local de notícias Kyodo.

A localização dos corpos vai aumentar significativamente o número de mortos no país após ser atingido, na sexta-feira (11), por um potente terremoto de 8,9 graus de magnitude e um devastador tsunami.

A polícia confirma, por enquanto, mais de 1.300 mortos e mais de 1.400 desaparecidos nas áreas afetadas.

Cerca de 1.000 corpos foram encontrados próximos à praia em Ojika, região mais atingidas da península, e outros 1.000 corpos foram encontrados na cidade de Minamisanriku. Na região, o governo da província não tem conseguido contato com cerca de 10 mil pessoas, quase metade da população local.

Quem viu as cenas horríveis dos terremotos seguidos, dos tsunamis e das explosões em geradores nucleares sabe que as vítimas fatais podem facilmente passar de duas ou três dezenas de milhares. A fome ronda as cidades mais atingidas, que ficaram incomunicáveis por terra, mar e ar. Arte do portal G1.

Japão: agora o medo de uma “réplica” de grande magnitude.

Pelo equipamento usado pelas duas apresentadoras de telejornais, ao vivo, dá para se notar que o medo de novos terremotos é permanente.

A agência meteorológica japonesa advertiu hoje para o risco elevado de, até a próxima quarta-feira (16), ocorrer um novo terremoto no país de magnitude de 7 graus ou mais na escala Richter. “Existe um risco de 70% de ser registrada uma réplica [do sismo de sexta-feira] de magnitude 7 ou mais” nos próximos três dias, disse o diretor da previsão sísmica da agência, Takashi Yokota, citado pelos jornais locais. Depois de 16 de março, a probabilidade vai descendo gradualmente, passando para 50% entre 16 e 18 de março.

As réplicas, com magnitudes entre 2 e 6 graus, têm sido incessantes desde sexta-feira, data do primeiro sismo registado ao largo da costa nordeste japonesa, que atingiu 8,9 graus na escala Richter, segundo o Instituto de Geofísica dos estados Unidos (USGS). A agência meteorológica japonesa, cujos instrumentos de medida tinham avaliado esta magnitude em 8,8 graus inicialmente, elevou hoje a intensidade do terremoto inicial para 9 graus.

Mesmo para o Japão, onde quase todos os anos há terremotos, incluindo de magnitude 7, este sismo é de uma amplitude sem precedentes, afirmam os especialistas. O arquipélago está localizado no Anel de Fogo do Pacífico, uma fileira de vulcões que coincide com o encontro de placas tectônicas.

Se acontecer esta nova e grande réplica, como se comportarão os geradores nucleares japoneses que já se encontram abalados? “São as adversidades mais difíceis que enfrentamos desde a 2ª Guerra Mundial”, disse hoje o primeiro-ministro japonês Naoto Kan.

Às 16h de hoje, horário de Brasília, as agencias internacionais de notícias confirmavam dados oficiais das autoridades japonesas, dando conta que já são mais de 1.400 mortes no desastre.

Segundo reator da usina Fukushima entra em colapso.

A explosão do primeiro reator, em imagem Getty.

A agência japonesa de segurança nuclear reportou emergência em um segundo reator localizado na mesma usina atômica onde mais cedo ocorreu uma explosão. Segundo a Agência de Segurança Nuclear a Industrial do Japão, a unidade 3 da usina Fukushima Daiichi teve falhas em seu sistema de resfriamento. As informações foram recebidas da Tokyo Electric, que opera a usina.

De acordo com a BBC, cerca de 200 mil pessoas estão sendo retiradas das regiões próximas às duas usinas nucleares no Japão. Apesar de o governo ter afirmado que não há risco de vazamento nuclear, já que o reator principal não foi danificado, autoridades estão retirando os cerca de 170 mil moradores que vivem em um raio de 20 quilômetros da usina.

Na madrugada deste domingo em Brasília, cerca de 13 horas no Japão, as agências de notícias informavam mais de 700 mortes. Mas os desaparecidos agora passam de 1.000. Para se ter idéia de como o País é preparado para desastres desta natureza, publicamos infográfico preparado pelo jornal O Estado de São Paulo com os 10 maiores acidentes ocorridos nos últimos 50 anos.

Clique na imagem para ampliar.

O desastre do tsunami no Japão visto pelos satélites da NASA.

A imagem da esquerda é de 26 de fevereiro. A imagem do mesmo local, Sendai, à noroeste do Japão, à direita, revela as inundações profundas nas planícies costeiras e como pequenas elevações à beira mar impedem a água de voltar ao mar. Clique na imagem para ampliar e ver os pequenos detalhes.

Mortos podem ser mais de 1.000 no Japão.

Os números do desastre no Japão se alteraram profundamente no dia de ontem, sábado. Agora pela manhã no horário de Brasília, quando já é noite no Japão, ainda há incêndios, cidades parcialmente submersas e o número de mortes confirmados chega a 433, com 784 desaparecidos e ao menos 215 mil pessoas estão instaladas em abrigos de emergência no leste e no norte do País. A imprensa local, no entanto, diz que o número de mortos pode ultrapassar a casa de 1 mil. Essas informações foram veiculadas pelas agências de notícias hoje, 6 horas da manhã de Brasília.

Chuvas causam mais mortes e prejuízos, agora no Paraná.

Metade da cidade de Morretes, no litoral do Paraná, está embaixo d´água por causa das fortes chuvas que atingiram o município durante a madrugada e a manhã desta sexta-feira (11).

Os bombeiros ainda trabalham no auxílio aos moradores e às pessoas que estão ilhadas. Um casal de idosos foi resgatado na comunidade de Marta, depois de um trabalho de mais de duas horas da equipe de resgate, que precisou lutar contra a forte correnteza do Rio Sagrado II. O senhor, de 92 anos, estava com hipotermia e foi encaminhado ao Hospital Regional de Paranaguá, na cidade vizinha.

Além disso, cerca de 65 pessoas estão ilhadas na Escola Municipal Rocha Pombo. Elas não podem voltar para casa enquanto a água não baixar, de acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros Edson Ávila. Levantamento parcial mostra que 750 casas foram atingidas pela chuva.

A rodovia BR-376, que liga o Paraná a Santa Catarina, está totalmente interditada nos dois sentidos por conta de duas quedas de barreira e de um afundamento de pista na manhã desta sexta-feira. Os acidentes ocorreram por conta das fortes chuvas que atingem na região desde o início da madrugada. Não há previsão de liberação da pista.

As imagens impressionantes do tsunami no Japão.

Agora, às 15 horas de Brasília ( madrugada de sábado no Japão), já se contavam mais de 300 vítimas fatais, a maioria na província de Myagi. Incêndios, rompimentos de barragens, casas arrastadas pelo mar e um número ainda não revelado de desaparecidos. As autoridades esperam que o terremoto se reproduza por mais 3 dias, com consequentes formações de novas tsunamis.

Segundo a agência noticiosa Reuters, com informações da agência de notícias Kyodo, o violento terremoto seguido de tsunami nesta sexta-feira, no nordeste do Japão, deve ter deixado mais de mil mortes. O número de vítimas aumenta de minuto em minuto. Segundo cifras anteriores da polícia, haveria pelo menos 337 mortos, 531 desaparecidos e 627 feridos, dez horas após o abalo violento, de magnitude 8,9.

O tremor, que abalou o nordeste do país, foi o mais forte já registrado em 140 anos no Japão. O incidente foi seguido de um tsunami de vários metros de altura no litoral do Pacífico.

O abalo aconteceu às 14h46 (2h46 de Brasília) a 24,4 km de profundidade e a 100 km ao longo da prefeitura de Miyagi. Ondas de 10 m de altura quebraram no litoral da prefeitura (Estado) de Sendai enquanto vagas de sete metros atingiram a vizinha Fukushima, segundo a imprensa local.

O número de mortos está em 288, além de 349 desaparecidos. No entanto, não estão incluídos na conta os corpos encontrados na praia de Sendai, na prefeitura de Miyagi, no nordeste do país, que são entre 200 e 300, segundo a agência de notícias Jiji. Na mesma ilha, um navio com cerca de 100 pessoas a bordo foi levado pelas águas, ignorando-se o destino dos seus ocupantes.

Tremores secundários de forte potência, com magnitude superior a 6, e até 7, foram registrados em seguida e sentidos até na capital. O Japão, situado na confluência de quatro placas tectônicas, sofre anualmente cerca de 20% dos tremores mais fortes recenseados na Terra. Em 1923, a cidade de Tóquio havia sido devastada por um sismo maior, que fez 140.000 mortes. Mais recentemente, em 1995, o sismo de Kobe (oeste) fez mais de 6.400 mortos.

Após o terremoto de hoje, a maior parte dos Estados do Pacífico, da Oceania e da América Latina, emitiram alertas de tsunami, mas nenhum dano significativo foi observado até o momento fora do arquipélago nipônico. As zonas litorâneas foram evacuadas nas ilhas Marianas, assim como nas de Guam e no Havaí. A Colômbia constatou um aumento de 50 centímetros no nível do mar. No Equador, onde foi decretado estado de exceção, foi ordenada a evacuação das regiões ameaçadas.

Em Tóquio, a cerca de 380 km do epicentro, os arranha-céus, construídos sobre estruturas parassísmicas especiais, balançaram durante longos minutos. As autoridades também indicaram que também há centenas de feridos.

Um trem de passageiros, com um número desconhecido de pessoas a bordo, também desapareceu na prefeitura de Miyagi após ter sido engolido por uma onda de 10 m, segundo a agência de notícias Kyodo.

O ministério da Indústria informou que os 11 reatores nucleares da região pararam automaticamente. Um princípio de incêndio foi observado no prédio onde fica a turbina da central nuclear de Onagawa situada em Miyagi. No entanto, não foi registrado nenhum vazamento radiativo nesta instalação nem nos outros sítios nucleares atingidos, segundo as autoridades. Na região de Tóquio, uma refinaria de petróleo estava em chamas em Iichihara.

As televisões nipônicas divulgavam ao vivo imagens de casas inundadas, de navios emborcados, de viaturas submersas pelas águas. Uma onda de lama e de destroços seguiu em grande velocidade através de campos e estradas, devastando tudo a sua passagem. Em alguns lugares, a água penetrou até 5 km pelo interior.

Um teto desabou num prédio do centro de Tóquio, onde 600 estudantes participavam de uma cerimônia de diplomação, fazendo numerosos feridos, segundo os bombeiros e a mídia local. Nos edifícios, os ascensores pararam automaticamente, enquanto milhões de pessoas corriam nas ruas. Dezenas de incêndios foram observados na capital, onde há muitos feridos.

O aeroporto internacional de Narita, a cerca de 50 km a leste de Tóquio, suspendeu o tráfego por várias horas, anunciando, à noite, que as operações recomeçavam progressivamente. Os transportes ferroviários e rodoviários também foram interrompidos em grande parte do arquipélago, em particular em Tóquio e sua região, bloqueando milhões de pessoas que tomaram de assalto os hotéis da cidade, ou tentavam chegar as suas casas a pé.

Os trens expressos Shinkansen pararam em todo o nordeste e as estradas da região de Tóquio foram fechadas alguns minutos após o terremoto. Também na capital nipônica, quatro milhões de lares estavam sem eletricidade.

DESASTRE NUCLEAR

Uma pequena quantidade vapor radioativo da usina nuclear de Fukushima deve ser liberada no ambiente para aliviar a pressão no reator, informou um porta-voz do ministério da Indústria do Japão nesta sexta-feira, 11. O sistema de refrigeração parou de funcionar após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país provocar uma falta de energia na usina.

De acordo com a Agência de Segurança Nuclear do Japão, a pressão no reator é 1,5 vez superior ao nível considerado normal. Ainda segundo o órgão, a quantidade de vapor radioativo que será liberada não é prejudicial ao ambiente ou à saúde da população.

Canal alaga e inunda avenida Paraíba e casas da região central.

Alguns corajosos resolveram atravessar o rio. Alguns ficaram pelo caminho.

As volumosas chuvas que caíram hoje à tarde, sábado, em Luís Eduardo Magalhães formaram um novo rio na cidade, com interrupção do tráfego de veículos na avenida Paraíba e muitas casas inundadas. O canal das proximidades do posto Ale e da Escola Municipal Ottomar Schwenber não resistiu ao grande volume de águas e acabou espraiando-se nas ruas e casas da região.

O vereador Ondumar Marabá, presente no local, afirmou que “apesar disto ser um problema antigo, precisamos tomar uma providência, desapropriando casas e alargando o canal e quem sabe criando um parque de lazer nas margens do canal”.

Jair Francisco, empresário e líder do setor, tem uma posição mais ampla: “Precisamos fazer um projeto global de águas pluviais para Luís Eduardo, com levantamento altimétrico. Se o nível de asfaltamento da cidade for aumentando, o problema vai aumentar. O Prefeito precisa elaborar um projeto de escoamento das águas e submeter esse projeto à sociedade, em audiência pública”.

O prefeito Humberto Santa Cruz, que se deslocava de um dia de campo ocorrido no Município, afirmou que já nesta segunda-feira vai deslocar máquinas da prefeitura para desobstruir o canal e fazer obras emergenciais. Disse ainda que determinará o início de um amplo projeto de viabilidade técnica para a elaboração de soluções plenas para o problema.

O vereador Ondumar Marabá vai pedir providências na tribuna da Câmara.

Este mototaxista foi valente, mas ficou pelo meio do caminho e deixou o passageiro a pé.

A bicicleta às vezes é o melhor veículo. Este passou sob os aplausos do grande número de pedestres que esperava o nível da água baixar.

Humberto estava num dia de campo quando soube do ocorrido. Afirmou que vai interromper o feriadão do pessoal da Secretaria de Infraestrutura para fazer obras emergenciais no canal.



Cresce a lista de mortos e desaparecidos nas avalanches do Rio.

Mais de uma semana depois da tempestade que devastou a Região Serrana do Rio, o número de mortes chegou a 816 nesta segunda-feira, após 13 dias de buscas a vítimas. Também cresce a lista de desaparecidos, que segundo o Ministério Público chegam a 513.

A soma de mortos e desaparecidos agora é de 1.329, o que confirma no mínimo a segunda maior tragédia do País. Apenas um grande acidente meteorológico na Serra das Araras, também no Rio, em 1967 poderá ter sido maior, mas as estatísticas não são confirmadas porque na época a censura à imprensa era forte e pouco foi divulgado. Sabe-se apenas que cinco quilômetros da estrada e vários aglomerados de casas desapareceram. Foram resgatados apenas 300 corpos, mas listas informais dizem que os mortos eram mais de 1.500. O restante permaneceu sepultado sobre milhares de toneladas de terra e grandes pedras.

De acordo com informações da Defesa Civil, até o momento foram registradas 394 mortes em Friburgo, 329 em Teresópolis, 67 em Petrópolis, 21 em Sumidouro, 4 em São José do Vale do Rio Preto e um em Bom Jardim.

7 meses depois da tragédia, tudo igual no Nordeste.

Sete meses depois da tragédia das chuvas acontecida em Alagoas e Pernambuco, a maioria dos desalojados continuam morando em barracas ou dependendo do aluguel de R$150,00 pagos pelo Governo. Alguns estão construindo de novo nas margens do rio Una.

Além de Barreiros, 40 cidades foram atingidas em Pernambuco; 20 pessoas morreram, 26.966 ficaram desabrigadas e 56.643, desalojadas. O governo federal investiu R$ 75 milhões em obras emergenciais e, com o governo do estado, investe R$ 497 milhões em obras de infraestrutura. Das 18 mil casas que devem ser construída em Pernambuco, ao custo de R$ 1,17 bilhão, só 99 foram entregues.

Se a tragédia nordestina serve de exemplo, dentro de um ano ainda não teremos a recuperação da região serrana do Rio de Janeiro.

A informação é do jornal O Globo.

Horror no Rio: mortos podem passar de 1.200.

Subiu para 793 o número de mortes nos municípios da serra fluminense por causa das fortes chuvas que atingiram a região há dez dias.
Segundo balanço da Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil (Sedesc) divulgado no fim da tarde de hoje (22), as mortes registradas em Nova Friburgo e Bom Jardim já somam 387. Em Teresópolis há 318, em Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto, 66 e em Sumidouro, 22.
Além disso, as autoridades contabilizam cerca de 15 mil desabrigados e desalojados em Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Até a manhã de hoje (22) 430 pessoas estavam desaparecidas na região, segundo o Ministério Público do estado.
A Marinha também divulgou novo balanço das atividades em Nova Friburgo, onde instalou há uma semana um hospital de campanha para prestar assistência às vítimas da tragédia.
Desde o último sábado (15), quando começou a funcionar em plena capacidade, a unidade soma 2.018 atendimentos. Somente ontem(21), foram atendidas 211 pessoas, sendo 143 na clínica médica, 42 na ortopedia e 26 na pediatria. O hospital de campanha funciona 24 horas – das 8h às 20h em pleno funcionamento e das 20h às 8h com plantonista por especialidade. O boletim foi distribuído às 18 horas de Brasília pela Agência Brasil.

Mortos na tragédia podem ser mais de 1.000.

Em oito dias da tragédia causada pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, o número de mortos chega a 745. Mas, se confirmadas as mortes de ao menos 200 pessoas ainda desaparecidas, de acordo com levantamento do Ministério Público do Estado, uma das maiores catástrofes naturais do país pode contabilizar quase mil mortos. Em algumas regiões, ainda só é possível chegar com motos, jipes e tratores. No alto da encosta de Nova Friburgo, a cidade mais atingida, há bairros isolados onde nenhum carro chega e comida, água, medicamentos e vacinas são transportados em uma espécie de motocross solidário.

As chuvas que atingiram a região serrana do Rio na última semana estão entre as mais intensas já registradas na localidade e as de maior índice pluviométrico da história de Nova Friburgo. Em Petrópolis e Teresópolis, no entanto, o índice ficou abaixo dos recordes anteriores, segundo a chefe da Seção de Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Rio de Janeiro, Marlene Leal. No período de 24 horas, a partir das 20 horas do dia 11, a precipitação foi entre 249 e 297 milímetros em Nova Friburgo. Isso significa que a chuva foi de até 297 litros por metros quadrado ou uma lâmina d’água de quase 30 centímetros.

Por outro lado, um simples radar meteorológico poderia ter previsto o volume inédito de chuva, para a consequente tomada de iniciativas como aquela do Prefeito de Areal.

Uns morrem afogados, outros de sede.

Foto de Caio Guatelli - 19.jan.2011/Folhapress: Igreja de Santo Antonio, em Nova Friburgo

Enquanto Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro são destroçados pelas chuvas, 11 municípios do Rio Grande do Sul decretam calamidade pública por falta de água até para beber. Lá no Sul estão pensando em construir cisternas, como aquelas aqui do Nordeste, para matar a sede de pessoas e animais. São Pedro ou está de porre ou continua de ressaca. Sacrilégios à parte, que a tradição oral nada tem a ver com a realidade, o que está faltando neste País é gestor público com vergonha na cara, isto sim, há anos, uma calamidade nacional.

Governo brasileiro admite despreparo em tragédias.

O centro de Porto Alegre, inundado em 1941.

O governo brasileiro admitiu à Organização das Nações Unidas (ONU) que grande parte do sistema de defesa civil do País vive um “despreparo” e que não tem condições sequer de verificar a eficiência de muitos dos serviços existentes. O Estado obteve um documento enviado em novembro de 2010 por Ivone Maria Valente, da Secretaria Nacional da Defesa Civil (Sedec), fazendo um raio X da implementação de um plano nacional de redução do impacto de desastres naturais. Suas conclusões mostram que a tragédia estava praticamente prevista pelas próprias autoridades.

É o que dá passar oito anos fazendo propaganda e fabricando espuma. Os projetos de poder precisam se sustentar em realizações estruturadas e sistemáticas. Nem a experiência com o que aconteceu em Santa Catarina, no Rio, na virada do ano de 2009 e, depois, no Nordeste brasileiro serviu para o governo do “nunca antes” tomar tento e fazer um planejamento sério de socorro e prevenção desse tipo de acidente.

No ano de 1941, a região da Grande Porto Alegre, sofreu a maior cheia da sua história. As chuvas iniciaram em abril e se estenderam por mais de três semanas, deixando 25 mil quilômetros quadrados do Estado submersos e um contigente de 80 mil flagelados somente na Capital. Dezenas de cidades ficaram isoladas, faltaram alimentos, energia e água potável e praticamente todos os meios de transporte terrestre pararam.

Pois bem: alguns anos depois estava pronto um dique que cerca toda a capital e um sistema de bombeamento de águas das chuvas que permitiu que a tragédia nunca mais se repetisse. Mas naquela época os governos não viviam apenas do ufanismo barato e do messianismo exacerbado.

Estimativa macabra.

A prefeitura de Teresópolis estima em mais de 500 os mortos no município, em decorrência dos deslizamentos provocados pelas chuvas da semana passada. O número se aproxima do dobro da cifra oficial da noite desta segunda-feira (17), 276.

A afirmação foi feita ao iG pelo secretário de Segurança Pública de Teresópolis, Jefté Laet, nesta noite. Laet é o chefe do Centro de Gerenciamento de Crise, que coordena os trabalhos do Exército, Polícia Militar e Bombeiros, entre outros, na crise de Defesa Civil. No total, são cerca de 1.100 pessoas, sem contar o pessoal do Exército.

Gabeira analisa a tragédia do Rio.

Fernando Gabeira, o homem que não era irmão do Henfil, mas também partiu num rabo de foguete, faz uma análise equilibrada, em seu blog, do desastre que aconteceu na região serrana do estado do Rio de Janeiro:

“Em três dias de visita aos principais cenários da tragédia na região serrana do Rio, confesso que há dois tipos de tristeza nos ameaçando: uma é consequência do impacto real das chuvas, outra é consequência de nossas dúvidas sobre a resposta adequada. Esta sensação reapareceu ontem, na visita ao Vale do Cuiabá. Cem famílias desabrigadas, algumas na Igreja Metodista. Muitas casas ali não podem ser reconstruídas. A única saída para essas famílias, no momento, é o chamado aluguel social. O valor é de R$ 400 reais. Mesmo se fosse maior, não resolveria, pois não há casas disponíveis.

Temo que aconteça com eles o que aconteceu com muitos. Passada a tragédia, são esquecidos e, quando pedem socorro, transformam-se numa pequena nota de jornal. O impacto econômico sobre a região é muito forte. Friburgo foi atingida no centro e deve perder grande parte de seus visitantes, este ano.” Leia mais clicando no link.

A tragédia continua.

Um pouco depois da 1 hora da madrugada de hoje, 16, já se falava em mais de 610 mortes na região serrana do Rio de Janeiro. Algumas fotos da Agência Nacional, da AP e dos portais IG e Terra dão uma noção do que foi a tragédia. Ontem à tarde chovia forte novamente, sinal que a calamidade pode seguir ainda por alguns dias.

Enquanto o tempo não consertar, o acesso de áreas isoladas é praticamente impossível, porque as máquinas não conseguem trabalhar.

Espera-se que a maior tragédia por inundações resulte em ensinamentos à gestão pública, tais como ordenamento de uso do solo, prevenção de inundações e melhores condições de trabalho e coordenação da defesa civil.

Felipe Werneck e Paulo Sampaio,   de O Estado de São Paulo, relatam que militares do Exército, usando máscaras cirúrgicas, ajudaram a sepultar [ontem],  cerca de 50 corpos ainda não reconhecidos da tragédia em Nova Friburgo no cemitério municipal Trilha do Céu, no bairro de Conselheiro Paulino.

Carregados por militares da quadra da escola de samba Unidos da Saudade, no Centro, na manhã de sábado os primeiros 20 caixões lotaram três caminhões de transporte de tropa. O comboio seguiu por ruas da cidade com uma escolta da Polícia Militar e faria uma nova viagem até o centro para buscar os outros caixões. Enquanto isso, funcionários da prefeitura cavavam outras 200 covas rasas na Trilha do Céu.

O coordenador do Ministério Público em Nova Friburgo, Hedel Nara Ramos, explicou que todos os 50 corpos ainda não reconhecidos foram identificados por impressões digitais e fotografias. Os seis corpos, em estado avançado de decomposição, em que não foi possível recolher digital, nem fazer foto, tiveram material genético colhido para futuro reconhecimento.

Dos 50 corpos que seriam levados para o cemitério, pelo menos três foram reconhecidos no local por parentes e enterrados em jazigos privados depois do velório. O apoio do Exército foi solicitado pelo promotor. Segundo ele não haverá sepultamento em cova coletiva.

“Não podemos permitir que isso ocorra até pela dignidade das pessoas e também porque perderíamos completamente o controle para futuros reconhecimentos.

Friburgo já contabiliza 264 mortos. “Temos a convicção de que há muitas famílias ainda soterradas, inclusive de um ex-prefeito do município, mas não conseguimos ainda chegar a estes locais”, explicou o promotor.

Após o enterro da manhã, 15 soldados do Exército seguiriam para auxiliar outro grupo de 30 homens que tentava resgatar corpos no bairro de Campo do Coelho. Segundo um coronel que coordenava os trabalhos, os corpos seriam levados diretamente para a Trilha do Céu.


Número de mortos no Rio já é de 565.

O fiel companheiro guarda a sepultura de sua amiga. O cão Leão permaneceu neste sábado ao lado da sepultura número 305, de sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, uma das vítimas da tragédia em Teresópolis, região serrana do Rio. Ela foi enterrada no Cemitério Municipal Carlinda Berliniro. No final, resta-nos apenas a fidelidade dos cachorros.

Segundo o jornal O Globo, o número de mortes provocadas pela tempestade que devastou a Região Serrana do Rio chegou a 565. Corpos insepultos, covas comuns feitas pelos próprios parentes dos mortos em terrenos baldios, fome, sede, doenças. A tragédia não tem fim. Ontem choveu forte na região serrana e os helicópteros não puderam resgatar pessoas em áreas isoladas.

Os dados foram divulgados pela Defesa Civil e prefeituras das cidades atingidas pelo temporal na última terça-feira. A cidade com maior número de mortos é Nova Friburgo, com 252. Em seguida, aparece Teresópolis, com 240. Petrópolis registra 53 mortes, e São José do Vale do Rio Preto tem duas vítimas. O prefeito de Sumidouro, Joarez Corguinha, corrigiu o número de mortos divulgado na sexta-feira, quando informou 20 vítimas na cidade. De acordo com a prefeitura, o número correto é de 18 mortos.

Às 21h45m de hoje, 14, os correspondentes da BBC informavam que os mortos identificados já passavam de 600. A BBC também conta que uma chuva torrencial de cerca de uma hora caiu neste sábado sobre o município de Nova Friburgo, na serra fluminense, causando ainda mais transtornos na cidade, uma das mais afetadas pelas enchentes e os deslizamentos ocorridos na região desde a madrugada da última quarta-feira.

Ainda sobe o número de mortos no Rio.

Segundo relata O Globo, agora ao meio dia, o número das vítimas das chuvas na Região Serrana continua a subir nesta sexta-feira, terceiro dia de buscas a vítimas. Até o momento, já são 519 pessoas mortas. Em Petrópolis, o número subiu de 39 para 41, e em Teresópolis foi de 223 para 228. Segundo a Polícia Civil, ainda foram encontrados quatro corpos em São José do Vale do Rio Preto, e outros dois em Nova Friburgo, que contabiliza agora 227 mortos. Em Sumidouro, são 19 óbitos. Existem listas com grande número de desaparecidos.

Ontem, a presidente Dilma e o governador Sérgio Cabral deram uma caminhada por Nova Friburgo e depois voltaram para o conforto do ar condicionado de seus gabinetes. A praga das tragédias de verão só tem um culpado: o político que permite construções em área de risco, que não faz as obras de prevenção e que só pensa na próxima eleição.

Depois do leite derramado, fica caro chorar!

Levantamento realizado pela Folha de S. Paulo revela que o governo do Rio de Janeiro gastou dez vezes mais em consertos do que em prevenção em 2010. Reservou R$ 8 milhões para contenção de encostas e repasses às prefeituras para combate a enchentes e deslizamentos. Por causa das mortes e da destruição em Angra dos Reis, Niterói e outras localidades, desembolsou R$ 80 milhões para reconstrução. O governo federal segue o mesmo caminho: a União gastou 14 vezes mais com reconstrução do que com prevenção no ano passado.

Já são mais de 280 mortos pela chuva no Rio de Janeiro. É um cenário de guerra e a chuva não cessa.

 

Foto de Vanderlei Almeida, da AFP, para a Folha

 

Enquanto ontem pela manhã contavam-se 60 mortos e 40 desaparecidos, no início da madrugada de hoje, 13, já eram mais de 280 mortos nos deslizamentos de terra e grandes enxurradas na região serrana do Rio de Janeiro, principalmente nas cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo. Os prejuízos materiais são incalculáveis. Defesa Civil, bombeiros, Marinha e Exército estão coordenando as buscas e o atendimento aos desabrigados.

Foto de Paulo Whitaker, da Reuters, para a Folha de São Paulo.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a prefeitura de Teresópolis informa que 130 pessoas morreram. A Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil dizem que são 107 mortos em Nova Friburgo, entre eles três bombeiros.

Mais de 1.000 homens dos Bombeiros, Defesa Civil e prefeituras trabalham nos regastes nas três cidades. Nove helicópteros, sendo 7 do Estado e 2 da Marinha, ajudam nas operações.

Os trechos da BR-116, entre Teresópolis e Além Paraíba, e BR-495, entre Petrópolis e Teresópolis, estão interditados. Vários pontos da BR-040 estão com tráfego em meia pista e com desvios. Na RJ-116 também há trechos atingidos por deslizamentos.

Hoje, 13, em torno das 18 horas, as vítimas passavam de 500. No entanto, estatísticas não oficiais dizem que os desaparecidos ultrapassam a cifra de 500. Já é a maior tragédia dessa natureza no País e só o prefeito de Teresópolis estima que os danos causados às obras públicas sejam maiores que 800 milhões de reais. A chuva continua, ainda que com menor intensidade e uma grande frente fria está estacionada no sudeste.

Tragédia atinge zona serrana do estado do Rio.

Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo já contam com 60 mortos, 40 desaparecidos e milhares de desabrigados. Choveu perto de 300 milímetros em 24 horas, as encostas desabaram e são incontáveis o número de casas e até prédios soterrados pela terra. Algumas partes das cidades estão inundadas e os prejuízos materiais são de monta. E o pior: chove mais nas próximas 36 horas.

Bahia: chuva demais no litoral, chuva de menos no semi-árido.

Já são quase 3 milhões de pessoas que passam por dificuldades devido a seca severa dos últimos anos em 160 cidades situadas no semiárido da Bahia. Destas, 82 já decretaram estado de emergência. A média histórica é de 353 milímetros de chuva entre janeiro e julho. Em 2010, o acumulado, até agora, está em 219 mm, apenas 62% da média esperada para o período. A informação é do portal da Metrópole FM, que também publicou a foto.

Incúria, descaso ou jeitinho brasileiro?

Todos já esqueceram a tragédia das enchentes no Nordeste. As televisões não dão notícias, grassam as epidemias, não existe água potável em muitas cidades, não iniciaram a reconstrução de casas, escolas, prédios públicos. Por enquanto, só barracas e acampamentos provisórios.

As autoridades estaduais registram, até o momento, a existência de 44.426 desabrigados (26.618 em Alagoas e 17.808 em Pernambuco), além de 57 mortos (37 em Alagoas e 20 em Pernambuco) e 69 desaparecidos (todos em Alagoas).

No total, 95 municípios foram atingidos, dos quais 28 são alagoanos e 67, pernambucanos. Embora tenha o menor número de cidades afetadas, Alagoas permanece com o maior número de municípios em calamidade pública (15, contra 12 em Pernambuco). Mais quatro cidades do estado continuam em situação de emergência. Em Pernambuco, 27 municípios pernambucanos estão nessa condição.

Seguem buscas no prédio que desabou em Salvador.

Foto Walter de Carvalho, da Agência A Tarde

O Corpo de Bombeiros de Salvador (BA) retomou, por volta das 8h20 deste domingo (18), as buscas por vítimas do desmoronamento de um prédio de sete andares, ainda em construção, no bairro Pernambués. Há duas pessoas desaparecidas. Nesta madrugada, duas crianças foram salvas e uma pessoa morreu.

De acordo com dados da corporação, parte do prédio desabou sobre uma casa que é vizinha ao imóvel. As duas crianças estavam na residência seriam irmãs. As crianças estão internadas no HGE (Hospital Geral do Estado) e estão em observação. Elas não correm risco de morte.

De acordo com a Defesa Civil de Salvador, o prédio, com 28 apartamentos, pode ter sido construído com material inapropriado, o que pode ter causado o desmoronamento. As causas do acidente ainda serão apuradas, mas as fortes chuvas que castigam Salvador também podem ter contribuído. No sábado (17), um casarão de três andares desabou no centro histórico da capital baiana.

Um homem ficou preso nos escombros do imóvel e foi retirado sem parte do braço, enquanto uma mulher morreu e pelo menos três pessoas ficaram feridas. O grupo estaria dormindo no local, considerado em “péssimas condições” pela Defesa Civil.

Fenômeno “La Niña” pode dominar na próxima década.

Os agricultores devem preparar-se para uma década de frio e pouca chuva, na qual a irrigação e o armazenamento de água serão ferramentas essenciais para manter a produtividade das lavouras. Aqueles que não se prepararem, terão grandes dificuldades em enfrentar o período de estiagem esperado. Esta é a previsão do meteorologista e fundador do Weather Channel, Joseph D’Áleo, que esteve em Gramado no 5º Encontro Analys Agricultura de Precisão. Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, o especialista afirma ainda que o fenômeno La Niña será mais frequente que o El Niño, nesta próxima década, trazendo problemas principalmente para países como a Argentina, o Uruguai e a região Sul do Brasil. Leia a entrevista na íntegra no portal Agrolink.

Secas no Cone Sul podem significar reduções na produção de soja de até 50 milhões de toneladas. Sem contar os prejuízos do hemisfério norte. Se 50% do que está anunciado for correto, a soja vai valer ouro na próxima década e até nos próximos 40 anos. Pouca chuva no Sul também pode significar redução significativa de energia hidroelétrica, fator limitante para taxas de crescimento mais alentados da economia. Os dois governos de Lula foram contemplados com chuvas regulares em todo o País. Mas o temor a um eventual apagão não deixa de tirar o sono de analistas, que afirmam que só o crescimento limitado da economia, principalmente o da crise de 2009, não gerou uma carência energética no País.

Recorde de chuvas em Salvador, com 150 ocorrências graves.

Soterramento de 3 carros, em deslizamento de barranco, felizmente sem vítimas. Foto de Marco Aurélio Martins, da Agência A Tarde.

O jornal A Tarde informou agora, às 21 horas, que a forte chuva que cai durante o feriadão em Salvador deixa os soteropolitanos preocupados. Só nos dois primeiros dias de julho, a Defesa Civil já contabilizou 120 mm de chuva, 65% da quantidade prevista para todo o mês (184,9 mm). E o pior: está prevista chuva forte para todo o domingo. Até a travessia para Mar Grande está suspensa. Até 20h, a Defesa Civil (Codesal) havia registrado 150 solicitações. A maioria foi de deslizamentos (61), seguidos por ameaças de deslizamento (21) e ameaças de desabamento de imóvel (18). Também foram registrados alagamentos e desabamentos de muro. Segundo a Codesal, há 540 áreas de risco em Salvador, onde moram cerca de 100 mil pessoas.