O cultivo do feijão é uma loteria, menos pelas moléstias fúngicas, bacterianas e viróticas pelas quais a leguminosa pode ser atacada, do que pela instabilidade de mercado. Há poucos dias, o preço do carioca, variedade de maior comércio, rondava os R$200,00 a saca. Agora pode ser comprado nas fazendas por pouco mais da metade disso, R$110,00. O feijão de corda de excelente qualidade pode ser encontrado por R$160,00.
O Programa Fitossanitário da Bahia foi validado na última quinta-feira (30), no município de Barreiras, durante uma reunião com a presença de representantes do Grupo Operacional de Emergência Fitossanitária ( Aiba, Abapa, Adab, Aeab, Fundação Ba, consultores e entomologistas) produtores rurais, pesquisadores da Embrapa e representantes da secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri).
Após a validação do Programa, o passo seguinte será definir as estratégias para as ações de campo que deverão ser iniciadas a partir do dia 18 de novembro. “Vamos fazer reuniões com os produtores nas comunidades para falar sobre a situação da Helicoverpa no Estado, apresentar o Programa Fitossanitário e explicar a importância de colocá-lo em prática e seguir em frente.”, afirmou Júlio Cézar Busato, presidente da Aiba. Continue Lendo “Bahia já tem plano de combate à Helicoverpa”
A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa dos bovinos e bubalinos com idade até 24 meses, na Bahia, começa nesta sexta-feira (1º) e prossegue até o fim do mês de novembro. A redução da faixa etária vacinal vale também para a Zona de Proteção. O parecer favorável do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgado no último dia 23, igualou os municípios de Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado, Campo Alegre de Lourdes, Mansidão, Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia e Buritirama ao restante do estado na estratégia de imunização.
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) participou do encontro anual da International Cotton Association (ICA), que aconteceu nos dias 24 e 25 de outubro, na Inglaterra. Na ocasião, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu mais uma edição da Sala de Negociações de Liverpool. O grupo da Abrapa, liderado pelo presidente Gilson Pinesso, recebeu os principais compradores do algodão brasileiro para conversar sobre os pontos positivos e negativos da última safra. “Este é o momento que temos para apresentar nossa realidade, ouvir sugestões e programar o trabalho para que a nova safra atenda às demandas desses compradores. O produtor brasileiro está sempre muito atento ao que o mercado pede e trabalha para atender esses pedidos”, diz Pinesso.
A Abapa foi representada pela sua presidente Isabel da Cunha, o diretor executivo Uilham Hillebrand e as produtoras Zirlene Pinheiro e Marjorie Dal Bello. “Esse tradicional evento da ICA é importante para mostrar a força da cotonicultura brasileira. O algodão produzido na Bahia mais uma vez destacou-se pela excelente qualidade, além disso, temos boas perspectivas para próxima safra, prevendo um aumento de aproximadamente 20% da área plantada”, disse Isabel da Cunha.
Durante o dia 24 a Abrapa recebeu 14 empresas que compram e comercializam a pluma brasileira com os principais mercados mundiais, entre eles, China, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia. Para cada uma, Pinesso apresentou os números da safra brasileira, pontos fortes e dificuldades. O tema principal nos debates girou em torno da qualidade da fibra. “O desempenho em micronaire nesta safra foi superior ao da passada e o trabalho da Abrapa em melhorar seus laboratórios vem dando certo. Temos ainda a implantação do Laboratório Central de Referência (LCR) que vai certificar os demais e fazer a rechecagem das amostras, dando mais transparência e confiança nos resultados”, afirma o presidente da Abrapa.
Outro ponto muito debatido durante os encontros foi a sustentabilidade. O Brasil tem o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e também é participante da Better Cotton Initiative (BCI), que, em breve, serão um único protocolo para o produtor brasileiro. “Todos os traders têm clientes interessados em comprar algodão certificado. O Brasil já saiu na frente e mostra sua posição de vanguarda com a BCI e o ABR”, diz Pinesso.
Acontece entre nos dias 07 e 08 de novembro no auditório do Instituto Federal Tecnológico da Bahia (IFBA) em Barreiras, o I Seminário Regional de Pesca e Aquicultura, uma realização da União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob), Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri) através da Bahia Pesca, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e as prefeituras de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.
O seminário tem por objetivo debater maneiras dos municípios da região subsidiarem a prática da pesca, o cultivo de peixes e alternativas para o desenvolvimento da aquicultura em suas comunidades. Está prevista a participação do Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Bezerra Crivella, o secretário de Agricultura do estado da Bahia, Eduardo Salles, o presidente da Bahia Pesca, Cassio Ramos Peixoto e dos gestores municipais dos 16 municípios que integram a Umob:Angical, Baianópolis, Barra, Barreiras, Brejolândia, Catolândia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Mansidão, Muquém do São Francisco, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves, São Desidério, Santa Rita de Cássia e Wanderley.
Para o presidente da Umob e prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, a iniciativa partiu de uma necessidade da região que possui inegável potencial para produzir diferentes culturas utilizando a água. “Os sistemas de agricultura irrigada são um bom exemplo que qualquer atividade pode dar certo. Existem muitos projetos desta natureza no litoral, agora com o apoio do estado, a região oeste poderá ser destaque nesta área também”, comentou o presidente da Umob, destacando que a região oeste possui uma qualidade de água de excelente qualidade e recursos hídricos, superficiais e subterrâneos, suficientes para gerar renda e os municípios possam desenvolver atividades econômicas, diferentes das tradicionais.
A perspectiva é que a Seagri através da Bahia Pesca fomente projetos de Piscicultura e Aquicultura para os municípios do oeste do estado. De maneira estratégica o município de Barreiras terá um escritório com uma equipe da Bahia Pesca para dar assistência técnica as Secretarias Municipais, além de incentivar o associativismo pesquisas cientificas e estimular ao crédito e a comercialização das produções. No que diz respeito a Infraestrutura o estado apoiará na gestão dos empreendimentos apoiará na rede de logística.
Programação – O evento contará com palestras, mesa redonda e painéis institucionais, discutindo com as entidades e associações, as diversas ações fomento e incentivo à pesca, licenciamento ambiental para a prática da piscicultura e sanidade aquática.
Em 2012 a produção brasileira de milho (71,1 milhões de toneladas) cresceu 27,7% e superou a da soja (65,9 milhões de toneladas), que era líder desde 2002, mas teve queda de 12,0% na produção, por falta de chuvas, principalmente nas Regiões Sul e Nordeste. Em 2012, pela primeira vez, a segunda safra do milho foi maior do que a primeira. Ainda assim, a soja continua sendo a cultura com o maior valor de produção (24,7% do total nacional), seguida pela cana-de-açúcar (19,8%) e o milho (13,2%). Já a produção de cana teve sua primeira queda (-1,8%) em 12 anos. Essas são algumas informações da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que investiga 64 produtos em quase todos os 5 565 municípios brasileiros.
A PAM 2012 divulga pela primeira vez, por município, a produção das espécies de café arábica e canephora, separadamente. O maior produtor nacional de café, Patrocínio (MG), também é líder em produção de café arábica. Jaguaré (ES), segundo maior produtor de café, é o líder nacional em canephora.
O valor de produção das 22 espécies de frutas investigadas pela PAM caiu 6,5% em relação a 2012. Petrolina (PE) é o maior produtor de frutas do país. Juazeiro (BA), segundo colocado nesse ranking, teve queda de 20,9% no valor da sua produção de frutas. Com a seca no Nordeste, a produção nacional de castanha de caju caiu 65,1% no ano, e o valor dessa produção recuou 59,9%. A produção nacional da laranja diminuiu 9,1% em relação a 2011, sendo que no estado de São Paulo ela recuou 12,6%.
Entre as 64 culturas investigadas, 41 tiveram queda na produção em relação a 2011, entre elas o feijão (-18,6%), o arroz (-14,3%), a soja (-12,1), a mandioca (-9,1%), o algodão (-2,0%) e a cana (-1,8%).
Na opinião do diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, o Brasil está suscetível à importação de pragas cada vez mais danosas à agricultura. Pelo menos 10 novas doenças batem às portas do campo brasileiro, que, neste ano, garantirá um terço do crescimento do país. Demora na liberação de defensivos assusta os produtores. O mesmo governo que comemora a força da agricultura por garantir crescimento de pelo menos um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode comprometer o desempenho do campo no próximo ano, se não agilizar a liberação dos registros de defensivos agrícolas no país. Pelo menos 10 pragas ameaçam as lavouras brasileiras e somente a lagarta helicoverpa armigera provocou prejuízos de US$ 4 bilhões na safra 2012/2013. Já a ferrugem asiática levou a perdas de US$ 25 bilhões nos últimos 10 anos. Veja a íntegra da matéria no Correio Braziliense.
No estado do Paraná, a Helicoverpa se multiplicou, em grande número, nas plantas daninhas voluntárias, que surgiram entre os restos culturais e está aguardando a imersão das plantas que foram cultivadas. Em Mato Grosso e São Paulo também foram registrados diversos casos de ataque da praga, onde a lagarta que estava no milheto, tiguera das lavouras ou ervas invasoras, atacou a soja e o milho recém-emergidos causando um grande estrago.
Diante deste fato, o conselho técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) recomenda que os produtores baianos vistoriem suas lavouras para detectar a presença de lagartas, uma vez que, em função da chuva que ocorreu no dia 07 de outubro, já existem muitas plantas germinadas nas lavouras; quer seja sementes das culturas anteriores, milheto ou mesmo ervas invasoras. Houve ainda, no Oeste da Bahia, plantios isolados de milho e feijão gurutuba, que estão em sua fase inicial de desenvolvimento. Também, nestes últimos dias, foram realizados plantios de soja e milho que deverão emergir ao longo desta semana com a chuva ocorrida no último fim de semana.
Por tudo isso, a orientação, segundo o presidente do Conselho Técnico, Antônio Grespan, é que, de preferência, os produtores antecipem as dessecações para que não ocorra uma grande disseminação de mariposas quando as culturas plantadas emergirem. “Não podemos permitir que a Helicoverpa, na Bahia, chegue no tamanho nem no nível de infestação de outros Estados. Quanto maior o número de lagartas, mais difícil fica o combate.”, afirmou Grespan. Ascom Aiba.
A Federação da Indústria de São Paulo – FIESP publicou um estudo que projeta a produção brasileira de grãos e fibras para 2023, em que relata o crescimento do cultivo da soja. Segundo a publicação, o Brasil ultrapassa na próxima década a produção norte-americana, com 120 milhões de toneladas. No entanto, o destaque vai para a Região Nordeste, que salta de 6% para 12% do País, algo como 14,4 milhões de toneladas. Esta produção certamente estará localizada no Oeste do Nordeste, na região conhecida como Matopiba – Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O Tocantins, na verdade, pertence à região Norte, mas grande parte de sua produção atual, apesar de servida pela ferrovia Norte Sul, ainda se encaminha para o Oeste baiano, onde está a maior esmagadora do País, a Bunge, com 1,05 milhão de toneladas e deverá receber a esmagadora chinesa Chongqing em menos de 2 anos, com capacidade para 1,3 milhão de toneladas. O Sudeste e o Sul perdem participação. O Centro Oeste aumenta apenas um ponto percentual. E o Norte dobra sua participação, de 3 para 6%.
Preocupação de Humberto, de grande parte dos prefeitos e dos produtores rurais da região, a questão do fornecimento de energia recebeu destaque na explanação do presidente da Umob.
O presidente da União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob), Humberto Santa Cruz foi o conferencista de abertura da edição 2013 do Congresso Brasileiro de Irrigação e Drenagem (XXIII CONIRD), realizado entre os dias 13 e 18 de outubro no Hotel Saint Louis de Luís Eduardo Magalhães. O prefeito membro da Umob, Hamilton Santana, do município de Riachão das Neves, esteve presente na abertura do Congresso.
Aproveitando sua experiência no agronegócio, após 18 anos como presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e mais de duas décadas de atuação com a irrigação na região, o hoje prefeito de Luís Eduardo Magalhães abordou a “Importância da cadeia de negócios da agricultura irrigada para o desenvolvimento municipal”.
Preocupação de Humberto, de grande parte dos prefeitos e dos produtores rurais da região, a questão do fornecimento de energia recebeu destaque na explanação do presidente da Umob. “Não temos energia para colocar 70 pivôs centrais funcionando, que estão prontos pra uso”, alertou, destacando que o problema de geração de energia não é uma exclusividade da Bahia, mas sim de todo Brasil.
O problema no fornecimento de energia se torna ainda maior quando se constata que a agricultura irrigada é responsável por ¼ de toda produção da região oeste. “Muitos dos municípios da região tem rios que os margeiam mas não tem regularidade de chuva, o que torna os sistemas de irrigação indispensáveis para seu desenvolvimento”, comentou Humberto.
Por esta razão, recebeu destaque na apresentação a ampliação do horário reservado com redução da tarifa da energia elétrica para a irrigação. A medida, segundo Humberto, é extremamente positiva para a região oeste, pois proporcionará uma redução do custo de produção e uma maximização no uso da energia elétrica sem prejudicar o sistema. “A medida não altera o custo da demanda contratada mas sem dúvida vai representar uma redução de até 35% no custo da energia consumida na irrigação”, explica o presidente.
Setenta pivôs, com tamanho médio de 110 hectares cada um, poderiam produzir, em apenas um ano, mais 1.386.000 sacas de milho e 462.000 sacas de feijão. Isso considerando apenas 2 plantios por ano, quando na realidade a média de utilização alcança até 3 plantios se utilizadas variedades precoces. Quando se fala em milho e feijão está se citando apenas culturas de baixo valor agregado. Em termos financeiros, se utilizados para frutas, café ou mesmo algodão, o valor da produção pode ser multiplicado em até 3 vezes. E o valor do ICMS do milho e do feijão, por exemplo, poderiam ser de grande valia para o Governo do Estado, que tem finanças tão combalidas.
Deputados baianos elaboram moção para solicitar providências urgentes no combate à lagarta Helicoverpa Armígera
Convidado para relatar a situação e providencias que estão sendo adotadas para combater a praga Helicoverpa Armigera, lagarta que está dizimando culturas em todo o Brasil, o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, compareceu, na manhã de terça-feira (8), na Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa da Bahia, para uma audiência pública. “A lagarta é uma praga exótica, que apareceu estranhamento em cinco estados diferentes do País ao mesmo tempo, atacando diferentes culturas como tomate, algodão, soja, feijão, mamona, café e está dizimando também pastagens, hortaliças e frutas”, informou o secretário, elogiando a iniciativa da Assembléia Legislativa, destacando que “é um importante apoio no sentido de fazer com que o governo federal autorize o registro emergencial do defensivo Benzoato de Emamectina, único capaz de controlar a praga de maneira eficaz”.
No próximo domingo, 13, no auditório do Hotel Saint Louis terá início a 23ª edição do Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem (XXIII CONIRD), uma realização da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) e Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), com apoio da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.
A abertura terá como conferencista o prefeito Humberto Santa Cruz, que aproveitará sua experiência no agronegócio – após 18 anos como presidente da AIBA – para falar sobre a “Importância da cadeia de negócios da agricultura irrigada para o desenvolvimento municipal”. Um dos temas que será abordado pelo prefeito é a ampliação do horário reservado com redução da tarifa da energia elétrica para a irrigação.
O procurador do grupo Chongqing Grain Group Co. – Universo Verde – no Brasil foi sumariamente demitido, após investigações sobre compra de uma área de 52 mil hectares no município de Correntina, para o plantio de soja. Acontece que o histórico de chuva na região de Correntina é bem abaixo do necessário, com veranicos de até 45 dias durante a temporada de plantio. É a chamada região do quebra-gaúcho, onde a totalidade das chuvas no verão não é coerente com os 550 mm, bem distribuídos, que a cultura de soja exige. Se quiser aproveitar a área, os chineses deverão investir em bovinocultura ou em reflorestamento de eucalipto. Na imagem acima, as isoietas de chuva da região Oeste, que começam acima de 2.500 mm e terminam em menos de 400 mm.
A transação teve influência direta da ex-prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira, que inclusive escolheu também a área, de forte declividade, para a localização da indústria do grupo, no início da descida da serra, na BR 242. Na época, Jusmari teria se negado a autorizar a instalação da indústria no Cerradão, em terreno plano e próximo aos grandes plantios de soja, para evitar que só Luís Eduardo fosse beneficiada com a oferta de emprego. Resultado: o Estado gastou uma fortuna para nivelar o terreno, obra que só ficou pronta há poucos dias.
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) anunciou que vai utilizar o Benzoato de Emamectina no controle da Helicoverpa armigera. A substância teve seu uso proibido na Bahia a pedido do Ministério Público, provocando perdas bilionárias no estado mais atingido pela praga.
A Adapi publicou portaria declarando como “zona interditada” uma região de 25 municípios que já identificaram a presença da lagarta: Porto Alegre do Piauí, Antônio Almeida, Landri Sales, Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Sebastião Leal, Baixa Grande do Ribeiro, Alvorada do Gurguéia, Palmeira do Piauí, Currais, Bom Jesus, Redenção do Gurguéia, Monte Alegre do Piauí, Santa Filomena, Gilbués, São Gonçalo do Gurguéia, Corrente, Sebastião Barros, Cristalândia do Piauí, Barreiras do Piauí, Piracuruca, Regeneração, Guadalupe, Jerumenha e Marcos Parente.
Além do controle químico, que será regulado por uma série de exigências legais, a Defesa Sanitária Vegetal vai adotar outras medidas para combater a praga. “No Piauí ela foi detectada no ano passado e os produtores já estão preocupados com o que aconteceu na Bahia. Nós não temos a dimensão. A praga não se erradica. Nós temos que controlar, conviver com ela, para que ela não venha a inviabilizar o nosso agronegócio”, declarou o diretor-geral da Adapi, José Antônio Filho, ao portal Cidadeverde.
A Adab publicou, na última terça-feira (01), a portaria no199, que autoriza a antecipação do período de plantio da soja para o próximo dia 10 de outubro de 2013. A publicação está de acordo com as determinações do Comitê Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (CTR) que analisou a solicitação feita pela Aiba e aprovou a antecipação, desde que não haja planta emergida até o dia 09 de outubro. A autorização serve tanto para produtores irrigantes, quanto para sequeiros.
O direito da antecipação do plantio será concedido aos agricultores que cadastrarem, na Aiba, o tamanho da área que pretendem plantar soja. O prazo para o cadastramento vai até o próximo dia 03 de outubro (quinta-feira). Os documentos necessários estão publicados no site da Associação (www.aiba.org.br).
Os produtores com histórico de autuações durante o vazio sanitário por conta de descumprimento de normas estabelecidas no termo de compromisso, não serão beneficiados com a antecipação do plantio para a safra 2013.
O diretor de Defesa Vegetal da Adab, Armando Sá Nascimento Filho, ressalta que “a antecipação do plantio está de acordo com o Programa Fitossanitário elaborado por entomologistas do Oeste da Bahia e apresentado, publicamente, no dia 30 de julho de 2013, durante o Seminário Brasileiro sobre Helicoverpa.”
A Aiba fará o monitoramento das áreas plantadas e desenvolverá, junto com a Fundação Bahia e as universidades da região, uma análise da antecipação do plantio.
A pergunta é a seguinte: pode começar o plantio no dia 10, mas já combinaram isso com São Pedro? Se não acertaram com o velho barbudo, de nada adianta. Ele é quem está planejando colocar umidade no solo.
O prazo para a entrega da Declaração do Imposto Territorial Rural (ITR) do exercício de 2013 termina hoje (30). Um guia com perguntas e respostas está disponível na página da Receita Federal na internet.
A instrução normativa que aprovou o programa de computador destinado ao preenchimento da declaração foi publicada no Diário Oficial da União no dia 16 de agosto. Para instalar o programa, o proprietário rural terá que ter outro aplicativo conhecido como máquina virtual Java (JVM), na versão 1.6.0 ou superior.
São três as versões com instaladores específicos do programa gerador da declaração. As versões são compatíveis com os sistemas operacionais Windows, Linux e Mac OS X.
O programa de computador para o preenchimento da declaração poderá ser encontrado na página da Receita na internet. Para transmitir a declaração, é necessário instalar também no computador o programa Receitanet, disponível no site. Após 30 de setembro de 2013, a declaração deve ser apresentada pela internet ou em mídia removível, como pendrive ou disco rígido externo, nas unidades da Receita, durante o horário de expediente.
O imposto devido poderá ser pago por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária integrante da rede arrecadadora de receitas federais, no caso de pagamento feito no Brasil; Título da Dívida Agrária (TDA) do tipo escritural, ou seja, custodiado em uma instituição financeira, correspondente a até 50% do valor devido; transferência eletrônica de fundos mediante sistemas eletrônicos das instituições financeiras autorizadas pela Receita Federal a operar com essa modalidade de arrecadação.
Devem apresentar a declaração do ITR o proprietário, o titular do domínio útil ou possuidor, a qualquer título, de imóvel rural, exceto o imune ou isento. Também deve apresentar o titular do domínio útil ou possuidor, a qualquer título, de imóvel rural, imune ou isento, para o qual houve alteração nas informações cadastrais correspondentes ao imóvel rural.
A multa para quem perder o prazo é 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido – não podendo o seu valor ser inferior a R$ 50,00 no caso de imóvel rural sujeito à apuração do imposto, além de multa e juros. No caso de imóvel rural imune ou isento, a não apresentação da declaração no prazo implica multa de R$ 50,00.
A abertura do 23º Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem será realizada no dia 13 de outubro, às 19 horas, no hotel Saint Louis, em Luís Eduardo. O prefeito Humberto Santa Cruz fará a conferência inaugural com o tema “Importância da cadeia de negócios da agricultura irrigada para o desenvolvimento municipal”.
Estarão presentes na abertura do evento o presidente da Abid, Helvécio Mattana Saturnino; o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato; o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles; o secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler; a reitora da Ufob, Iracema Veloso; pesquisadores, doutores, produtores rurais, empresários do setor de irrigação e estudantes.
São esperadas cerca de 500 pessoas entre os dias 14 e 16, quando serão realizados seminários, conferências e oficinas. Paralelo à parte científica, haverá a participação de expositores de empresas de máquinas agrícolas, equipamentos para irrigação, insumos e serviços e a apresentação de pôsteres de profissionais que inscreveram seus trabalhos previamente. As datas de 17 e 18 estão reservadas para Dias de Campo.
As inscrições estão sendo efetuadas somente via internet, no site do evento, até o dia 11/10/2013. Após esta data, as inscrições só poderão ser realizadas no local do evento. Os valores variam de acordo com a categoria: profissional, estudante de pós-graduação, estudante de graduação e estudante de escola técnica.
O XXIII Conird é uma realização da Abid, Aiba e governo do Estado da Bahia.
Especialistas, doutores, pesquisadores, estudantes, profissionais do setor de irrigação e drenagem e autoridades políticas vão participar, de 13 a 18 de outubro de 2013, do XXIII Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem (Conird), no município de Luís Eduardo Magalhães, Oeste da Bahia.
O objetivo do evento é fortalecer o debate em favor do desenvolvimento sustentável do agronegócio calcado na agricultura irrigada através do fomento a pesquisa, uma vez que investir em estudos e difusão de conhecimento sobre irrigação é diminuir o risco agrícola e garantir maior segurança alimentar e energética para o país. O uso racional da irrigação na agricultura permite a ampliação da produção por área, diversificação de culturas e cumprimento de cronogramas de plantio. A racionalidade também inclui a drenagem como recurso para minimizar problemas de excesso de água. Mas para que todo o sistema funcione plenamente, é fundamental o cuidado com as nascentes, recargas de aquíferos e reserva da água.
O coordenador da União dos Municípios do Oeste da Bahia – UMOB, Sérgio Pitt, participou no último dia 18, na Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, da audiência pública promovida pela comissão extraordinária que acompanha o processo de privatização dos cartórios na Bahia e analisa, em especial, o aumento de cerca de 400% das custas cartoriais, que oneram, principalmente, o produtor rural, que precisa realizar os mesmos procedimentos em cartórios para realizar cada novo plantio. Segundo defende a UMOB, a lei deve dar um tratamento diferenciado para os atos envolvendo operações de crédito rural conforme estabelece o Decreto Lei 167/67. A desobediência torna inconstitucional esta parte da lei baiana.
A audiência foi presidida pelo deputado Mário Negromonte Jr e teve participação de produtores rurais, representantes dos delegatários dos cartórios, do Tribunal de Justiça da Bahia, da Defensoria Pública e dos deputados estaduais Hebert Barbosa e Cacá Leão.
Pitt, que há dois anos acompanha de perto o processo, defende a necessidade de revisão imediata do valor das custas dos emolumentos para títulos de crédito rural. A Lei Federal n° 10.169/2000, que regulamentou o parágrafo 2° do artigo 236 da Constituição Federal, que delega aos Estados e Distrito Federal a fixação do valor dos emolumentos, não revogou o Decreto Lei 167/67. Ele deve ser aplicado como os outros estados da federação fazem, a exemplo de São Paulo e Minas Gerais.
“À época da aprovação, visitamos o Legislativo, a Casa Civil e o Judiciário, que disse que a privatização se baseou em estudo sobre o valor das custas, que foi encaminhado ao Executivo e, de lá, para a Assembleia. Quando as contas não fecham, não podemos trabalhar com base, apenas, na receita. Temos de avaliar esses custos. Tem cartórios que são deficitários e a sociedade não pode arcar com a ineficiência deles”, afirmou.
Diferenciação
Para Pitt, a agricultura, por sua função social, merece tratamento diferenciado, uma vez que ao contrário do cidadão comum que adquire um imóvel e paga pelos custos de produção de uma escritura uma única vez, o produtor o faz a cada safra, durante todo o tempo em que está em atividade.
Exorbitante
A Taxa de Fiscalização do Judiciário, cuja legalidade a UMOB questiona, foi apontada pela presidente do SIMPOJUD como um dos fatores que não apenas elevam os custos, como oneram sobremaneira os cartórios. A taxa, de 53%, também foi apontada pela presidente do Colégio Notorial do Brasil – Seção Bahia, Emanuele Fontes, como extremamente pesada.
“O erro começou com a aprovação da tabela. Hoje eu repasso cinco vezes mais para o Judiciário do que o que fica no cartório. Eu poderia reduzir os meus funcionários para baixar os custos, mas aí eu não prestaria um bom serviço”, refletiu Emanuele Fontes. Na conclusão de sua intervenção final na audiência pública, Emanuele Fontes, que é tabeliã em Juazeiro, concordou com a aplicação do decreto 167/67.
Em São Desidério, o prefeito Demir Barbosa recebe o representante da ABAPA para inteirar-se do projeto.
A implantação de uma indústria esmagadora de caroço de algodão e extração de óleo na Região Oeste da Bahia irá gerar 50 empregos diretos e 200 indiretos, com capacidade inicial de 400 toneladas de matéria-prima processada por dia. Com um investimento da ordem de R$ 40 milhões, o projeto foi desenvolvido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) em parceria com o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).
A carta de apresentação do projeto foi entregue pela Abapa para as prefeituras de São Desidério (10/09), Luís Eduardo Magalhães (18/09) e Barreiras (19/09), com o objetivo de pleitear junto aos municípios, benefícios que possibilitem viabilizar e concretizar o empreendimento.
“A esmagadora será uma parceira do agricultor para agregar valor ao seu produto. Apresentamos o projeto para as principais prefeituras do polo produtor e tivemos boa receptividade. Iremos analisar a melhor contrapartida”, disse a presidente da Abapa, Isabel da Cunha. “Com o apoio dos municípios, pretendemos até o final do ano lançar a pedra fundamental deste grande empreendimento”, completa o diretor executivo da Abapa, Uilham Hillebrand.
Uilham Hillebrand, o vice-prefeito Paê e o prefeito Antonio Henrique, de Barreiras
Segundo prefeito de São Desidério, Demir Barbosa, o município vai contribuir e buscar parcerias para implantação da esmagadora. “Parabenizamos a Abapa pela iniciativa que vai beneficiar o agricultor e toda a sociedade. Temos interesse e já estamos trabalhando na desapropriação de uma área localizada em Roda Velha para a criação de um distrito industrial municipal. Ainda este mês teremos novidades”, afirmou.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, afirma que está disposto a agregar valor aos subprodutos das culturas agrícolas da região oeste. “Essa esmagadora é um grande avanço, pois a semente do algodoeiro é uma das principais matérias primas para a indústria de óleo e será mais uma opção de comercialização para o agricultor”.
De acordo com o prefeito de Barreiras, Antonio Henrique, toda a região será beneficiada. “O projeto é excelente. Vamos levantar as áreas estratégicas do município para apresentar como proposta e contribuiremos com o que for possível”, disse.
Reitores, diretores, professores e coordenadores de instituições de ensino superior do Oeste da Bahia participaram de um café da manhã, nesta segunda-feira (16), organizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). O objetivo do evento foi estreitar as relações entre produtores rurais e universidades para promover a produção científica na região.
“ O que queremos é dizer quais são as necessidades do agronegócio, ouvir as demandas das universidades e buscar caminhos e parcerias para que os pleitos possam ser atendidos. Vamos unir ações para incentivar a pesquisa, disseminar o conhecimento e estruturar o agronegócio e as universidades do Oeste da Bahia.”, afirmou Júlio César Busato, presidente da Aiba.
Dentro da estrutura oferecida pelos produtores, existe o apoio da Abapa e Fundeagro, este último representado pela diretora executiva, Jussara Ventura. Nesta lista está ainda a Fundação Bahia, representada pelo pesquisador Murilo Pedrosa que disponibilizou a estrutura da Fundação. “Temos laboratórios que podem ser utilizados por alunos e professores das universidades, além de diversos pesquisadores para dar suporte aos trabalhos. Estabelecer parcerias na área de pesquisa com as universidades é muito bom.”, disse Murilo.
Todos os representantes da Ufob, Uneb, Faahf, Fasb, Ifba, Cetep, Unyahna se pronunciaram e reafirmaram o interesse em participar desta ação de cooperação. A diretora do Campus IX da Uneb, professora Marilde Guedes, falou que a universidade tem uma produção de pesquisa muito grande e que, em breve, trará mais um curso importante para a região. “ Dentro da demanda da região, nós oferecemos Biologia, Engenharia Agronômica e já temos a autorização para implantar Medicina Veterinária. Isso é muito bom para a agropecuária do Oeste da Bahia. ”, anunciou Marilde.
A diretora do Ifba, Dicíola Baqueiro, comunicou que, com a mudança na institucionalidade do Ifba, ele passa a oferecer cursos universitários também. “Essa parceria nos interessa muito, principalmente agora. A implantação de pesquisa e tecnologia é sim nossa intenção.”, comemorou Dicíola.
A proposta de parceria também foi aprovada pela coordenadora de Agronegócios da Faahf, Danielle Cantelle, que destacou a necessidade da união entre as instituições de ensino. “ A necessidade de pesquisa existe, o desejo dos professores existe, mas os recursos são poucos. Precisamos unir forças.”, explicou Danielle Cantelle.
O diretor geral do Cetep, José Luiz Scheidegger, disse que a parceria vai trazer um incentivo muito grande aos professores da região. A diretora administrativa da Unyahna, Ana Luiza Mendes, disponibilizou o núcleo de extensão da universidade e o diretor da Fasb, Tadeu Bergamo, disse que a instituição participará porque “ a Aiba é o grande representante do agronegócio na região e será fundamental este trabalho.”
Foi solicitado aos representantes das universidades que a Aiba faça parte da CPA de cada uma das instituições, o que foi acatado por todos. O passo seguinte será a indicação, por parte das universidade, de um professor e um aluno para comporem a equipe que definirá os termos da parceria.
Primeiro passo – Durante o café da manhã, foi assinado o primeiro convênio entre Ufob e Aiba para viabilização de estágio aos alunos da universidade. Também foi assinado um protocolo de intenções para cooperação técnica entre as duas instituições.
“ Os produtores tem muito conhecimento e a universidade valida isso. Acabamos de assinar a parceria para estágio e vamos caminhar para troca de conhecimento.”, disse Iracema Veloso, reitora da Ufob.
S10 é na Topvel, o maior revendedor do utilitário na Bahia. Em Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Bom Jesus da Lapa.
No Dia Nacional do Cerrado, produtores, órgãos governamentais do Meio Ambiente, universidades e ONG´s estiveram reunidos para falar sobre legislação, novo Código Florestal, Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir), reserva legal, áreas de preservação permanente, Plano de Bacias Hidrográficas e a Lei Complementar no 140/2011. Eles participaram do Seminário sobre Cerrado e Legislação Ambiental, realizado no dia 11 de setembro, em Barreiras.
O evento foi aberto pelo presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, que ressaltou a importância de se debater questões de ordem econômica, social e, principalmente, legal sobre o Cerrado, bioma tão importante para a região Oeste da Bahia.
“A diretoria da Aiba entende que só resolveremos as questões ambientais através do dialogo. Estamos, hoje, dando início a uma série de conversas entre as entidades envolvidas no processo e tenho a certeza de que todos sairão ganhando com isto, principalmente o cerrado baiano” disse Júlio Cézar Busato.
O Brasil deverá colher este ano 187,09 milhões de toneladas de grãos. É o que aponta o 12º levantamento da safra 2012/13, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado hoje (10), às 10h, na sede da estatal, em Brasília (DF). O número é 12,6% superior à safra 2011/12, quando atingiu 166,20 milhões de t.
De acordo com a Gerência de Avaliação de Safras (Geasa), esse resultado representa um aumento de 20,90 milhões de t. Este incremento é devido, sobretudo, às culturas de soja, com crescimento de 22,7% (15,05 milhões de toneladas) e de milho segunda safra, com aumento de 18,1% (7,07 milhões de toneladas) sobre a produção obtida na safra anterior.
Com relação à estimativa de área plantada, a estimativa para esta safra é de 53,34 milhões de hectares, 4,8% (2,46 milhões de hectares) maior que a cultivada em 2011/12, que totalizou 50,89 milhões de hectares. O destaque também foi para a soja, com crescimento de 10,7% (2,68 milhões de hectares), passando de 25,04 para 27,72 milhões de hectares, e para o milho segunda safra, com aumento de 18,1% (1,38 milhão de hectares), passando de 7,62 para quase 9,0 milhões de hectares. A área plantada com milho, primeira e segunda safra, totaliza 15,90 milhões de hectares, ou seja, crescimento de 4,8% (726,5 mil hectares).
Outras áreas onde se observou aumento foram relativas às culturas de amendoim primeira safra (5,1%), feijão terceira safra (9,6%), sorgo (1,9%) e triticale (2,3%). As demais culturas tiveram redução na área cultivada, sobretudo, as de feijão total e milho primeira safra. O milho 1ª safra contabiliza decréscimo de 8,6% (651,7 mil hectares), e o feijão (total), redução de 4,6% (148,9 mil hectares), com a maior perda na cultura de primeira safra, com menos 9,2% (114,2 mil hectares).
O estudo foi realizado entre 19 a 23 de agosto de 2013. Os técnicos da Conab visitaram os principais municípios produtores do país e também instituições ligadas à produção agrícola, com destaque para profissionais de Cooperativas, Secretarias de Agricultura, órgãos de Assistência Técnica e Extensão Rural (oficiais e privados), agentes financeiros, revendedores de insumos e produtores rurais. (Antônio Marcos da Costa / Conab)
O juiz Pedro Rogério de Castro Godinho proferiu decisão inédita no País, hoje pela manhã, em ação patrocinada pelo Sindicato dos Produtores Rurais, vedando à multinacional Monsanto a exigência de renúncia, por parte de agricultores, de eventuais créditos nos contratos referentes ao royalties da soja RR1, para fornecimento de sementes da soja RR2 Intacta. A decisão do Magistrado vai mais longe: suspende a eficácia de eventuais termos de acordo entre produtores e Monsanto, já assinados, e determina multa diária de R$20 mil, por produtor, caso a multinacional persista na prática abusiva. A questão dos direitos dos produtores na devolução de royalties pagos está em apreciação no Superior Tribunal de Justiça.
O advogado Márcio Rogério é o autor da ação contra a Monsanto, representando o Sindicato. Procuramos, agora pela manhã, o presidente do Sindicato, Vanir Kölln, que se encontra em viagem pelo Rio Grande do Sul, mas afirmou, via telefone, que “O Sindicato não poderia se furtar às reclamações dos produtores que representa, em sete municípios do Oeste voltados à agricultura”.
Este é o primeiro ano que o algodão certificado pelo Programa ABR – Algodão Brasileiro Responsável, após passar pelo processo de beneficiamento recebe o selo de identificação. Nesta safra 2012/2013, 18 propriedades do estado da Bahia foram certificadas pela Intertek do Brasil e cerca de 274 mil selos serão utilizados.
O Programa visa unificar o protocolo de certificação de sustentabilidade na produção de algodão no Brasil, englobando ações nos três pilares: ambiental, social e econômico. O ABR foi implantado na Bahia pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), com a coordenação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).
Na Fazenda Independência, do produtor João Carlos Jacobsen, os fardos de algodão estão recebendo os selos do ABR. De acordo com ele, a certificação é uma consequência da adequação da propriedade a legislação e da responsabilidade social do produtor. “A certificação do algodão é importante não apenas pelo simples certificado, mas para o produtor mostrar que está socialmente e ambientalmente adequado à legislação brasileira. Isso pode contribuir para um reconhecimento e maior procura pelo seu algodão”, disse.
Segundo o coordenador do Programa ABR na Bahia, Maurício Lopes, os resultados foram satisfatórios. “Os produtores fizeram importantes adequações em suas propriedades que contribuem para a sustentabilidade. Os interessados em fazer a adesão na próxima safra podem entrar em contato com a Abapa para receber as primeiras orientações”, disse Maurício.
Em outubro, a Abapa realizará um evento de mobilização para esclarecer e incentivar os produtores a aderirem o Programa ABR na safra 2013/2014.
O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), em parceria com a Fundação Bahia e a Embrapa Cerrados, vai promover o Fórum Regional de Máxima Produtividade da Soja no dia 12 de setembro, na cidade de Luis Eduardo Magalhães, na Bahia. O evento apresentará o case vencedor da região Norte e Nordeste do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja Safra 2012/2013, além de debater as tecnologias utilizadas por sojicultores de diversas regiões do Brasil que conseguiram alcançar altas produtividades.
“A realização dos fóruns regionais é mais uma iniciativa do CESB para incentivar os agricultores a conhecerem e adotarem novas tecnologias e práticas para o cultivo da soja e, assim, aumentarem as suas produtividades”, atesta Orlando Martins, presidente do Comitê.
A programação do Fórum inclui palestra da Fundação Bahia, em parceria com a Embrapa Cerrados, pelo Dr. Sebastião Pedro, sobre manejos para a alta produtividade de soja. Também haverá uma apresentação do CESB, ministrada pelo membro do Comitê, Dr. Plínio Itamar de Mello de Souza, sobre os indicativos para a obtenção de Máxima Produtividade de Soja, para que os participantes conheçam métodos eficientes para o cultivo da leguminosa.
O evento também contará com o detalhamento do case do Campeão da região Norte/Nordeste deste ano, que alcançou a marca de 102,78 sacas por hectare, seguido por um debate para discutir as técnicas apresentadas e posteriormente, ainda acontecerá a homenagem do Comitê aos Campeões Municipais e o Campeão Estadual da Bahia.
Os interessados em participar do Fórum Regional de Produtividade da Soja devem confirmar presença pelo telefone (77) 3639-3131.
Atualmente, o CESB é composto por 16 Membros e oito entidades patrocinadoras: Syngenta, BASF, Pioneer, TMG, Monsanto, Sementes Adriana, Agrichem e Instituto Phytus.
Uma comitiva composta por dezenas parlamentares, inclusive o deputado Oziel Oliveira, e de produtores rurais, estiveram reunidos, na tarde desta quarta-feira (04), no Palácio do Planalto, com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade. A reunião foi marcada pela ministra, logo após, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovar requerimento do deputado Oziel Oliveira, convidando alguns ministros para explicarem a política nacional de defensivos agrícola.
Durante a reunião foi tratado dos graves problemas enfrentados pelos agricultores de todo o País em decorrência da morosidade e da burocracia na análise dos processos por parte do Ministério da Agricultura, Anvisa e Ibama, na liberação desses defensivos agrícolas que combatem diversas pragas no campo.
Em 2013 no oeste da Bahia os produtores já somam prejuízos no valor de 1,5 bilhão. Estima-se que no Brasil essa quantia já ultrapassa os 30 bilhões de reais.
Oziel Oliveira disse que os problemas podem refletir diretamente na geração de emprego e renda no campo, ameaçando diretamente, a estabilidade do setor.
“Segundo dados recentes do IBGE, a agropecuária é responsável por um terço do Produto Interno Bruto, além de segurar a balança comercial do Brasil. Portanto, precisamos de uma solução definitiva por parte dessas pastas, afim de não comprometermos o abastecimento de alimentos.
Pulverização
Ainda de acordo com o parlamentar, os ministros também ficaram de solucionar outro grave problema que há algum tempo vem afetando os agricultores, se trata da liberação da pulverização área de alguns defensivos agrícolas, principalmente nas plantações de soja e algodão.
Além dos integrantes da Comissão de Agricultura da Câmara e Frente Parlamentar da Agropecuária, esteve presente a reunião o presidente da AIBA, Júlio Busato, presidente do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Kölln, o engenheiro agrônomo, Celito Breda, além de representantes da Abrapa (Associação Brasileira de Produtores de Algodão) e da Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja).
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que o crescimento de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas do país) no segundo trimestre, divulgado ontem (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está relacionado à colheita de grãos da safra 2012/2013. “A colheita recorde de 186,1 milhões de toneladas de grãos e fibras determinou o crescimento do PIB”, disse a entidade por meio de nota divulgada nesta tarde.
Os dados do IBGE mostram que o PIB agrícola cresceu 3,9% no segundo trimestre de 2013, na comparação com os três meses anteriores. Em relação ao segundo trimestre de 2012, o desempenho da agropecuária registrou elevação de 13%. Nos primeiros seis meses deste ano, a soma das riquezas produzidas em propriedades rurais cresceu 14,7% ante igual período de 2012.
“Os resultados espelham o cenário favorável de preços no período de plantio, justificado pelas perdas de safra no Hemisfério Norte no segundo semestre de 2012”, diz o comunicado da CNA. A entidade considera positiva a expansão do crédito rural por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 e destacou o clima favorável como outro fator que influenciou nos bons resultados da colheita.
A CNA projeta continuidade do cenário favorável para o terceiro trimestre de 2013. Para o fechamento do ano, a entidade estima crescimento de 18% da produção agropecuária, que deve sustentar alta entre 4,5% e 5% do PIB do agronegócio. De acordo com a confederação, o bom desempenho deve recompensar as perdas por problemas climáticos ocorridas em 2012. Da Agência Brasil.
No dia 04 de setembro, às 16 horas, acontecerá uma reunião na Casa Civil da Presidência da República para tratar sobre a importação de insumos agrícolas. O foco das discussões será a liberação do Benzoato de Emamectina. No oeste da Bahia, os danos causados pela Helicoverpa já somam 1,5 bilhão de reais. O prejuízo na safra brasileira chega a R$ 10,7 bi, somando os estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais nas culturas de soja, milho e algodão.
A união das entidades do agronegócio, como a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Sindicatos Rurais, dentre outras importantes instituições, tem sido fundamental na busca das soluções para o controle e manejo da Helicoverpa. Essa importante reunião para o setor agrícola é resultado de um requerimento do deputado federal, Oziel Oliveira.
Segundo a presidente da Abapa, Isabel da Cunha, as entidades ligadas ao agronegócio estão buscando soluções e alternativas para enfrentar o problema na próxima safra 2013/2014, que terá início em outubro. “Estamos trabalhando para o que o governo libere produtos mais eficientes no combate e controle de pragas. Na Bahia, os custos de produção do algodão aumentaram em até 20%, tivemos prejuízos e mais uma vez o agricultor pagará a conta. Precisamos da liberação de produtos para garantir a eficiência, redução de custos e a proteção da nossa lavoura”, disse Isabel.
A reunião contará com a presença o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, ministra do Meio ambiente, Izabella Teixeira, ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, ministro da Saúde, Alexandre Padilha e da coordenadora do encontro, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Com o objetivo de capacitar os profissionais que praticam atividades nas usinas e propriedades de algodão, os cursos promovidos pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) já qualificaram aproximadamente 190 pessoas na área de segurança do trabalho. Foram oferecidos treinamentos com os temas, NR 12, NR 10, NR 31, NR 33, Transporte de Trabalhadores Rurais, CIPATR (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural) e SESTR (Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural).
A presidente da Abapa, Isabel da Cunha, destaca que o produtor está buscando cada vez mais se adequar as leis trabalhistas. “A Abapa está auxiliando seus associados, proporcionando os treinamentos de segurança no trabalho que ajudam a incentivar as boas práticas, prevenir acidentes e doenças no trabalho”, disse.
A ação contempla os produtores de algodão, associados da Abapa, que podem oferecer gratuitamente os treinamentos para os seus funcionários. São disponibilizadas 15 vagas por turma, os cursos estão acontecendo desde o mês de Maio, no Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, que é a instituição de ensino responsável.
NR31
O treinamento sobre a NR 31 – Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura, ministrado pela advogada, Ana Paula Brandão, em agosto, com a próxima turma prevista para o dia 16 de setembro, apresenta a Norma Regulamentadora na íntegra. “Explicamos a NR 31 minuciosamente e temos tido um retorno satisfatório por parte dos alunos. Os produtores tem buscado capacitar seus funcionários e reconhecem a importância das NR`s. Houve uma evolução grande com a iniciativa da Abapa em promover as capacitações e esperamos que sirva de exemplo para outras associações. Já ouvi muitos relatos dizendo que após os treinamentos não houve mais acidentes e esse, sem dúvida, é o melhor resultado. Mostra o respeito em relação ao trabalho. Além disso, capacitar é a melhor forma de evitar as penalidades”, afirmou.
Marcos André dos Santos Azevedo, gerente de produção da Fazenda Busato, conta que nesta última safra de algodão nenhum acidente foi registrado. “Atingimos nosso objetivo maior, mais de 70 dias de safra sem acidentes. Isso é resultado dos treinamentos, hoje temos mais informações sobre o uso dos EPI`s e operação de máquinas. E esse curso de NR 31 vem trazer mais informações e esclarecer nossas dúvidas”, afirmou.
O coordenador de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Tobias Schinaider, da Agrícola Xingu completa dizendo: “Após os treinamentos, repassamos aos outros funcionários o que a lei exige e o que tem que ser mudado. Conseguimos entender melhor as mudanças na legislação e com as orientações que recebemos, já implantamos melhorias na propriedade”, disse.
Em setembro estão previstos também os cursos de NR 13, NR 35, SESTR – Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural, Aplicação de Agrotóxico – NR 31 e Noções sobre procedimentos para resíduos produzidos na propriedade.
Às 8h58m desta manhã as cotações da soja (setembro) em Chicago alcançavam 23 pontos de alta, ultrapassando a barreira de 13 dólares o bushel, com forte tendência de alta já mostrada na semana anterior. A demanda por soja nos países asiáticos aumentou e existe algumas regiões com deficiência de umidade nas regiões produtoras dos Estados Unidos.
As cotações internacionais do milho e do trigo também se encontravam em alta hoje pela manhã.
Nesta sexta-feira, com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e uma comitiva composta por empresários franceses, o Governador participou da segunda colheita de uvas de Morro do Chapéu, da degustação de vinhos produzidos com a primeira safra, e do lançamento da primeira Sociedade Vinícola da Chapada Diamantina, um condomínio de 20 hectares que terá também uma indústria com capacidade inicial para produzir 200 mil garrafas de vinho/ano.
O diretor do empreendimento, Eraldo Cruz, explicou ao governador que a Sociedade Vinícola terá 20 lotes de um hectare, cada um com custo de implantação de R$ 198 mil. A formação do condomínio deverá estar concluída em dois anos, e cada condômino terá direito a uma área de 200 metros quadrados para construção residencial. Serão plantadas uvas das variedades Cabernet Sauvignon, Sirah, Malbec, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay, Sauvingnon Blanc e Muscat Petit Grain.
Autoridades e produtores degustam vinhos produzidos com uvas da Chapada
“Começamos a colher os frutos do que fomos buscar na França há alguns anos. Acho que aqui será o vetor de desenvolvimento e enriquecimento da região, principalmente para Morro do Chapéu. Muita gente não acreditava que poderíamos plantar uvas e daí produzir um vinho de qualidade. Hoje, a resposta está aí e os investidores começam a aparecer”, afirmou o governador Jaques Wagner.
Para Eurico Benedetti, do Conselho Diretor da Miolo, o mercado baiano e brasileiro é promissor. Segundo ele, “na França, o consumo percapta de vinho é de 60 litros/ano, enquanto que no Brasil é de 6,8 litros/ano. Temos que fazer trabalho de base, educação e degustação para ensinar o brasileiro a consumir vinho”. Essa opinião é compartilhada por Giuliano Pereira, pesquisador da Embrapa Uvas e Vinhos, um dos responsáveis pela implantação do projeto na Chapada Diamantina.
Cultivo protegido de tomate na Chapada.
Vila Francesa na Chapada
Além da primeira vinícola da Chapada, morro do Chapéu terá também uma vila de produtores franceses. Visando acelerar a vinda de produtores da França, o produtor Aderbal Cesar de Oliveira doou 12 hectares de sua propriedade à associação de produtores franceses, sendo dez para o plantio de uvas e dois para a construção de uma vila residencial. “Estamos satisfeitos com tudo que vimos aqui, com o potencial da Chapada, e queremos vir. Mas precisamos levar o assunto para ser discutido com os demais membros da associação”, disse Edouard Pinon, presidente da Associação de Jovens Produtores da França.
A balança comercial do agronegócio teve superávit de US$ 7,79 bilhões em julho e saldo positivo US$ 49 bilhões nos sete primeiros meses de 2013. As informações foram divulgadas hoje (13) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O complexo soja (grão, farelo e óleo) foi destaque nas vendas externas. No mês passado, o complexo respondeu por 42,5% dos US$ 9,3 bilhões exportados. No período de janeiro a julho, foi responsável por 36% de US$ 58,8 bilhões vendidos.
Atrás da soja, estão as carnes, o complexo sucroalcoleiro, os produtos florestais e os cereais puxaram tanto as vendas externas mensais quanto no acumulado de janeiro a julho. As exportações do agronegócio brasileiro cresceram 3,6% com relação a julho do ano passado e 9,5% na comparação com os sete primeiros meses de 2012. Os números referentes à agricultura estão na contramão da balança comercial geral, que registrou o pior resultado da série histórica para meses de julho.
O primeiro destino principal das exportações agrícolas em 2013 foi a Ásia, que adquiriu 42,8% dos produtos brasileiros de janeiro até o mês passado. Em segundo lugar ficou a União Europeia, que respondeu por 21,9% das compras. Os terceiros foram os países do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), que compraram 8,5% do que foi vendido pelo Brasil. O Nafta é formado por Estados Unidos, Canadá e México. Por Mariana Branco, da Agência Brasil.
A produção vencedora do Desafio de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo CESB – Comitê Estratégico Soja Brasil, deste ano, atingiu a impressionante marca de 110,55 sacas/hectare, volume 33,5% maior na comparação com a safra 2008/2009, data da primeira edição da competição. Quando o parâmetro é a média nacional, o abismo é ainda maior: são 110,55 sacas/hectare contra 48,9 sacas/hectare – diferença de 126%.
Na série histórica, também é possível notar este descompasso entre a produtividade média nacional e a dos 10 primeiros colocados no Desafio CESB. Enquanto a produtividade média do País em 2008 era de 43,8 sacas/hectare e atualmente é de 48,9 sacas/hectare, no Desafio os volumes passaram de 77,8 sacas/hectare em 2008 para 103,8 sacas/hectare atualmente. Como explicar tamanha diferença?
A resposta está primordialmente em dois fatores: Experimentação e Modelagem. Por experimentação, entende-se o processo de estimular os produtores a investigar, testar, aplicar e combinar fatores, técnicas e tecnologias que elevem o patamar da produtividade da soja no Brasil. “O segredo para o ganho de produtividade está em encontrar a união dos fatores corretos para o plantio em cada região, o que inclui clima, genética, fertilidade do solo, dentre outros itens de extrema relevância”, afirma Orlando Carlos Martins, presidente do CESB.
Modelagem é o passo seguinte, que decorre da troca de informações e experiências de sucesso para que seu manejo possa ser estudado e adaptado em outros lugares, com o intuito de criar um novo modelo de produção capaz de elevar a produtividade média nacional. “A missão do CESB é essa: apresentar e discutir temas relevantes para o desenvolvimento da soja no país e disseminar métodos bem-sucedidos. Os vencedores regionais do Desafio são premiados com visitas a centros de excelência na produção de soja em outros países, e os ganhadores estaduais e municipais passam a ser reconhecidos em suas regiões como referência. É a lógica do trabalho em rede. Todos ganham com essa troca”, afirma Martins.
É fundamental mapear os indicativos técnicos de máximas produtividades com o objetivo de torná-los referências para os sojicultores. Entre eles, os principais apontados pelo CESB são: a) construção do perfil de solo; b) nutrição e adubação adequadas; c) utilização de população de plantas adequada; d) controle fitossanitário; e) escolha das variedades adaptadas à região; f) aplicação da experiência do agricultor e do consultor na lavoura.
As tecnologias não convencionais e as nascidas da criatividade e da vivência dos produtores no dia-a-dia também seguem ganhando espaço, ainda que não seja possível comprovar cientificamente a relação direta entre seu uso e a conquista de produtividades mais altas.
“Todas essas práticas, separadas ou combinadas, tradicionais ou não, são usadas com frequência pelos produtores e consultores que têm alcançado máximas produtividades nos nossos Desafios. É preciso experimentar e testar constantemente. O objetivo do CESB é aumentar a produtividade média de soja no Brasil dos atuais 48,9 sacas/hectare para 67 sacas/hectare”, afirma Martins, presidente do CESB.
O último evento nacional da entidade ocorreu no Paraná, no dia 27 de junho, reuniu 557 produtores, técnicos e demais profissionais ligados ao agronegócio que puderam conhecer os métodos adotados pelos campeões do Desafio 2012/2013.
A safra nacional de grãos do período 2012/2013 chega, no décimo primeiro levantamento, ao recorde de produção de 186,15 milhões de toneladas. O aumento foi de 12,1% em relação ao mesmo período no ano anterior, quando chegou a 166,20 milhões de toneladas. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que atualizou os números nesta quinta-feira (8). O aumento se deve, sobretudo, às culturas de soja e milho segunda safra, que apresentam crescimento nas áreas cultivadas de 10,7 e 17,6%, respectivamente. Quanto à produção, a soja teve aumento expressivo, com incremento de 22,7%, passando de 66,38 para 81,46 milhões de toneladas. Já o milho 2ª safra teve um crescimento de 15,4% e produção estimada em 45,14 milhões de toneladas. O total da área cultivada chega a 53,27 milhões de hectares. O destaque é da cultura de soja, que ocupa o maior espaço com 27,72 milhões de hectares, 10,7% maior que o do último período. O milho 2ª safra teve também bom desempenho, com 8,96 milhões de hectares e crescimento de 17,6%. Mais culturas como a do amendoim, da cevada e da aveia tiveram leves aumentos em relação à área. As informações para atualizar os dados de produção, área e comportamento climático foram obtidas no período de 22 a 26 de julho, com os técnicos da Conab visitando as áreas de maior produção dos principais estados da região Centro-Sul e Norte-Nordeste. (Raimundo Estevam/Conab)
Levantamento IBGE
A projeção para a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2013 subiu 1,2% em julho em relação a junho, conforme dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A expectativa da sétima estimativa do ano é de que a safra cresça 16,1%, atingindo 187,9 milhões de toneladas. Se for confirmada, a expansão é a maior desde 2003, quando a variação registrada sobre 2002 foi de 27,2%. Em números absolutos, o crescimento esperado é 26,03 milhões de toneladas, próximo ao de 2003, que foi 26,4 milhões de toneladas.
A área colhida estimada para 2013 é 52,8 milhões de hectares, a maior da série histórica iniciada em 1975. O número supera o do ano anterior – 48,8 milhões de hectares, em 8,2%. A projeção de julho para a área colhida também é maior que a de junho, que esperava área 195.451 hectares menor (0,4%).
O arroz, a soja e o milho – as três principais culturas, correspondem a 92,1% da produção e a 85,9% da área colhida. A produção de arroz esperada é 2,9% maior, enquanto a de milho deve subir 12,2% e a de soja, 23,7%.
A soja deve ter aumento de 11,2% na área colhida; o milho, de 7,2% e o arroz, queda de 0,6%.
Em busca de ações emergenciais efetivas de proteção a safra 2013/2014 em relação à Helicoverpa Armígera, o presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, participou de uma audiência com o secretário executivo da 5ª CCR/MPF, Carlos Alberto de Oliveira Lima. A audiência aconteceu na Procuradoria Geral da República, em Brasília, no dia 2 de agosto.
O presidente da Aiba relatou que em março de 2013, no Oeste da Bahia, os produtores de algodão, soja e milho, tiveram um prejuízo de mais de R$ 1,4 bilhão provocado pela praga. A situação alarmante levou o Ministério da Agricultura a declarar, por meio de portaria, emergência fitossanitária no estado da Bahia, além de liberar a importação e aplicação de produtos registrados em outros países, tendo como ingrediente ativo o Benzoato de Emamectina. A utilização dessa substância foi concedida em caráter emergencial após negociação entre o MAPA, Ministério da Saúde e Ministério do Meio Ambiente, no âmbito do Comitê Técnico para Assessoramento de Agrotóxicos. Diante dessa liberação, os produtores do Oeste da Bahia importaram o Benzoato de Emamectina. Continue Lendo “Aiba vai à PGR em busca de soluções para o problema da Helicoverpa”
Este artigo foi publicado pelo site ASPTA – Agricultura Familiar e Agroecologia. Reproduzimos o artigo sem, no entanto, referendá-lo, pois não temos base científica para isso. É o relato de um experimento e não temos referencias das entidades que o realizaram:
Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes.
O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta – ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.
O estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população norte-americana em sua alimentação cotidiana.
Os resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.
O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, a Food and Chemical Toxicology.
Segundo reportagem da AFP, Séralini afirmou que “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista. Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
O artigo da Food and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das reportagens citadas ao final deste texto.
Séralini também explicou à AFP que “Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal”.
De acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas próprias empresas demandantes do registro.
O pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
Um dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras, suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto. As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então “importado” pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam servidos aos ratos.
A história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob o título “Tous Cobayes !” (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.
Esse estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.