Produção de soja 2022/23 de Mato Grosso deve chegar a quase 43 milhões de toneladas

Levantamento aponta aumento 4,82% em relação ao ciclo anterior

A produção de soja 2022/23 de Mato Grosso caminha para um novo recorde. Segundo o levantamento semanal realizado pelo Instituto de Economia Agropecuária (Imea), a safra deve chegar a 42,82 milhões de toneladas, crescimento de 4,82% em relação ao ciclo anterior.

“A produção brasileira vem crescendo ao longo dos anos, resultando em novos recordes a cada ciclo. Internamente, os Estados vêm protagonizando suas especialidades e técnicas, gerando resultados que impactam na nossa visibilidade agronômica e relevância na produção”, avalia Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, uma das maiores empresas de fertilizantes do país.

A área de plantio deve ser mantida em 11,81 milhões de hectares. Estima-se a produtividade em 60,43 por sacas/hectare, alcançando novo recorde no estado que já é o maior produtor brasileiro de alimentos para o mundo.

Até o momento, 24% da área plantada foi colhida. O volume de chuvas no período da colheita ainda é um ponto de atenção para a qualidade das lavouras. “É necessário manter pesquisas no radar para que especialistas e suas equipes possam se adaptar às condições climáticas. Se mantivermos o ritmo de investimentos novos recordes serão batidos nas próximas safras”, finaliza Sodré.

Bahia: produção de grãos e fibras deverá superar os 13 milhões de toneladas

Produção do Oeste da Bahia cresce 28% e bate novo recorde. | Jornal O  Expresso

Soja baiana deve ter recordes de produção total e de média por hectare cultivado.

A produção de grãos na Bahia deverá superar os 13 milhões de toneladas na safra 2022/2023, um aumento de 8,5% em relação ao ciclo anterior. Já a área plantada está estimada em 3,7 milhões de hectares, indicando expansão de 3,5% em relação a 2021/2022. A produtividade média também deverá crescer 4,8%, indicando resultados de 3.477 kg/ha.

Os dados são do 5º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na análise por cultura, verifica-se que o clima registrado propiciou boas condições para o desenvolvimento da cultura de milho. A produção total do grão está estimada em mais de 4 milhões de toneladas, um significativo aumento de 20,2% em comparação ao exercício anterior. O cereal é cultivado por toda a Bahia, com diversificados perfis de manejo.

Já o algodão deverá ter uma produção de 600 mil toneladas de pluma, um aumento de 15,3% em relação à safra anterior. Na Bahia, os cultivos da fibra estendem-se pelas mesorregiões centro-sul, Vale do São Francisco e extremo-oeste.

A manutenção das condições climáticas, com precipitações regulares em janeiro, tem propiciado boas condições para o desenvolvimento da cultura, e a finalização do plantio está prevista para fevereiro.

A soja tem previsão de uma colheita de 7,48 milhões de toneladas, aumento de 2,8% em relação à safra anterior. As chuvas regulares ocorridas em janeiro foram favoráveis para o desenvolvimento da oleaginosa.

IBGE prevê safra de 302 milhões de toneladas para 2023

Colheita de milho, colheita de grãos

Foto de Wenderson Araújo. Conteúdo da Agência Brasil.

Produções de soja e milho devem alcançar números recordes no país

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (8) a estimativa de janeiro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Em 2023, a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve chegar a 302 milhões de toneladas. O número é 14,7% maior do que o resultado de 2022, o que representa um crescimento de 38,8 milhões de toneladas. A estimativa de janeiro também é mais otimista do que a feita em dezembro, que apontava safra de 296,3 milhões de toneladas para 2023.

Os números refletem duas surpresas, segundo o IBGE: os recordes de produção da soja e do milho, os principais produtos da safra brasileira. As condições climáticas do verão têm favorecido as lavouras. A soja deve crescer 23,4% em relação a 2022, com produção de 147,5 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a expectativa é de 11,2% de alta, com produção de 122,5 milhões de toneladas.

Outros produtos de peso na safra são o arroz (10,3 milhões de toneladas), o trigo (8,7 milhões de toneladas) e o algodão (6,8 milhões de toneladas). O café merece destaque por contrariar previsões anteriores de queda. A produção estimada para esse ano é de 3,3 milhões de toneladas, alta de 5,7%.

A previsão é de crescimento nas cinco regiões do país: Centro-Oeste (8,6%), Norte (11,1%), Sudeste (1,0%), Nordeste (1,8%) e Sul (38,6%). Na classificação dos estados, as maiores estimativas são para o Mato Grosso (29,3%), Paraná (14,9%), Rio Grande do Sul (13,0%), Goiás (9,2%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,8%).

Previsão CONAB: 310 milhões de toneladas

Mesmo com o clima adverso registrado durante o desenvolvimento da primeira safra, principalmente no Rio Grande do Sul, a produção de grãos para o ciclo 2022/23 está estimada em 310,6 milhões de toneladas. A nova projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quarta-feira (8) durante o 5º Levantamento da Safra de Grãos 2022/23, sinaliza um incremento de 38,2 milhões de toneladas em relação à temporada anterior.

Quando a comparação é realizada com o volume divulgado no mês passado, o resultado é um leve ajuste de 0,1%. “O início da colheita de milho e soja no estado gaúcho confirmam as previsões de queda de produtividade acentuada devido às baixas precipitações ocorridas durante o ciclo da cultura no estado.

Por outro lado, o desempenho das lavouras no Centro-Oeste foi beneficiado pelo clima favorável. Em Mato Grosso as produtividades obtidas para a soja, por exemplo, têm sido superiores às previstas”, explica o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro.

STJ prorroga afastamento de juízas envolvidas na Operação Faroeste

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou por mais um ano, nesta quarta-feira (1º), o afastamento de todas as magistradas investigadas na Operação Faroeste. A decisão, proclamada pela Corte Especial, foi tomada por unanimidade, seguindo o voto do relator, ministro Og Fernandes.

As juízas Maria da Graça Osório Pimentel Leal, Maria do Socorro Barreto Santiago, Marivalda Almeida Moutinho, Ilona Márcia Reis e Lígia Maria Ramos da Cunha Lima estão afastados de seus cargos desde dezembro de 2019.

De lá para cá, o afastamento das magistradas tem sido renovado de período em período, sempre com a argumentação de que, apesar das apurações estarem avançando, elas ainda não foram encerradas.

A Operação Faroeste investiga um esquema de venda de sentenças relacionadas a mais de 300 mil hectares de terra, especialmente na região Oeste da Bahia. Segundo as investigações, as decisões judiciais favoreciam um grupo de grileiros de propriedades liderado pelo empresário Adailton Maturino.

Bahianotícias

Chuva aumenta relatos da ferrugem da soja na safra 22/23

Como nas safras anteriores, o mês de janeiro vem apresentando rápido aumento nos relatos de ferrugem-asiática nos estados e municípios produtores de soja.

Segundo levantamento do Consórcio Antiferrugem, na safra 2022/23, há 119 relatos da doença e a ferrugem está presente em nove estados brasileiros, sendo 79% das ocorrências em lavouras comerciais na fase de enchimento de grãos.

Na mesma época, na safra passada, havia 59 relatos, porém, as condições climáticas eram diferentes – menor volume de chuvas na região Sul do País, Mato Grosso do Sul e Paraguai – o que reduziu a ocorrência da doença.

A pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, explica que a ferrugem está favorecida pelas chuvas bem distribuídas ao longo desta safra. “Em regiões em que as chuvas estão regulares, a doença é mais comum quando ocorre falhas de aplicações de fungicidas ou os fungicidas utilizados têm baixa eficiência para o controle da ferrugem”, explica Godoy.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mais de 50% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos (após R5), situação onde a doença causa menos dano. Godoy afirma que o potencial de dano da ferrugem-asiática é maior nas lavouras ainda em estádio vegetativo, floração e formação de vagens, que recebem maior quantidade de inóculo do fungo das áreas semeadas mais cedo.

“Permanecendo as condições favoráveis para a doença, as lavouras mais atrasadas irão necessitar de aplicações com fungicidas com alta eficiência para o controle da doença”, alerta. “Mesmo os produtos mais eficientes para o controle devem estar associados ao uso de fungicidas multissitios, à medida que aumenta o inóculo da ferrugem nas regiões”, comenta.

A comparação da eficiência de fungicidas registrados e em fase de registro para o controle da ferrugem-asiática vem sendo feita em experimentos em rede, realizados desde a safra 2003/2004, no Brasil. Os fungicidas são avaliados individualmente, em aplicações sequenciais, em semeaduras tardias, para determinar a eficiência de controle. Os resultados mais recentes sobre a eficiência dos fungicidas para controle da ferrugem podem ser acessados na publicação Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem- asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2021/2022: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos

Outras doenças da soja na safra 22/23 – A pesquisadora da Embrapa relata ainda a ocorrência de outras doenças nessa safra. Nas regiões do Cerrado, por exemplo, onde vem ocorrendo boa distribuição de chuvas nas semeaduras iniciais, tem-se observado alta incidência de mancha-alvo. Além disso, na região Sul, há relatos de mofo-branco nas regiões mais altas com temperaturas mais amenas e em períodos de menor precipitação a presença do oídio.

Da Embrapa Soja

Produtores devem ficar atentos ao contrato futuro

Quebra de acordo pode acarretar ações judiciais e levar, em último caso, à retenção da produção e da propriedade

Com uma expectativa de aumento de 15% na safra de grãos para o ciclo 2022/23, estimada em 312 milhões de toneladas, o Brasil poderá registrar a maior safra da história, segundo dados da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Otimista com a produção e satisfeito com os valores mais atrativos das commodities agrícolas, muitos agricultores apostam no mercado futuro junto a revendas e cooperativas por meio de contratos.

O contrato futuro é uma prática tradicional no setor que garante o recebimento de um valor fixo na hora de entregar a produção, independente do preço do dia. Contudo, a prática requer alguns cuidados. Ao firmar um contrato futuro, tanto produtor como cerealistas ou cooperativas precisam estar alinhados na hora de concretizar a negociação, como afirma Ricardo Costa Bruno, advogado e sócio do Martinelli Advogados.

“O produtor precisa avaliar os riscos, uma vez que a agricultura é uma empresa a céu aberto, podendo ser influenciada por intempéries ou mesmo pelo mercado”. Os contratos futuros, explica o advogado, são baseados em quantidade, qualidade da produção e preço. Ao firmar um acordo, o contratante estabelece parâmetros e o produtor, ao assiná-lo, terá que cumprir as determinações. “É preciso que o produtor fique atento e verifique se terá ou não condições de cumprir o que determina o contrato”, observa Costa Bruno.

O advogado salienta que a Justiça é muito clara a respeito de que o contrato, assinado pelas partes, precisa ser cumprido. Caso o produtor não tenha condições de arcar com o acordo, seja por quebra de safra ou baixa qualidade da produção, ele terá que renegociar com a cooperativa ou cerealista se pode, entre as alternativas, pagar a dívida nos próximos ciclos.

Em situações de não concordância com os valores do produto na hora da entrega da produção – por exemplo, uma alta expressiva dos preços das commodities –, a Justiça ordena que o produtor disponibilize o combinado no preço estabelecido em contrato. Caso isso não aconteça, o comprador pode acionar o Judiciário para obter a produção acordada contratualmente. Além disso, ressalta o advogado, o produtor pode levar uma multa pela inadimplência e, em último caso, ter até a propriedade penhorada.

Acordos

“Importante destacar que o contrato faz lei entre as partes. Por isso, deve ser analisado pelos interessados se o que foi acordado está fielmente transcrito no instrumento contratual. Uma vez assinado o contrato, as obrigações ali previstas precisam ser cumpridas e os direitos, exercidos”, sustenta Ricardo Bruno.

Safra de grãos na Bahia é 8,2% maior em 2022. Soja é destaque.

Segundo a SEI foram colhidas 11,4 milhões de toneladas, resultado de uma área plantada de 3,38 milhões de hectares

A produção de cereais, oleaginosas e leguminosas da Bahia fechou 2022 com crescimento de 8,2% frente a 2021, registrando novo recorde. O estado colheu 11,4 milhões de toneladas, de acordo como o décimo segundo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE.

Os dados baianos são apurados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

A produção baiana é fruto de uma área plantada de 3,38 milhões de hectares, uma expansão de 5,5% na comparação anual. A produtividade média nas lavouras de grãos ficou em 3,36 toneladas/hectare.

Principal cultivo de grão no estado, a soja registrou safra de 7,2 milhões de toneladas, o que corresponde a 6% acima do verificado em 2021.

A oleaginosa – que tem peso forte na pauta de exportações – atingiu recorde pelo terceiro ano consecutivo. A área plantada no estado é estimada em 1,8 milhão de hectares (7,2% superior ao observado em 2021). Foi apurada uma produção de algodão (caroço e pluma) de 1,35 milhão de toneladas, alta 6,4% em relação a 2021. A área plantada com a fibra (290 mil hectares) superou em 8,3% a do ano passado.

As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, somaram 2,84 milhões de toneladas, que representa uma expansão de 13,6% na comparação anual. Com relação à área plantada (700 mil hectares), o IBGE aponta uma expansão de 4,5% em relação à da safra passada. Já a lavoura do feijão totalizou 244 mil toneladas, representando avanço de 28,9% na comparação com a safra de 2021.

IBGE projeta safra recorde de 296,2 milhões de toneladas para este ano.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pesquisa divulgada pelo Instituto prevê aumento de 12,6% em relação à safra estimada em 2022. Principal destaque é a soja

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima aumento recorde de 296,2 milhões de toneladas na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas para este ano. A pesquisa do instituto se trata do terceiro prognóstico para o ano de 2023, que prevê um crescimento de 12,6%, o equivalente a 33,1 milhões de toneladas a mais em relação à safra estimada em 2022 (263,2 milhões de toneladas).

Essa projeção é 0,8% superior ao segundo prognóstico feito pelo órgão, divulgado em dezembro, o que representa 2,2 milhões de toneladas a mais. O principal destaque é a soja, com crescimento previsto de 24,1%, o que representa 28,8 milhões de toneladas a mais.

O doutor em teoria econômica e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, analisa que o forte crescimento do setor está ligado a políticas acertadas de anos anteriores e que estimulam, principalmente, o investimento.

“Isso, podemos olhar numa perspectiva de um caso muito maior, quando pegamos da década de 1970 para cá. Ou seja, algo por volta de 50 anos de políticas bem sucedidas direcionadas ao setor agropecuário. E, podemos focar, também, nas políticas mais focadas nas últimas duas décadas, como políticas de crédito, investimento em pesquisa, assistência técnica e infraestrutura”, explica o pesquisador do Ipea.

José Eustáquio Ribeiro também observa o crescimento da iniciativa privada nos investimentos do setor agropecuário nas últimas décadas. O economista afirma que o papel do Estado é importante na elaboração dessas políticas, mas o aumento do investimento do mercado privado no setor é importante para o aumento e consolidação dessas medidas.

“Quanto mais você oferta crédito, você estimula o investimento e o investimento aumenta a produtividade. Quando você oferta seguro, se você tem uma quebra de safra, você minimiza as flutuações do investimento. Logo, você também minimiza as flutuações no crescimento da produtividade. Quando você investe em pesquisa, você está investindo em novos conhecimentos, que também interfere na produtividade”, observa José Eustáquio Ribeiro.

Destaques e quedas

Outros insumos que também entram na lista de destaque são o milho, na primeira safra, com aumento de 16,2% (4,1 milhões de toneladas), e na segunda safra estima-se um crescimento de 2,5% (2,1 milhões de toneladas); o algodão herbáceo em caroço, o qual espera-se um crescimento de 53 mil toneladas (1,3%); o sorgo, com 150 mil toneladas (5,3%); e a primeira safra do feijão, com 40 mil toneladas (3,7%).

Já em relação às quedas, espera-se uma diminuição na safra do arroz, com redução de 3,4% ou 360 mil toneladas a menos; da segunda safra de feijão (-9,9% ou 132 mil toneladas a menos); da terceira safra de feijão (-1% ou 6 mil toneladas a menos); e o trigo (-16,2% ou 1,6 milhão de toneladas a menos).

Fonte: Brasil 61

Ao assumir Agricultura, Fávaro cita conciliação e sustentabilidade.

Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Carlos Fávaro

Foto de José Cruz – Conteúdo da Agência Brasil

Transmissão do cargo ocorreu hoje, na Embrapa

O ministro recém-empossado da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assumiu hoje (2) a pasta com um discurso de conciliação com o agronegócio, mas conclamando as lideranças do setor a se engajarem no combate à fome e na proteção ao meio ambiente.

“Quantos brasileiros não puderam almoçar hoje? Esse é o grande desafio desse novo governo”, afirmou Fávaro no início da cerimônia de transmissão de cargo, ainda antes de cumprimentar os presentes. Ele afirmou que o momento é de união em prol desse objetivo, “independente do que passou”.

Fávaro disse ainda que uma de suas maiores missões é “pacificar o agronegócio” com lideranças que queiram o bem da agropecuária, do produtor rural, da população e que queiram combater a fome. Segundo o novo ministro ainda há brasileiros que lutam para ter três refeições por dia.

A fala de Fávaro faz um aceno às lideranças do agronegócio que fizeram oposição à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apoiar seu adversário, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que não conseguiu se reeleger. O novo ministro é produtor de soja e já foi vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil.

Ainda em tom conciliatório, Fávaro elogiou as gestões de todos os seus antecessores desde 2002, incluindo os ministros que ocuparam a pasta no governo Bolsonaro – Tereza Cristina e Marcos Montes –, citando ambos nominalmente.

Contudo, ele não poupou críticas a outras áreas da administração anterior, como por exemplo a preservação do meio ambiente e o aumento do desmatamento observado nos últimos anos.

“O Brasil se tornou pária mundial no que diz respeito ao desmatamento, ao meio ambiente, à condição de produzir com sustentabilidade. Esse é o maior desafio, reconstruir pontes com a comunidade internacional. Não porque eles querem, mas porque se faz necessário”, disse Fávaro.

O ministro acrescentou que uma de suas providências nesse sentido será a valorização da ciência e a recuperação de pastagens degradadas, que segundo dados citados por ele corresponderiam a cerca de 40 milhões de hectares. Com isso, seria possível aumentar a área de cultivo sem incremento no desmatamento, disse.

“Isso não será uma retórica ou simples discurso. Nós iremos abrir a porta para o crescimento sustentável da produção brasileira”, afirmou Fávaro antes de encerrar seu discurso, que ocorreu no auditório da Embrapa, empresa pública de pesquisas na área agropecuária que o novo governo promete fortalecer.

Estiveram presentes na cerimônia diversos parlamentares ligados à produção rural e outras autoridades como o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é do Mato Grosso, mesmo estado onde Fávaro fez carreira política e pelo qual se elegeu senador, apesar de ter nascido no Paraná.

O ministro da Agricultura anterior, Marcos Montes, não compareceu à cerimônia de transmissão de cargo, tendo sido representado pelo ex-secretário-executivo da pasta, Márcio Eli Almeida.

 

Plante que o João garante!

Arroz com Feijão ou Vice-Versa | Panela de Vó

Um saco de feijão carioca, da melhor qualidade (nota 8,5) está valendo R$387,50 no Oeste baiano. Isto significa R$6,45 o quilo, antes da passagem pela peneira densimétrica, separação de bandas, embalagem e enfardagem, sem a margem, fretes e impostos do distribuidor e do varejista.

Resultado: para o consumidor isso significa que custará mais de R$12,00 ao consumidor. Uma família média consome meio quilo por dia.

Se houvesse um governo preocupado com a alimentação das camadas mais vulneráveis da população, estaria incentivando a imensa área irrigada do Oeste a plantar feijão, reduzindo os preços para menos da metade. Como fez o Governo Figueiredo. Lembram do eslogan “Plante que o João Garante”?

Safra 20/21: Produtividade e qualidade do algodão crescem na Bahia

Colheita completa primeiro mês e estimativa é de 317,3 arrobas por hectare: primeiras amostras atestam “qualidade premium” do produto

O Centro de Análise de Fibras da Abapa (Luís Eduardo Magalhães) divulgou o resultado das primeiras amostras do algodão da Bahia colhido nesta safra e a classificação por HVI atesta “qualidade premium” do produto.

A colheita começou no estado dia 28 de maio e as expectativas são muito boas, já que durante todo o ciclo da planta foi percebido um clima favorável, marcado por chuvas regulares. O resultado disso, somado à tecnologia aplicada nos cultivos, é uma produtividade estimada em 2% superior à auferida na safra passada.

Cerca de um mês depois de iniciada a colheita, os números apontam para uma produtividade de 317,3 arrobas por hectare de algodão em capulho ou 1.951,4 quilos por hectare de algodão em pluma.

A produção total está estimada em 520.363 toneladas de algodão em capulho, para uma área plantada de 266.662 hectares. Atualmente, cerca de 97% da produção total de algodão da Bahia sai da região Oeste.

“Em pouco mais de 20 anos, o Brasil deixou de ser o segundo maior importador de pluma do mundo para se tornar o segundo maior exportador.

Perdemos em volume de oferta para o mercado externo apenas para os Estados Unidos, mas isso é algo que deve mudar dentro de alguns anos”, comenta Luiz Carlos Bergamaschi, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), apresentados no início do mês de junho, indicam que a produção da pluma, na Bahia, deve ser 13% menor neste ciclo, com retração de área plantada em 15%. A maior rentabilidade relativa de outros commodities da região, como soja e milho, é a principal razão para o recuo.

“Uma redução de área e produção, quando olhada sem uma análise conjuntural, pode parecer algo ruim. Mas, no caso do algodão brasileiro, e, em especial da Bahia, isso reflete a sustentabilidade e a maturidade da nossa matriz produtiva, que é variada e balanceada em função do mercado. Além disso, a Bahia faz apenas uma safra, o que torna a decisão de plantio ainda mais acurada”, defende Luiz Carlos Bergamaschi, que prevê que os bons números da safra que vem sendo colhida impactem positivamente nas pretensões de plantio dos agricultores baianos para o ano que vem, e estima em 5% o aumento da área destinada ao algodão para 2021/2022 no estado.

“A qualidade do algodão da Bahia já é reconhecida em todo o mundo. Nossa produção é cada vez mais sustentável, em um desenho que procura o equilíbrio entre os aspectos econômico, ambiental e social. Isso se soma ao emprenho do agricultor e também de pesquisadores que incorporam tecnologia ao cotidiano do trabalho do campo. É todo um ciclo eficaz que, com o apoio do governo do Estado, vem mostrando resultados”, diz João Carlos Oliveira, secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia.

O Governo do Estado e a SEAGRI colaboram, dentre outras frentes, com a criação e manutenção de estradas vicinais para o escoamento das produções e circulação dos trabalhadores e das populações. Faz isso direcionando máquinas pesadas (motoniveladoras, pás carregadeiras, rolos compactadores, escavadeiras hidráulicas etc.) para os consórcios públicos rodoviários e maquinas menores (como tratores de 75cv, grades roçadeiras, reboques etc) para associações comunitárias e prefeituras. Isso além de todo o apoio técnico e estratégico proporcionado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura.

“O governo da Bahia também contribui com a lei Nº 7.932, de 19 de setembro de 2001, que institui o Programa de Incentivo à Cultura de Algodão – Proalba. O programa concede crédito presumido de até 50% (cinquenta por cento) do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, incidente sobre o valor de comercialização do algodão”, conclui o secretário João Carlos Oliveira.

O Sal da Semana. Poucas e boas daqui e d’acolá.

Negacionistas na maior empresa.

O Sobrenatural de Almeida ataca, agora na Petrobras. Segundo os sindicatos dos engenheiros e petroleiros, o Departamento Médico da empresa vem receitando o “Kit Covid” para os funcionários. Com um general no comando e a influência do “Cavaleiro da Porca Alice”, estão sacrificando os funcionários da maior empresa do País com remédio para maleita e para vermes. Valha-me Nossa Senhora da Bicicletinha!

WW aparece e ganha audiência secreta.

Wilson Witzel, mesmo com um habeas embaixo do braço, foi à CPI do Genocídio, confirmou a pressão sob o porteiro do condomínio “Morrendas da Barra”, onde residem vários milicianos de escol, um deles proprietário de 116 fuzis. O ex-juiz parcial de Curitiba, hoje auto-exilado Sérgio Moro participou do crime. O porteiro dizia que no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco o motorista dos atiradores pediu para ser anunciado na casa do então deputado federal Jair Messias. Witzel ganhou uma audiência secreta para falar sobre o assunto.

Deu ruim

Carlos Wizard, eminência parda da República e financiador de campanhas de extrema-direita, tentou obstar a quebra dos seus sigilos telemáticos e financeiros. A ministra Rosa Weber, do STF, não concordou com a sua petição.

Terraplanistas

A CPI do Genocídio já marcou os depoimentos de Osmar Terra e Filipe Martins. Imperdíveis.

O verdadeiro preço do “Grilo”.

Homem morre após ficar 'soterrado' em silo de soja na região da Coaceral - Portal do Cerrado

Hoje um agricultor me esclareceu. O gigantesco grilo de terras da região da Coaceral tem valores mais altos do que venho divulgando. São 366.000 hectares de terra que por baixo valem 200 sacas de soja por hectare.

Sem contar as edificações e a parte mais cara, a correção de solo.

A R$150,00 a cotação da saca, no soja balcão, a conta sobe para 10,98 bilhões de reais, assim com B de batata como costuma dizer o Coroné Ciro. Os mentores e operadores enquadrados na Operação Faroeste chegaram a movimentar um pouco mais de R$1,2 bilhão.

Forte esquema investigativo.

Amanhã a Segurança Pública da Bahia, Polícia Federal e membros do Ministério Público, baiano e federal, baixam em peso em Barreiras e Região para investigar os últimos passos da Operação Faroeste. A Operação Faroeste entra em sua 2ª Onda depois da prisão de desembargadores, juízes e advogados.

Pelo que se diz, o crime de assassinato não permanecerá impune.

Posando com fuzil

Além de hastear as bandeiras, nos mastros eretos, e posar ao lado de extremistas com fuzis em riste, o que veio fazer em Luís Eduardo Magalhães o deputado federal Eduardo Bolsonaro, conhecido também como Dudu Bananinha. A base eleitoral do dito cujo está no mínimo a 1.700 kms de Luís Eduardo, em São Paulo.

A fome ronda 20,7 milhões de brasileiros, segundo IBOPE e UNICEF

De acordo com pesquisa do UNICEF, cerca de 86 milhões de brasileiros viram o rendimento de seus domicílios diminuir desde o início da crise causada pelo avanço da Covid-19

Desde o início da pandemia, em março de 2020, mais de 20,7 milhões de brasileiros deixaram de comer porque não havia dinheiro para comprar mais comida. Esse é o drama vivido por famílias que sofrem com a insegurança alimentar. Os dados constam em pesquisa do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF). Ainda de acordo com o levantamento, 5,5 milhões de brasileiros que moram com crianças ou adolescentes deixaram de comer por dificuldade financeira.

Segundo a especialista do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), Elisabetta Recine, o grau de insegurança alimentar varia de leve a grave, quando se observa o quadro desde o temor de faltar alimento para os próximos dias, até a situação real de que a pessoa deixou de realizar uma refeição.

 “A insegurança alimentar grave é quando as pessoas em geral tiveram que pular refeição, não comeram o suficiente, enfim, passaram fome, inclusive as crianças. Esse é o grau mais elevado de insegurança alimentar. Logicamente, quando você tem um impacto no peso e na altura, principalmente de crianças, é porque elas sofreram situações agudas ou crônicas de insuficiência alimentar”, pontua.

Leia a íntegra da matéria no portal Brasil 61

Veja outros links em que abordamos o mesmo tema:

Cesta básica do brasileiro surfa a onda dos preços altos durante a pandemia.

Não bastasse as altas do arroz, das carnes, dos derivados de milho, dos ovos, agora é o feijão que encontra forte avanço nas cotações.

As safras de inverno no Centro Oeste, irrigadas, não foram significativas e em Cristalina e Unaí, grandes municípios produtores, o carioca já é encontrado por R$275,00.

Especialistas avaliam, no entanto, que o feijão pode chegar a R$300,00 ainda em outubro, R$5,00 por quilo antes do beneficiamento, o que significa bem mais de R$8,00 na gondola do supermercado.

A alta já é maior que 45% em relação aos preços de setembro de 2019.

A previsão é de que os preços se mantenham durante a estação das águas, quando o plantio (fungos e bactérias) e a colheita são mais arriscados para o produtor.

Em 1981-1982, quando o feijão encontrou seu recordes em preços históricos – até 300 dólares a saca, a cultura foi responsável pela introdução de uma forte agricultura irrigada. Se o produtor tivesse uma semente de boa qualidade na tulha, podia plantar com um custeio de menos de 2 sacas por hectare. E os equipamentos de irrigação mais caros não custavam mais que 1.200 dólares por hectare.

Comissão da Câmara Federal debate manutenção de florestas e agropecuária sustentável

A Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta quarta-feira (16) para debater os instrumentos fiscais e creditícios para uso sustentável, conservação e recuperação de floresta e agropecuária sustentável.

Foi convidado para discutir o tema o autor do estudo “Investimentos de Impacto na Amazônia”, da SITAWI Finanças Sustentáveis, Cristóvão Albuquerque. E ainda representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura; do Centro de Cidadania Fiscal; e do BNDES Finem Meio Ambiente.

O tema da reunião faz parte do plano de trabalho para 2019, que estipulou a realização de 12 audiências públicas, visitas externas às áreas críticas da Floresta Amazônica afetadas por queimadas e reunião com o Parlamento Amazônico. O plano também estabeleceu a participação dos integrantes na Conferência do Clima (COP-25), no Chile, e na Cúpula da Ação Climática da ONU, em Nova York. 

A audiência ocorrerá no plenário 7 da ala Alexandre Costa, no Senado, a partir das 14h30.

O evento será transmitido ao vivo pela internet. Os interessados poderão participar enviando perguntas e sugestões aos convidados. Clique aqui e participe.

Nota da Redação: 

Manutenção de Florestas, agropecuária sustentável e preservação de rios e mares não pode ser reduzida a mero confronto político como parecem desejar Governo e Oposição. Preservar deve ser meta de todos, esquerda, direita, centro, negros, brancos, índios, garimpeiros e exploradores de madeira.

Custa menos ao garimpeiros e madeireiros fazer a exploração sustentável do que andar correndo, como bicho, de entidades de repressão. É só uma questão de inteligência.

Só pessoas de parcos recursos culturais elegem o confronto como o ideal para desenvolver suas atividades econômicas.

O Brasil pode ganhar de novo com o acirramento da guerra comercial EUA x China

Brasil agora tem mercado certo para a carne suína e consumo interno de soja e milho tende a aumentar.

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que ontem teve um novo e violento lance, tem impactado de forma direta o agronegócio brasileiro, já que as restrições impostas mutuamente pelos dois países abriram espaço para a venda de grãos do Brasil para os chineses.

Mesmo com a redução do consumo de soja e milho chinês, o arroubo de Trump, sobretaxando novamente importações chinesas, pode ajudar o Brasil novamente. As bolsas caíram, o dólar escalou para R$4,13 e o dinheiro volátil se voltou para os portos seguros do ouro e da moeda americana.

A soja e o milho norte-americanos devem ocupar nichos de negócios no Mercado Comum Europeu caso a questão ambiental torne os produtos brasileiros indesejados na Europa.

Por seu turno, a China anunciou nesta sexta-feira que vai impor uma tarifa extra de 5% sobre a soja dos EUA a partir de 1º de setembro e taxas adicionais de 10% sobre trigo, milho e sorgo dos EUA a partir de 15 de dezembro, nas últimas medidas retaliatórias de Pequim contra Washington.

A China também cobrará tarifas extras de 10% sobre a carne bovina e suína dos EUA a partir de 1º de setembro, de acordo com lista publicada pelo Ministério do Comércio em seu site.

Expectativas positivas para o Brasil

A expectativa é que os produtores brasileiros continuem expandindo a produção de soja e milho, segundo Tarso Veloso, diretor da consultoria ARC Mercosul, especializada no mercado agrícola.

“Os Estados Unidos estão com estoque recorde de soja, que não foi vendido para os chineses. Com o maior comprador de soja do planeta evitando seu produto, o baque é muito grande”, afirmou o analista, que vive em Chicago.

Devido principalmente à demanda chinesa, o Brasil exportou em 2018 um volume recorde de quase 84 milhões de toneladas de soja em grão. Para este ano, segundo Veloso, a projeção é que o volume exportado de soja fique pouco abaixo de 70 milhões de toneladas.

Embora a China continue comprando grãos do Brasil, um outro fator – que não está ligado à guerra comercial – está reduzindo a demanda dos chineses por soja.

A febre suína africana, um vírus altamente contagioso, está dizimando criações de porco na China, país que é responsável por mais da metade da quantidade global de porcos e também o maior consumidor de carne suína do mundo. A China está lutando para conter a doença, que se espalhou para todas as partes do país desde agosto do ano passado.

Para o Brasil, Veloso explica que o abatimento de porcos chineses tem mais de um efeito: a demanda por suínos brasileiros aumenta, mas cai a compra de soja – já que boa parte do produto tem como destino virar farelo para alimentar os porcos.

“O país vai expandir a produção de suínos para exportar para a China e isso deve elevar o consumo interno de soja, o que vai acabar compensando a queda nas compras dos chineses”, disse Veloso.

Em relação ao câmbio, o analista diz que os produtores brasileiros – que preferem um real desvalorizado para que o produto fique mais barato lá fora – estão se protegendo, com operações no mercado futuro, para um cenário de valorização do real. Eles acreditam que a moeda brasileira vai se fortalecer, caso a agenda de reformas, começando pela Previdência, avance no Congresso.

Ontem a soja estava cotada no Oeste baiano a R$72,50, com movimento altista maior que 2% em relação ao dia anterior.

Com informação da BBC, Notícias Agrícolas, Agrolink e AIBA.

Agronegócio pegou o fio desencapado e sentiu o choque das bobagens de Bolsonaro

O ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi,  acionista da Amaggi, maior trading do agronegócio de capital nacional, alertou para os riscos ao agronegócio da política de Jair Bolsonaro em relação ao Meio Ambiente.

Para Maggi, o governo Bolsonaro está “uma verdadeira confusão”. “O governo não fez nenhuma mudança aqui internamente, não facilitou a vida de ninguém, no entanto estamos pagando um preço muito alto. Acho que teremos problemas sérios. Não tem essa que o mundo precisa do Brasil. Talvez precisem dos agricultores brasileiros em outros países, mas somos apenas um “player” e, pior: substituível. O mundo depende de nós agora, mas daqui a pouco se inverte e ficamos chupando dedo”, disse ele em entrevista ao Valor Econômico.

O ex-ministro chama a atenção para a cláusula do acordo do Mercosul-UE que permite que a Europa barre importações do Brasil. “Essas confusões ambientais poderiam criar uma situação para a UE dizer que o Brasil não estaria cumprindo as regras. E não duvido nada que a gritaria geral que a Europa está fazendo seja para não fazer o acordo. A França não quer o acordo”, acrescentou.

Eduardenses estão bebendo água contaminada por agrotóxicos, assim como em mais 10 municípios da Região.

Após revelação de testes realizados entre 2014 e 2017, que apontaram água contaminada em cidades de todo o Brasil, temos péssimos resultados em 11 grandes municípios do Oeste baiano. Oito dos agrotóxicos descobertos na água são associado(s) a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos. Acesse o mapa dos principais agrotóxicos contaminantes clicando aqui

A notícia da contaminação da água em Luís Eduardo pode ser ainda mais trágica. Como aqui só é fornecida água do lençol freático profundo, pode se concluir que o Aquífero Urucuia, a segunda maior reserva de água do País, esteja também contaminado.

O mesmo nível de contaminação foi observado em São Desidério, Barreiras, Formosa do Rio Preto, Mansidão, Cotegipe, Baianópolis, Santana e Riachão das Neves. Em Correntina e Catolândia nunca foram realizados os testes.

Em municípios vizinhos, como Taguatinga, que se servem das águas brotadas nas veredas, filtradas dos grandes chapadões, a água potável está contaminada por 27 agrotóxicos.

Por Pedro Grigori | Agência Pública/Repórter Brasil, com edição de O Expresso.

Os números da tragédia

O brasileiro nunca consumiu tanto agrotóxico quanto hoje. O número de produtores que usam pesticidas na plantação cresceu 20% em 10 anos, segundo o IBGE, enquanto a aprovação para comercialização dos químicos subiu 135% em uma década, conforme mostrado nos novos registros publicados pelo Ministério da Agricultura. Apenas este ano, a pasta aprovou 169 novos produtos agrotóxicos e publicou a liberação de outros 197 registros.

Hoje são 2.263 produtos agrotóxicos no mercado, e um uso anual de mais de 500 mil toneladas, segundo o Ibama. Os venenos podem entrar no corpo por meio de contato com a pele, mucosa, pela respiração e pela ingestão. O risco é crescente devido à dificuldade em retirar os pesticidas dos alimentos e até mesmo da água.

Segundo pesquisadores consultados pela reportagem, ainda não há no mercado métodos que retirem totalmente o agrotóxico da água – o que reforça a importância de as autoridades monitorarem a qualidade da água.

Já no caso dos alimentos, deixar os produtos de molho na água sanitária, bicarbonato de sódio ou vinagre pode ajudar a retirar os tóxicos impregnados nas cascas – mas a medida não tem efeito nos casos em que o veneno (sistêmicos) chega à parte interna do produto.

Segundo dados do Ministério da Saúde dentro do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), mais de 1.300 cidades encontraram resíduos de agrotóxicos na água que sai das torneiras em medições feitas entre 2014 e 2017. Embora a maioria esteja abaixo do limite legal permitido no Brasil, não existem estudos sobre o potencial da mistura de diferentes agentes químicos.

O levantamento também descobriu que dentre os 5.570 municípios brasileiros, 2.931 não realizaram testes na sua água entre 2014 e 2017.

A maioria dos filtros encontrados no mercado, como o de barro, não têm capacidade de retirar os agrotóxicos. “Uma vez que o pesticida chega na água, ainda não se tem um processo bem substanciado e que garanta que o cidadão possa usá-lo para fazer a purificação”, diz o professor Antônio da Hora, que ministra disciplina de Recursos Hídricos no Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O motivo são as transformações sofridas pelo pesticida. “Quando o princípio ativo cai na água de um rio, que pode servir de fonte de abastecimento, as moléculas sofrem vários processos químicos e microbiológicos. A degradação se dá via luz do solar, além da oxidação, e a molécula produz outros compostos, chamados de subprodutos. Um agrotóxico pode ter um, dois, três ou até mais subprodutos”, explica a professora e pesquisadora do Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina Maria Josefá Yabe.

Porém, o professor de Recursos Hídricos da UFF Antônio da Hora informa que a população não precisa entrar em pânico sobre a presença de pesticida na água. “Não vejo esse sintoma a nível nacional. Talvez em uma região pontual ou outra, próximas às áreas de produção [agrícola]. Se você vê as resoluções do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que dão o limite máximo de agrotóxico na água, vemos que estamos bem abaixo”, explica.

De acordo com dados do Sisagua, 0,3% de todos os casos de pesticidas detectados na água entre 2014 a 2017 ultrapassaram o nível considerado seguro para cada substância, de acordo com o limite legal brasileiro. Os limites brasileiros, porém, são inferiores aos europeus. Do total de torneiras brasileiras contaminadas, 12% estavam acima do limite considerado seguro na União Europeia.

Água engarrafada

Segundo especialistas, nem mesmo a água mineral seria totalmente segura, pois o recurso é retirado de mananciais subterrâneos ou nascentes, que não deixam de ser suscetíveis a contaminação. Entretanto, no caso de água mineral engarrafada, o produto precisa passar por uma avaliação criteriosa antes de chegar ao mercado. A cada três anos as empresas precisam apresentar à Anvisa uma análise completa da mercadoria.

Resolução nº 274 de 22 de setembro de 2005 da Anvisa, que regulamenta a venda de águas envasadas e gelo no Brasil, define limites máximos permitidos das substâncias químicas que representam risco à saúde, inclusive de agrotóxicos. O glifosato, por exemplo, tem como tolerância 500 micrograma por litro.

Porém, um novo fabricante que pretenda vender água mineral não precisa passar por um processo de registro para colocar o produto no mercado, basta comunicar o órgão de vigilância local sobre o início da fabricação. “Para as águas envasadas, o foco das ações sanitárias está no controle pós-mercado, quando já estão em comercialização. Ressalta-se que todo estabelecimento que exerce atividade na área de alimentos deve ser inspecionado e licenciado pela vigilância sanitária local”, informou a Anvisa à reportagem.
A fiscalização do produto pode ocorrer durante a realização de atividades programadas ou como resultado denúncias, diz a agência fiscalizadora.

Cuidados que podem ser tomados com os alimentos em casa

Diferentemente da água, há modos simples de retirar os agrotóxicos impregnados em alimentos. A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem um guia na página oficial onde dá recomendações, mas destaca que os métodos não surtem efeito nos casos em que o pesticida são absorvidos para a parte interna do alimento.

Na página, a agência ligada ao Ministério da Saúde recomenda “adquirir alimentos orgânicos ou provenientes de sistemas agroecológicos, assim como os chamados alimentos da ‘época’ (safra), que costumam receber, em média, carga menor de agroquímicos”. O guia explica que os pesticidas podem ser classificados em dois modos de ação, os sistêmicos e de contato. O primeiro grupo atua no interior das folhas e polpas, penetrando nelas. Já os de contato agem, principalmente, nas partes externas do vegetal, embora uma quantidade possa ser absorvida pelas partes internas. Com isso, lavar e retirar as cascas e folhas contribuem para a retirada de parte dos pesticidas, porém são incapazes de eliminar aqueles contidos no interior do alimento.

Os produtos sistêmicos são preferidos por muitos agricultores, e são usados principalmente quando a necessidade de atingir o alvo (erva daninha, fungo ou praga) é maior. O produto também rende mais. Enquanto é necessário mais de 70 gotas por centímetro quadrado de um fungicidas de contato, a quantidade usada do sistémico varia entre 30 e 50 gotas.

A Anvisa indica a imersão prévia dos alimentos por 20 minutos em água com hipoclorito de sódio (água sanitária), que pode diminuir também a contaminação por germes e micróbios.

Segundo a a professora Maria Hosana Conceição da Faculdade de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB), o ideal é usar a água sanitária tradicional, ou seja, que contém apenas hipoclorito de sódio. Isso porque há diferentes versões com elementos que podem fazer mal à saúde.

“O hipoclorito de sódio é um bom oxidante, auxilia na preservação do alimento que vai ser consumido in natura e na retirada dos agrotóxicos que não penetram no fruto. Com isso, os pesticidas concentrados na casca são minimizados”, explica a professora Maria Hosana Conceição da Faculdade de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB). A professora destaca que o cloro é prejudicial a saúde humana, por isso depois de deixar o alimento de molho é necessário lavá-lo com água corrente para retirar totalmente os resíduos.

Além disso, a especialista indica também a utilização do bicarbonato de sódio. “É um produto que vai proteger o alimento e pode reagir com alguns agrotóxicos que não penetram o fruto, diminuindo a exposição alimentar. E o bicarbonato tem uma base fraca. Usado até mesmo para minimizar a acidez do estômago, ele não traz o risco à saúde que consumir o cloro traz. Não vai danificar o alimento e ainda minimiza o risco de exposição aos pesticidas”, pontua.

Projetos promissores

Com o avanço da tecnologia, produções científicas estão sendo desenvolvidas no Brasil e no mundo para tentar acabar totalmente com a contaminação causada por agrotóxicos nos alimentos e nos líquidos ingeridos.
Um desses projetos é o GlyFloat, uma espécie de filtro-boia com microrganismos programados biologicamente para degradar resíduos de glifosato, o agrotóxico mais utilizado no Brasil, com mais de 173 mil toneladas vendidas apenas em 2017.

O projeto é da Equipe de Biologia Sintética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um jovem time de 17 alunos dos cursos de Biotecnologia, Biologia, Engenharia Física e Design de Produto com média de idade entre 20 e 22 anos.

O GlyFloat é um projeto da equipe de Biologia Sintética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

A estudante de biotecnologia Deborah Schafhauser, 22 anos, explica que a ideia do projeto surgiu quando eles perceberam a dificuldade que as estações de tratamento de água tinham para retirar o glifosato no Rio Grande do Sul. “Vimos a oportunidade de alinhar o nosso conhecimento com as ferramentas que tínhamos dentro da universidade para criar o produto”, explica.

O projeto consiste em utilizar uma bactéria isolada da espécie Escherichia coli da linha K12 – que habita naturalmente no intestino de humanos e de alguns animais. Trata-se de uma das bactérias mais utilizadas na bioengenharia e microbiologia industrial.

“Identificamos que o metabolismo dessa bactéria possui a capacidade de degradar o glifosato. Então, o objetivo do projeto é fazer com que a bactéria sinta necessidade de degradar o herbicida e assim conseguimos removê-lo da água”, explica. A bactéria é colocada dentro de um filtro. “Elas ficaram fixas no filtro, que vai ficar um rio ou estação de tratamento, como uma boia”, completa.

Arquivo UFRGS

O grupo vai participar do International Genetically Engineered Machine, uma das maiores competições de biologia sintética mundial

O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas em outubro deste ano ganhará o mundo em uma das maiores competições de biologia sintética do planeta, o International Genetically Engineered Machine, a Competição Internacional de Engenharia de Sistemas Biológicos, em Boston. Para bancar a viagem aos Estados Unidos e os custos do projeto, a equipe fez uma campanha de financiamento coletivo pela internet, onde conseguiram arrecadar cerca de R$ 32 mil.

“Após a competição, continuaremos as discussões sobre o futuro do projeto. Gostaríamos de aplicar no mercado, levar as companhias de saneamento e assim tentar fazer o projeto chegar à população. Mas antes disso estamos focados em identificar os pontos a serem concluídos para entregar o melhor material”, conclui Deborah.

Líder da bancada do campo na Câmara se revolta contra filhote desbocado

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, repreendeu os líderes do governo no Congresso e na Câmara, Joice Hasselmann (PSL-SP) e Vitor Hugo (PSL-GO), nesta terça-feira (2).

O jornal “O Globo” presenciou a cena, que aconteceu no café da Câmara. Ao passar por Joice e Vitor Hudo, Moreira falou revoltado sobre o tuíte de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

Flávio escreveu “Quero que vocês se explodam”, em resposta a uma nota de repúdio do grupo terrorista Hamas à abertura de um escritório de negócios pelo governo brasileiro em Jerusalém. Flávio apagou o tuíte logo em seguida.

“Chega! Chegamos ao limite! Não dá mais! Acabou a paciência!”, disse Alceu Moreira, em tom de enfrentamento, segundo “O Globo”.

De acordo com o jornal, Joice e Vitor Hugo ainda tentaram acalmar o presidente da frente ruralista, mas ele saiu em disparada a um dos elevadores privativos da Câmara.

Não são temperamentais só os filhotes. Num breve encontro com a imprensa brasileira, o chamado “Presidente da República” negou-se a responder uma pergunta, quando disse aos jornalistas que “vocês só encontram assuntos negativos para produzir manchetes nos jornais”.

 

Agronegócio alarmado com viés anti-China da diplomacia brasileira

Na segunda, chanceler afirmou que país não vai vender alma para exportar

Da Folhapress

Representantes de diversos setores do agronegócio estão alarmados com o que consideram ser um viés anti-China espalhado no governo Bolsonaro.

“Estamos comprando briga com nosso maior parceiro comercial e nem sabemos por que, só para imitar o presidente americano Donald Trump”, diz Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira e ex-secretário de comercialização e produção do Ministério da Agricultura.

Representantes de diferentes setores do agronegócio ouvidos pela reportagem relataram que a mensagem que têm recebido no governo é de que é preciso reduzir a “sino-dependência”, diversificar mercados e diminuir a exposição à China. Setores como o de carnes, suco de laranja, algodão e soja, que fazem grandes exportações para a China ou têm planos de expandir, manifestaram preocupação.

Em encontro recente na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária com diversas entidades do setor, representantes do Ministério da Agricultura tranquilizaram os produtores, afirmando que não haverá rompimento com a China. Mas os desestimularam de aumentar exportações para o país, encorajando-os a buscar mercados em algum dos 119 países com representações brasileiras.

O discurso do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo (foto), para alunos do Instituto Rio Branco nesta segunda-feira (11) foi a gota d’água.

Carne bovina aumenta exportação; desencontro de EUA X China comprime preços da soja.

A exportação de carne bovina atingiu uma marca interessante no mês de fevereiro deste ano. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne, a Abiec, o resultado de 2019 é o melhor para o mês desde 2014. A jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas, afirma:

“Esse desempenho chamou a atenção. As nossas exportações de carne bovina somaram, no primeiro semestre de 2019, 262,4 mil toneladas. Os principais fatores que puxaram esses números foram as compras da China anunciadas, com um volume grande, que juntamente com Hong Kong, lideram as compras do produto brasileiro. São números consideráveis, as nossas exportações aumentaram 6,76% no primeiro bimestre deste ano. Principalmente as exportações de fevereiro elevaram esses números. Foram US$ 520,32 milhões em receita e 139 mil toneladas. Se analisarmos o volume, o crescimento foi de de 14,33%.”

E os líderes de Estados Unidos e China, Donald Trump e Xi Jinping, não vão mais se encontrar no dia 27 de março. Isso causa ainda mais expectativa no mercado, que espera para saber se haverá ou não um acordo comercial entre os dois países para cessar a guerra comercial.

A jornalista tem outras informações:

“Nós já pudemos observar nessa sexta-feira um recuo dos preços, principalmente da soja que está no coração dessa disputa comercial, e essa é de fato uma sinalização de que um acordo entre as duas maiores economias do mundo segue na corda bamba. Havia essa perspectiva de que Donald Trump e Xi Jinping se encontrassem nos dias 27 ou 28 de março na propriedade do Trump, mas essas datas não estão mais confirmadas, não são mais uma possibilidade, segundo representantes dos dois países. Não há data definida neste momento para que os dois representantes voltem a se encontrar. Então vamos aguardar porque nada está definido ainda, o cenário é extremamente frágil.”

Brasil deve produzir e exportar mais algodão em 2019

Após o recorde de 2,1 milhões de toneladas de pluma na safra 2017/2018, a produção brasileira de algodão deve chegar a 2,5 milhões de toneladas no ciclo 2018/2019, um crescimento de, aproximadamente, 19%. A área plantada com a commodity deverá ser 22% maior no período, saindo dos atuais 1,18 milhão de hectares para 1,44 milhão de hectares.

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Proibição do glifosato pode ser um duro desafio para o próximo plantio da soja

Daniel Popov e Francielle Bertolacini, da página Projeto Soja Brasil, no portal Canal Rural afirmam, em extensa matéria jornalística, que vai ser muito difícil substituir o glifosato como principal herbicida no País.
“A decisão de suspender o uso e comercialização de agroquímicos à base de glifosato pode trazer uma grande dor de cabeça ao agronegócio brasileiro”, dizem.

 Segundo o pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas, como a nova safra está próxima de ser plantada, em meados de setembro, uma alternativa às pressas não seria tão efetiva e certamente custará mais caro. Por sua vez, produtores de soja de Mato Grosso já compraram os herbicidas à base do princípio ativo que será proibido e, alguns, fizeram até estoque para garantir uso no futuro.

A proximidade do plantio da soja é o momento em que a Embrapa sugere aos produtores o maior cuidado com as plantas daninhas. O indicado é que a dessecação seja realizada com mais de 40 dias antes do início da semeadura, para que as invasoras sejam controladas e os herbicidas não afetem o plantio da soja.

Outro problema apontado pelos dois jornalistas diz respeito à aplicação do herbicida em pré-emergência da soja, o que permite uma maior eficiência de plantas daninhas.

A verdade é que os produtores e as empresas fornecedoras de herbicidas não estão preparados tecnicamente para substituir um herbicida barato e eficaz como o glifosato, apesar da resistência encontrada em algumas plantas daninhas.

Serão testados também, com a proibição do princípio ativo, os produtores de semente RR – Roundup Ready e os detentores das patentes dessas sementes, no caso a Monsanto e a Bayer, hoje empresas associadas.

No Oeste baiano, soja perde pouco em relação a maio

As cotações da soja perderam bastante neste mês de junho em relação aos preços médios de maio: em Paranaguá, a menor diferença negativa, perdeu R$2,17 por saca de 60 quilos, sustentada pelo aumento dos prêmios e alta do dólar. As perdas foram semelhantes em Rio Grande(RS) e Santos(SP). Mas em Rondonópolis, MT, perdeu R$8,21, para R$68,00.

Em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, perdeu apenas R$1,17 por saca, para R$70,50, certamente devido à demanda do grande polo esmagador. De qualquer maneira, uma grande vantagem em relação ao mesmo período de 2017, quando estava cotada a apenas R$58,00 a saca, na época com o dólar abaixo de R$3,30.

Agora vem a decisão mais importante da porteira pra fora: fechar a compra dos insumos (25% ainda não foram fechados) com o dólar em alta, o que pode determinar a rentabilidade da safra 2019.

Crise nos transportes: cobertor está curto e todos reclamam das concessões de Temer aos caminhoneiros.

Foto de Junior Ferrari

Conquistas dos caminhoneiros estão muito perto de desaparecer.

A grave crise que culminou com a greve dos transportadores ainda não terminou.

O agronegócio reclama do preço dos fretes, que “inviabilizaria” a exportação; os estados reclamam da diminuição de arrecadação; o Governo tem dificuldades para fiscalizar os preços do diesel nas bombas; a Petrobras afirma que continuará seguindo os preços internacionais nos combustíveis; importadores de óleo diesel dizem que os preços podem não ser atrativos para importação e por isso pode faltar o combustível em 30 dias; a indústria diz que o tabelamento dos fretes é atraso de 30 anos. Enfim, todos choram suas mágoas e o consumidor, na ponta do processo, já se prepara para pagar mais pelos produtos que chegam à sua cidade via rodoviária.

No setor empresarial, por exemplo, há forte reação contra a tabela de frete mínimo. Nesta quarta (6), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avisou que vai recorrer à Justiça, por meio de um mandado de segurança, para impedir o tabelamento do frete rodoviário.

“Independentemente de qualquer coisa, por princípios, somos contra o tabelamento de preços, que fere a lei de competitividade do mercado. Estamos retornando a um país de 30 anos atrás”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, que assumiu nesta quarta-feira (6) a presidência da Fiesp.

O Canal Rural afirma que indefinição sobre frete trava negociação de soja no Brasil 
No Oeste baiano, apesar de mais de 70% da soja ter sido comercializada, metade da safra ainda não foi escoada. Bunge e Cargil não conseguem calcular frete e aguardam mudanças na cobrança.

Isso quer dizer: nesta guerra de preços de combustíveis e fretes, só temos vítimas. Os franco atiradores, os snipers não aparecem aos olhos dos comuns mortais.

Greve interrompe operação de frigoríficos de aves, suínos e bovinos em todo o País

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representando mais de 170 empresas e cooperativas da cadeia produtiva e exportadora de proteína animal em atividade no Brasil, informam que as greves dos caminhoneiros estão impactando diretamente o setor produtivo de carnes em todo o país.

Ao todo, 129 unidades produtivas das empresas associadas de carnes bovina, suína e de aves estão paralisadas na data de hoje (23), com previsão de que, até a sexta-feira (25), mais de 90% da produção de proteína animal seja interrompida caso a situação não se normalize, somando mais de 208 fábricas de diversos portes paradas no Brasil.

caminhões parados 2Com os bloqueios nas rodovias, que impedem o acesso dos insumos necessários à produção e impossibilitam o escoamento de alimentos, deixaram de ser exportadas 25 mil toneladas de carne de frango e suínos, o equivalente a uma receita de US$ 60 milhões que deixa de ser gerada para o país. No caso da carne bovina, são cerca de 1.200 containers que deixam de ser embarcados por dia.

Mais de 85 mil funcionários das indústrias e cooperativas de proteína animal de diversos portes estão com as atividades suspensas nas unidades produtivas. Da mesma forma, os diversos fornecedores de insumos também estão sendo impactados.

Os estabelecimentos menores e de cidades pequenas ou regiões metropolitanas – que mantém um ciclo de entrega de produtos a cada dois dias – já estão com o abastecimento comprometido. Essa dificuldade pode atingir os grandes centros nos próximos dias.

Além de haver o risco real de desabastecimento, com a greve, o setor de proteína animal, que emprega mais de 7 milhões de pessoas e é responsável pela produção de mais de 25 milhões de toneladas de alimento/ano.

A ABIEC e a ABPA reiteram que o movimento é um direito da categoria, mas reafirmam a importância da manutenção do transporte de alimentos para a população. As consequências já ganharam contornos graves e o setor produtivo entende que é necessário que sejam tomadas as devidas medidas por parte dos governantes para que a situação seja sanada o quanto antes.

Operação Shoyo Matopiba: Ibama aplica R$ 105,7 milhões em multas por plantio ilegal de grãos em áreas embargadas no Cerrado

 

Brasília (23/05/2018) – Operação do Ibama realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) para coibir o desmatamento ilegal no Cerrado resultou até o momento na aplicação de 62 autos de infração, que totalizam R$ 105,7 milhões. Iniciada no fim de abril, esta fase da Operação Shoyo ocorreu em quatro estados: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, na região conhecida como Matopiba, com o objetivo de responsabilizar empresas e produtores rurais que descumprem embargos de áreas ilegalmente desmatadas e comercializam, financiam ou intermedeiam produtos agrícolas procedentes dessas áreas.

A partir do cruzamento de dados geoespaciais foram identificados 60 polígonos com embargos descumpridos. As ilegalidades estavam associadas a 78 pessoas (físicas e jurídicas) e 77 imóveis. Produtores rurais foram autuados por descumprir embargos do Instituto em 40 propriedades, impedir a regeneração natural em outras 14 e comercializar produtos de origem vegetal produzidos em áreas embargadas de 10 imóveis rurais.

Cinco tradings foram multadas em R$ 24,6 milhões por adquirir 49.205 sacas de 60 kg de soja produzida em áreas embargadas pelo Ibama. Durante a investigação foi constatado que a compra antecipada de grãos financiou a atividade ilegal.

A lista pública de embargos ambientais, disponível para consulta no site do Ibama, aponta as áreas proibidas para produção. O art. 54 do Decreto 6.514/2008 define como ilícito ambiental o comércio de produtos rurais procedentes dessas áreas. Na Amazônia Legal, a lista pública de autuações e embargos é usada por integrantes da cadeia produtiva da soja em análises de risco para a concessão de créditos rurais, o que gera compromissos econômicos voluntários em favor do controle do desmatamento.

O Matopiba é uma região de intensa expansão do desmatamento no Cerrado. Por isso, é necessário maior envolvimento das cadeias produtivas para aumentar a conservação do bioma.

“O desmatamento ilegal no Cerrado é mais acelerado no Matopiba do que em outras regiões do bioma, o que exige o aprimoramento das estratégias de controle para garantir que a dissuasão atinja todos os elos ilegais na cadeia produtiva”, diz o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Renê Luiz de Oliveira.

Foram apreendidas até o momento 84.024 sacas de grãos durante a operação, o que corresponde a 5.041 toneladas. Além das medidas aplicadas pelo Ibama, o MPF irá propor ação civil pública para que os infratores reparem todos os danos ambientais causados pela atividade ilegal.

Bahia deve fechar colheita de grãos com 8,8 milhões de toneladas

Pelo mapa da CONAB, a Bahia é o 9º estado em produção de grãos.

A Bahia deverá colher mais 8,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2017/2018, segundo levantamento de maio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em todo Brasil, serão colhidas mais de 232 milhões de toneladas, um aumento de um 1,3% em relação à estimativa de abril. O resultado é segundo maior já registrado no País.

O Governo do Brasil destinou mais de R$ 200 bilhões em créditos para produção de grãos em 2017/2018. Os investimentos somaram R$ 16 bilhões a mais do que na safra anterior.

Temer afronta a lei ao negar a renegociação de dívidas dos agricultores

Proibição de bancos públicos renegociarem dívidas dos produtores aprovadas em Lei é classificada como ‘absurda’ por Eduardo Salles

O clima de revolta tomou conta dos deputados estaduais que compõem a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia na sessão desta terça-feira (15). O presidente do colegiado, Eduardo Salles, era um dos mais indignados com a decisão presidencial de proibir os bancos públicos de renegociarem as dívidas dos produtores rurais, mesmo após a aprovação, no Congresso Nacional, da Lei 13.606.

“Confesso que nunca vi um presidente da República determinar aos seus subordinados para descumprir a lei. É uma decisão absurda em todos os aspectos”, reclamou Eduardo Salles.

A alegação de Michel Temer para a proibição é que os descontos de 95% na renegociação das dívidas impostos pela lei devem vir do Tesouro Nacional, mas não teria previsão de recursos no orçamento.

Contra esse argumento, Eduardo Salles cita que orçamento pode ser remanejado, assim como foi feito recentemente pelo governo federal para quitar uma dívida com a Venezuela.

“Estamos falando da vida de milhares de agricultores da Bahia e do Nordeste, que precisam renegociar suas dívidas, causadas por anos de estiagem, para podermos retomar a força da agropecuária, um dos setores que mais gera emprego neste país. Não podemos asfixiar os agricultores, mesmo tendo uma lei que permite a renegociação”, disse o presidente da Comissão de Agricultura.

Os parlamentares decidiram entrar com ação no Ministério Público exigindo que o presidente cumpra o que determina a Lei 13.606 e vão encaminhar ofício aos ministérios do Planejamento e da Fazenda, deputados federais e senadores para sensibilizar da necessidade de cumprimento da lei.

“Essa luta parecia ter terminado em abril, quando o Congresso Nacional derrubou, de forma quase unânime, os vetos presidenciais à Lei 13.606. Mas parece que ainda temos outras batalhas. Vamos até o fim para garantir que a agropecuária baiana e nordestina possa ter acesso aos seus direitos”, garantiu Eduardo Salles.

Agricultores baianos recuperaram 214 quilômetros de estradas em 2018

Diante da safra recorde de grãos prevista para o oeste da Bahia, a logística de escoamento da produção é um dos principais entraves para os agricultores do oeste da Bahia.

Para minimizar a falta de investimentos na conservação permanente das estradas vicinais, os produtores rurais, por meio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), vêm fazendo a sua parte.

Eles recuperaram, entre janeiro e abril deste ano, um total de 214 km de estradas com melhorias e cascalhamento dos seguintes trechos: 106 km na Linha dos Pivôs, em São Desidério; 60 km da BA-430 que liga a sede e a zona rural de Baianópolis; 43 km entre a sede e a localidade de Rio de Pedras, em Barreiras; e 5 km da Rodovia da Soja, também em Barreiras. Desde o início do projeto, em 2013, já foram recuperadas em cinco anos mais de 1000 km de estradas, com um investimento aproximado de R$ 30 milhões.

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Soja rende mais 50% em plantio pós forrageiras no Tocantins

Plantar soja em solo cultivado com forrageiras pode aumentar em quase 50% a produtividade da oleaginosa. É o que concluiu o trabalho de pesquisa de Carlos Andrade, em sua dissertação de mestrado desenvolvida na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e que contou com a participação da Embrapa. Um dos que colaboraram foi o analista da Embrapa Pesca e Aquicultura Francelino Camargo. O foco do trabalho de Andrade foi a região de Cerrado do Tocantins, que possui mais de 90% de seu território nesse bioma.

Andrade explica que, como a região é composta por áreas com diferentes características, o potencial de produção e produtividade das culturas não é o mesmo, assim como não são semelhantes as condições do solo e do clima e, portanto, os resultados dos cultivos também são diversos. Com essa multiplicidade de condições, é preciso entender melhor as áreas de Cerrado em regiões menores ou mais específicas. Foi esse o enfoque do trabalho de Andrade, que concentrou seus experimentos em Gurupi, município localizado no sul do Tocantins.

Capim Mombaça aumentou produtividade em quase 50%

Ele relata que foram avaliadas a produção de palha e o desempenho agronômico da cultura da soja em consórcio com diversas forrageiras sobressemeadas em sistema de plantio direto. Como resultado, Andrade observou que, entre cinco forrageiras testadas, o capim Mombaça se destacou: aumentou em quase 50% a produtividade da soja quando comparada à produção da oleaginosa semeada do modo tradicional (solteira).

Além da obtenção da maior produtividade, são inúmeras as vantagens do consórcio soja-forrageiras. Andrade destaca o maior aproveitamento do residual de adubação, a reciclagem de nutrientes, o aumento da produtividade da forragem, a recuperação de áreas degradadas, o aumento de ciclos de pastejo de animais e a conservação do solo. Sem falar na formação de palhada produzida pelas espécies forrageiras, essencial ao plantio direto da soja.

Em sistemas de integração lavoura-pecuária, que vêm ganhando novas áreas no Tocantins, a sobressemeadura de forrageiras na soja trouxe benefícios independentemente da atividade principal da propriedade, seja agricultura ou pecuária.

Meio eficaz de recuperação dos solos

Francelino Camargo participou da condução dos experimentos e considera que a sobressemeadura é uma excelente alternativa para recuperar o pasto degradado e para manter a superfície do solo coberta e protegida por maior tempo para o plantio.

O cultivo das forrageiras permite altas adições de biomassa por ano na área a ser cultivada, aumentando os estoques de carbono no solo.
O analista destaca também que o solo coberto por maior tempo reduz as variações térmicas da superfície, diminuindo seu estresse. O plantio das forrageiras melhora as características físicas do solo, reduz a ação das plantas daninhas e diminui a aplicação de herbicidas nas lavouras.

Camargo considera que os resultados dos experimentos conduzidos em Gurupi podem ser alcançados em outras áreas de Cerrado do Matopiba, grande fronteira agrícola que reúne partes do Maranhão (sul do estado), do Tocantins (praticamente todo o estado), do Piauí (sul) e da Bahia (oeste do estado).

Com fracasso da safra no Sul, feijão começa a ter cotações mais altas.

As safras e o consumo de feijão no País estão estabilizados há mais de 20 anos, em torno de 3,2 milhões de toneladas. A leguminosa chegou a ser a base proteica da alimentação nas camadas mais vulneráveis da população, na tradicional mistura arroz e feijão.

Com a meteórica ascensão da produção de frango e o efeito sanfona das exportações, o frango tem substituído o feijão na dieta alimentar das famílias mais humildes. Ao ponto de um quilo de feijão na ponta do consumo ter preço mais alto (em torno de R$5,00) do que o frango (em torno de R$4,80).

O Paraná previa colher 384 mil toneladas de feijão, mas estima-se que  colherá não mais do de 269 mil toneladas, sendo que cerca de 107 mil toneladas serão de Feijão-preto. A causa da perda significativa é a estiagem que atingiu todo Sul do País.

Os preços vêm reagindo como na semana passada, ainda que tenha sido uma semana de meio de mês, os compradores estiveram ativos e os preços variaram na última sexta-feira para R$ 135 em Minas Gerais e R$ 135 em Vacaria, no Rio Grande do Sul.

O mercado nesta segunda-feira na Bolsinha, em São Paulo, recebeu um bom volume de entradas. Foram ofertadas 30 mil sacas e foram negociadas aproximadamente 33 % do total, restando até as 6:41 h a quantidade de 20 mil sacas. O mercado ficou estável para os melhores tipos e calmo para os lotes comerciais. O movimento de compradores com demanda foi normal e permitiu o escoamento de boa parte das ofertas, principalmente os lotes com cor nota 8,5 para cima.

O feijão Carioca extra, nota 9, foi vendido entre 140 e 145 reais. O comercial tipo nota 8, entre 105 e 110 reais. E o Preto, que geralmente vale muito menos que o Carioca, confirmando as expectativas de colheita fracas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, oscilou entre 140 e 145 reais a saca de 60 quilos para grãos de qualidade extra.

No Oeste baiano, o feijão carioca tem cotação de R$100,00 a saca. 

As grandes áreas irrigadas do Centro-Oeste do País e São Paulo podem ser a salvação da safra de feijão. O fator limitante são as pragas herdadas da safra recente da soja, entre elas algumas doenças fúngicas e o ataque da mosca branca, propagadora de viroses. Da redação de O Expresso, com base em indicadores econômicos.

LEM: Bahia Farm Show 2018 será lançada nesta quinta-feira (26)

Uma coletiva de imprensa marcará oficialmente o lançamento, em meio a um clima de otimismo entre os organizadores, pela expectativa de uma boa safra

A 14ª edição da Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola e de negócios do Norte-Nordeste do Brasil, será lançada na próxima quinta-feira (26), às 19h, no Espaço Olavo Nascimento, em Luís Eduardo Magalhães, oeste do Estado.

As novidades do evento, confirmado para os dias 29 de maio a 02 de junho, serão apresentadas durante coletiva de imprensa conduzida pelo presidente da Bahia Farm, Celestino Zanella, e pela coordenadora geral da feira, Rosi Cerrato.

Consolidada como uma das maiores do Brasil em volume de negócios, a Bahia Farm Show traz, na edição de 2018, o otimismo de uma região onde o agronegócio impulsiona e movimenta a economia. A feira, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), realizadora do evento, promete repetir o sucesso de 2017, quando atingiu a marca histórica de R$ 1,531 bilhão em intenções de negócios.

“Mais do que o número de comercialização, a feira deste ano vem para mostrar o fortalecimento do produtor, independente da escala do seu negócio, seja pequeno, médio ou grande. Todos passamos, nos últimos cinco anos, por uma recessão financeira e hídrica que poderia ter derrubado a agricultura, mas nos reinventamos e investimos em tecnologia e capacitação para plantar mais com menos, e seguimos convictos da nossa importância como motores do desenvolvimento econômico-social”, afirma o presidente da Aiba, Celestino Zanella.

Com 95% dos espaços vendidos, a ocupação de áreas disponibilizadas é praticamente total. Serão mais de 200 expositores que estarão durante os cinco dias do evento representando mais de 900 marcas e produtos. A aposta deste ano é na internacionalização da feira, iniciada em 2017, e já com a confirmação de expositores da Alemanha, Estados Unidos, Espanha e Argentina.

A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda. (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Consequências diretas da recessão na produção de carnes: milho perde preço e produtores pedem prorrogação de débitos.

Leia primeiro a notícia abaixo sobre a recessão na avicultura e suinocultura, depois de uma série de fechamentos de mercados externos aos exportadores brasileiros, uma situação que se iniciou com a Operação Carne Fraca e foi agravada por outras operações, não explicadas, deflagradas pela Justiça e Polícia Federal.

Luiz Fernando Pacheco, analista de mercado, prevê tempos sombrios para produtores de milho, principalmente aqueles do Mato Grosso: 

“Embora alguns vendedores ainda tapem os olhos e continuem pedindo preços ao redor de R$ 40,00/saca, a realidade do país não é mais esta, com raríssimas exceções (no Sul, apenas Vacaria continua com este preço e no nordeste, em Irecê, Bahia). Nas demais localidades os preços caíram entre 1% e 9%. As menores quedas ocorreram no MS, porque é um estado exportador de milho e os seus preços foram se adaptando regularmente, à medida em que os negócios iam se realizando”, completa o especialista.

Por outro lado, o Banco do Brasil (BB) anunciou que atendeu o pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e prorrogou as parcelas de custeio e investimento vencidas ou que irão vencer até 31 de dezembro deste ano para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias que desenvolvem as atividades de avicultura e suinocultura.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira (19.04) prevê a prorrogação das operações de custeio por um prazo de dois anos e as de investimento para um ano adicional ao final do contrato para cada parcela adiada. Esse último critério também vale para as parcelas de custeio já prorrogadas.

“O anúncio trará um fôlego para o setor nesse atual momento de crise. O produtor vai conseguir gerir melhor o seu dinheiro e cobrir outros custos, como aquisição de insumos e pagamento de trabalhadores”, explicou o assessor técnico da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Victor Ayres.

O País está acabando com a produção de frangos e suínos e deprimindo os preços dos bovinos

O Canal Rural afirma em seu site que a carne bovina perdeu 3% nos preços ao produtor na última semana. E que o bife está cada vez menos competitivo frente ao frango e ao porco depois das patacoadas que resultaram no fechamento dos mercados externos ao maior exportador do mundo.

O mercado interno já está encolhido pela perda da renda nas camadas mais baixas da população, pelo desemprego e pela violenta recessão. Agora, só resta diminuir a produção de frango e suínos, muito deprimida pelo fechamento dos mercados.

Já em 2017 a situação não era boa. No mesmo período do ano passado, Santa Catarina terminou abril com retração nas exportações de carnes de aves e suínos. No último mês, o Estado exportou 72,4 mil toneladas de carne de frango e 21,3 mil toneladas de carne suína, 16,8% a menos do que em março. A queda foi um reflexo da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Policia Federal.

A arrecadação com as exportações de carnes também foi menor em abril. As receitas dos embarques de carne de frango somaram US$ 134,7 milhões, 18,66% menor do que em março. Já as exportações de carne suína geraram US$ 53,9 milhões, menos do que o arrecadado no mês anterior, porém 32,9% maior do que abril de 2016. 

O embargo à carne de frango afeta mais de 130 mil famílias de produtores integrados à indústria nas regiões mais desenvolvidas do País, como é o caso do Oeste de Santa Catarina. E já existem casos de empresas integradoras que não estão honrando os compromissos de pagamento.

Eita Brasil velho sem porteira!

João Leão e deputados do PP trazem 3 indústrias para Luís Eduardo Magalhães

Os responsáveis por trazer empresários investidores no CIC/LEM, vice governador João Leão, Dep. Federal Cacá Leão e Dep. Estadual Antônio Henrique Júnior.

A vinda do vice-governador João Leão a Barreiras, no dia de ontem, trouxe uma grande notícia para Luís Eduardo Magalhães: três indústrias estão se preparando para se instalar no Distrito Industrial do Município.

O investimento previsto é de 71 milhões de reais, com geração de 113 empregos diretos e mais de 300 empregos indiretos.

Uma destas indústrias abrirá um novo segmento no setor produtivo do agronegócio regional, a plantação de trigo, pois esta indústria produzirá farinha de trigo para as regiões nordeste e norte do país.

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China vai mesmo retaliar americanos com bloqueio das importações de soja

Como foi previsto em O Expresso, o comércio de produtos agrícolas deverá ser o primeiro objeto de retaliação da China com as exportações norte-americanas, depois do anúncio de medidas protetivas, por parte dos EUA, contra o aço e o alumínio.

Hoje o portal Notícias Agrícolas confirma a hipótese:

Autoridades chinesas afirmaram que a soja norte-americana deverá ser o principal alvo de retaliação do país após as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump na última semana sobre o aço e o alumínio, segundo informou à Reuters Internacional, a Associação Americana de Soja. 

O temor de associações e demais instituições americanas ligadas ao comércio da oleaginosa já vêm de algum tempo, desde que começaram a circular os boatos de uma guerra comercial entre os dois países. A China é responsável, afinal, por mais de um terço das exportações dos EUA e uma retaliação efetiva poderia comprometer severamente essa relação, trazendo ainda mais ajuste ao setor agrícola norte-americano. 

Ainda segundo informações apuradas pela Reuters, desde o final do ano passado, grupos americanos vinham sinalizando preocupações com este cenário. “Ouvimos diretamente dos chineses que a soja seria um dos primeiros alvos de retaliação. A ideia de que somos o único jogador nesse jogo e de que eles não têm muitas outras escolhas está completamente equivocada”, diz um anúncio da associação. 

De ambos os lados, as declarações não têm ido muito mais longe. Nem mesmo a embaixada da China em Washington respondeu aos pedidos de um comentário feito pela Reuters. No entanto, os grupos agrícolas norte-americanos criticaram veementemente a decisão da Casa Branca, mais uma vez alertando sobre os impactos na questão da soja, grãos e demais oleaginosas. 

“A agricultura vai pagar o preço desse protecionismo sobre o aço e o alumínio”, disse em entrevista ao portal ChinaDaily o porta-voz da instituição americana Farmers for Free Trade (Produtores pelo Livre Comércio, na tradução), Herb Karst.

O Brasil deverá ter uma super safra de soja, acima de 125 milhões de toneladas. Com a frustração da safra argentina, que deverá perder 10 milhões de toneladas, os exportadores brasileiros ficam a cavaleiro da situação, podendo até descolar seu preço dos indicadores de Chicago, que deverão cair abissalmente com a tarifação ou bloqueio das importações chinesas.

Perdemos exportações do aço (30% da produção brasileira) e do alumínio, mas ganhamos força no campo, que está crescendo a taxas astronômicas de 13% ao ano, como aconteceu em 2017.

Junto com a soja e o milho deverão aumentar ainda as exportações de carne de frango e suínos para a China.

Oeste se prepara para super safra de algodão

A semeadura do algodão na Bahia está encerrada com considerável aumento de área. Conforme Lidervan Moraes, diretor executivo da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), o Estado semeou em torno de 265 mil hectares, 32,5% a mais em relação à safra 2016/17.

Ao que tudo indica será mantida a produtividade da safra 2017, em torno de 310 arrobas por hectare, com talhões chegando a produzir excepcionais 500 @ por hectare.

E com a expectativa de uma boa safra de soja (é esperada a melhor dos últimos sete anos, segundo os produtores) e com o excelente desenvolvimento da cultura do algodão, há indicação de aumento de área de plantio de algodão para a próxima safra (2018/19), ultrapassando a marca de 300.000 hectares.

A expectativa dos produtores é que se retorne, em três ou quatro anos, à máxima capacidade instalada do algodão no Oeste baiano (93% da produção no Estado), em torno de 400 mil hectares.

A arroba (15 kgs) do algodão em pluma tem cotação de R$92,50 e a tonelada do caroço de algodão encontra preços de R$480,00.

Soja reage em todos os mercados e todos os vencimentos no País e Chicago

Em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães a soja balcão hoje era negociada a R$65,00 a saca, mas os preços devem reagir a partir de amanhã. A colheita deve se iniciar nos primeiros dias de abril.

As notícias são boas, tanto para o grande agronegócio como para a pequena agricultura: ontem o nível da barragem da hidrelétrica de Sobradinho atingiu 22,5%, garantindo que poderá chegar a ultrapassar 40% ao final das chuvas. Á água é o insumo mais importante para centenas de milhares de trabalhadores rurais e para os grandes projetos de irrigação de Petrolina e Juazeiro.

Luís Eduardo e Região Oeste se preparam para uma safra que não acontecia há anos

Depois de mais de 20 dias de chuvas intensas e tempo sombrio na região de Luís Eduardo Magalhães, com pouca luz, a soja, apesar da arquitetura e porte robustos, não tem a carga esperada. É comum encontrar-se vagens brancas, estéreis, que não granaram, talvez por ter a seiva interrompida por algum fungo oportuno. A safra de soja está garantida, mas não deve se esperar produtividades excepcionais, muito acima da média.

E grande esperança dos agricultores agora é o cultivo do algodão, que aumentou a área em 35% este ano. E esperar que a chuva, ao par de serem regulares, não sejam intensas,  a fim de não prejudicar a formação dos primeiros capuchos.

Ainda relembraremos esta estação de chuvas, onde as precipitações, apesar de tardias, já ultrapassaram os 1.000 mm, algo excepcional nos últimos 10 anos.