UMOB pede extinção do seguro safra no Banco do Nordeste

O Banco do Nordeste SA sensibilizado pelas distorções do produto Seguro Safra, eliminará esta exigência de seguro obrigatório para a contratação de custeios.

Atendendo solicitação da União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob), o Presidente do Banco do Nordeste,  Ary Joel de Abreu Lanzarin, recebeu nesta segunda-feira, uma comitiva liderada pelo prefeito de Luís Eduardo Magalhães e presidente da entidade, Humberto Santa Cruz, o deputado federal João Leão e os produtores rurais, Walter Yukio Horita e Sérgio Pitt. A reunião teve como pauta a apresentação de informações sobre a região oeste e a questão do seguro safra, exigido pelo banco para operações de custeio agrícola.

Em todas as operações de custeio agrícola é realizado pelo banco credor o penhor da produção da lavoura custeada, que estima produzir determinada quantia de produto. O Banco do Nordeste, na contratação destes custeios com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), alegando condições impostas pela legislação do crédito rural, está exigindo a contratação de seguro safra.

Dizem os produtores: “A taxa (prêmio) desta operação, muitas vezes é mais elevada que a taxa de juros cobrada no custeio, além de garantir, no máximo, 50% da produção estimada. Ainda, uma única seguradora, a Mapfre (sem concorrência), oferece este seguro. A produção garantida pelo seguro está abaixo do limite de qualquer risco climático registrado nos últimos 20 anos na região oeste da Bahia. Este seguro é um custo direto, sem nenhuma contribuição para mitigar possíveis riscos.”

O Presidente do Banco, juntamente com os Diretores Nelson Antônio de Souza, Fernando Passos e Paulo Sérgio Rebouça  Ferraro, sensibilizados pelas distorções do produto seguro safra, assumiram um compromisso de, através de uma Proposta Administrativa (PA), deliberarem em reunião da diretoria, excluir esta exigência de seguro obrigatório para a contratação de custeios. Esta medida deverá acontecer na próxima semana.

Humberto Santa Cruz aproveitou a oportunidade para defender a ampliação das operações do Programa de Modernização da Administração Tributária (PMAT), para as demais prefeituras dos municípios associados a Umob. Sendo que a prefeitura de Luís Eduardo Magalhães foi a única da Bahia beneficiada pelo recurso. O prefeito ainda fez considerações sobre as dificuldades encontradas na estruturação do processo de contratação, sugerindo inclusive, mudanças para acelerar a aprovação e liberação dos recursos.

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Conselho Gestor do IBA realiza reunião no Oeste da Bahia

Reunião do Conselho Gestor do IBA, em Luís Eduardo Magalhães
Reunião do Conselho Gestor do IBA, em Luís Eduardo Magalhães

O Instituto Brasileiro do Algodão – IBA pela primeira vez realizou a reunião do Conselho Gestor, em Luís Eduardo Magalhães, no dia 29 de julho. Conduzida pela presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Isabel da Cunha, foram discutidos e aprovados projetos. “O IBA promove o desenvolvimento e fortalecimento da cotonicultura brasileira, foi uma grande honra recebê-los em nossa região”, disse Isabel.

 

Durante o dia a comitiva visitou as lavouras de algodão da Fazenda Marechal Rondon e conheceu o processo de beneficiamento na algodoeira Zanotto Cotton. Para  o presidente do IBA, Haroldo Cunha, “é importante trazer quem está envolvido nas decisões para conhecer a realidade e o trabalho que é feito no campo. Estamos satisfeitos com o que vimos, parabenizo a Abapa e os produtores da Bahia”, disse.

Visita à algodoeira Zanotto Cotton
Visita à algodoeira Zanotto Cotton

De acordo com o presidente da Abrapa, Gilson Pinesso, a visita foi muito produtiva para mostrar a realidade dos produtores para os membros do Governo Federal que fazem parte do Conselho Gestor. “Aumentamos o nível de conhecimentos dos nossos conselheiros mostrando a lavoura, a colheita e o beneficiamento do algodão, além disso, discutimos  projetos socioambientais relacionados com a nossa produção”, afirmou.

Participaram das atividades o presidente Haroldo Cunha, os conselheiros Gilson Pinesso, Sergio de Marco, Isabel da Cunha, João Carlos Jacobsen, além dos  conselheiros do Governo Federal, Daniela Benjamin e Leandro Araujo ,  do MRE – Ministério das Relações Exteriores,  Helder Chaves, do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Sávio Pereira, do MAPA – Ministério da Agricultura. Participaram ainda, o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, os diretores do  IBA , Jorge Freitas e Gustavo Prado, também representando a Abapa, o vice-presidente Paulo Mota, o diretor Celito Missio e o diretor executivo Uilham Hillebrand.

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Portos estrangulados, estradas saturadas, frete caro. Assim é o Brasil exportador.

Estradas saturadas com trânsito de caminhões pesados.
Estradas saturadas com trânsito de caminhões pesados.

Os problemas operacionais registrados no últimos meses nos portos brasileiros durante o escoamento de uma safra de grãos recorde devem se repetir na próxima temporada, uma vez que investimentos em infraestrutura deverão ser sentidos apenas no médio prazo, afirmou nesta terça-feira a associação que reúne as principais empresas do setor de soja no país.

Os portos de Vitória (ES), Santos (SP), Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC), por onde o Brasil escoa a maior parte de sua safra agrícola, estão operando no limite da sua capacidade, disse a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), em um boletim.

“Os portos estão trabalhando com a capacidade máxima e precisam, de forma urgente, resolver os seus gargalos internos”, disse o gerente de economia da entidade, Daniel Furlan Amaral, na nota.

O jornal Valor Econômico, numa grande série de reportagens sobre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, onde relata a estagnação das obras, refere-se assim ao drama vivido pelos produtores do Oeste:

“Nesta época do ano, em plena safra do algodão, nada menos que 1,5 mil caminhões têm circulado diariamente no eixo que liga as cidades de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Para complicar a situação, a estrada de pista simples passa diretamente pelo centro das cidades, em vez de contorná-las. O asfalto da BR-242 acusa o golpe. Nas entradas e saídas dos municípios visitados pelo Valor, o peso das carretas abre valas profundas no chão. Carros são obrigados a circular em ziguezague para tentar fugir dos buracos. Os acidentes são frequentes.” Da Reuters e do Valor Econômico.

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ABAPA sedia seminário sobre praga que trouxe prejuízos à lavoura do Oeste

Gilson Pinesso (ABRAPA), Humberto Santa Cruz e Izabel da Cunha (ABAPA): interessados em aproximar pesquisa das lavouras do MATOPIBA.
Gilson Pinesso (ABRAPA), Humberto Santa Cruz e Izabel da Cunha (ABAPA): interessados em aproximar pesquisa das lavouras do MATOPIBA.

Luís Eduardo Magalhães sediou, na terça-feira, 30 de julho, o Seminário Brasileiro sobre  Helicoverpa. Com aproximadamente dois mil participantes o seminário abordou diversos tópicos relacionados a lagarta, que está preocupando os produtores brasileiros. O evento contou com a participação de pesquisadores de todo território nacional e relatos de experiências na Austrália, onde foi registrado o primeiro foco da lagarta.

Para o prefeito Humberto Santa Cruz, que participou do seminário e também é produtor rural, a situação é delicada. “O desequilíbrio biológico da lagarta Helicoverpa spp. demanda pesquisas para a eficiência do controle no campo. A economia da região oeste sente os prejuízos”.

Desde que foi identificada a presença da Helicoverpa nas lavouras brasileiras, os órgãos competentes iniciaram um trabalho de combate estratégico à praga. No entanto, um dos produtos que seria utilizado para combate da lagarta, o Benzoato de Emamectina, encontrou resistência do Ministério Público e ainda não foi liberado para uso. Enquanto isso associações e organizações de produtores rurais buscam o controle de diferentes maneiras e se preocupam com o ataque de outras pragas também, como é o caso do besouro Anthonomus grandis e da mosca Bemisia tabaci (mosca branca).

O seminário foi prestigiado por pequenos a grandes produtores rurais. Na qualidade de presidente da União dos Municípios dos Oeste da Bahia (Umob), Humberto salientou que pressionará deputados e senadores para que o decreto presidencial, liberando o  produto Benzoato de Emamectina, seja aprovado pela presidente Dilma Rousseff, criando-se um registro de caráter emergencial. Essa liberação interfere diretamente nas decisões de plantio até outubro deste ano.

Unidade da Embrapa

Segundo o secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles a presença marcante de público no seminário demonstra a preocupação das entidades representativas da agricultura e os governos municipais, estadual e federal em encontrar uma solução. Salles destacou ainda a importância do município de Luís Eduardo Magalhães para o cenário agrícola do país e a necessidade de instalação de uma unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na cidade.

O prefeito Humberto Santa Cruz concorda integralmente com o secretário Salles. “O futuro da nossa região depende de pesquisas. É extremamente necessário uma unidade da Embrapa no oeste, que atenderá a região estratégica do MATOPIBA ( Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a cidade está geograficamente bem localizada com boas condições de produção e concentra grandes organizações de produtores rurais”, observou.

Para o produtor rural Walter Horita, a vinda de uma unidade da Embrapa seria uma acréscimo ao trabalho desenvolvido pela Fundação BA. “Passamos uma situação difícil por desconhecer a praga, já perdi 20% da produção de algodão. Teremos que conviver com a Helicoverpa, porém é necessário técnicas de controle e uma unidade de pesquisa da Embrapa em Luís Eduardo Magalhães é o caminho”. Horita acredita que além de parceira, a Fundação BA pode contribuir na fase inicial de instalação da unidade da Embrapa com a estrutura física.

Presenças

Além do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles e o produtor rural Walter Horita, também prestigiaram o evento o secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Enio Marques, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Izabel da Cunha, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio Busato, o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Gilson Pinesso, o presidente do Instituto Brasileiro do Algodão, Haroldo da Cunha e representando o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ladislau Martin Neto, diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento.

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Missão à Ásia traz bons resultados aos exportadores de algodão

Comitiva Brasileira da Missão Comercial à Ásia, no Vietnã

A recente missão da Abrapa – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão à Ásia deu aos produtores brasileiros boas perspectivas de negócios para as próximas safras. A Abapa – Associação Baiana dos Produtores de Algodão foi representada pela presidente, Isabel da Cunha e pelo diretor da Abapa e vice-presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen.

As visitas ao Vietnã, à Tailândia e à Indonésia resultaram em novas relações, fortalecimento das antigas e promessas de mais fardos brasileiros sendo entregues às fiações dos três países. “Ouvimos as demandas das principais indústrias dos três países e vamos trabalhar para atendê-los cada vez melhor”, diz o presidente da Abrapa, Gilson Pinesso. Segundo ele, as indústrias têxteis dos países visitados já utilizam muito da fibra brasileira, principalmente, porque confiam na qualidade e no compromisso com o cumprimento dos contratos.
A presidente da Abapa, Isabel da Cunha, acredita que a missão foi extremamente importante para aumentar o volume exportado para os países que já compram o algodão brasileiro. “Tivemos a oportunidade de conhecer as demandas dos países asiáticos, para que possamos atendê-los com excelência. Ainda temos entraves no que diz respeito a logística, no entanto, nosso algodão destaca-se pela qualidade. A perspectiva é que fecharemos novos negócios e exportaremos cada vez mais”, disse Isabel.
A comitiva brasileira composta por representantes de oito, das nove associações estaduais de produtores de algodão, visitou entre os dias 7 e 17 de julho as cidades de Ho Chi Minh, no Vietnã, Bangkok, na Tailândia, e Jacarta, na Indonésia. Em cada cidade, a Abrapa ofereceu um jantar para os representantes das indústrias têxteis. Em Jacarta, além do encontro, o grupo também teve a oportunidade de conhecer a indústria de fiação Indorama, uma das maiores da Indonésia, onde conheceram o funcionamento da produção de fios do país.
COMPRADORES – Os números da safra 2012/2013, até junho, mostram que o Brasil exportou 915.185 toneladas de algodão. Dessas, a Indonésia comprou 146.743; o Vietnã, 54.472; e a Tailândia, 39.109 toneladas. No ranking dos maiores compradores da fibra brasileira, os países estão, respectivamente, em terceiro, quinto e sétimo lugares. China e Coreia do Sul são os dois primeiros.

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Instituto confirma desenvolvimento rural de Luís Eduardo Magalhães

Luís-Eduardo-Magalhães-o-um-dos-municípios-que-mais-cresce-no-Brasil.-foto-Mayco-Sérgio

O IBRE- Instituto Brasileiro de Economia, vinculado à Fundação Getúlio Vargas, empreendeu, por iniciativa encomendada da CNA- Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, importante estudo em 5.489 municípios brasileiros,   visando calcular os respectivos Índices de Desenvolvimento Rural (IDR).
O estudo, adiantado pelo Valor Econômico (15/07), foi construído com variáveis econômicas, sociais,  ambientais e demográficas, e  utilizando  dados dos  Censos Agropecuário de 2006 e Demográfico de 2010.  Os economistas Ignez Lopes, Mauro Lopes e  Daniela Rocha, líderes da pesquisa,  constataram que  algumas das novas fronteiras agrícolas  do País  não apresentam condições sociais à altura da força de suas produções e que  limitações de recursos naturais e má gestão  mantém dezenas de municípios do Piauí e Maranhão, por exemplo, na “parte de baixo” das tabelas e estatísticas, com elevados níveis de pobreza.
De modo geral,  os resultados são compatíveis com  o que  o mundo real tem apresentado, ou seja, o dinamismo econômico tem contribuído para o desenvolvimento social. Vários municípios com IDR elevado, como Sapezal e Sorriso, no Mato Grosso têm se destacado  também com respeito às melhorias de indicadores sociais.
A pesquisadora Daniela Rocha informa que o município baiano de Luís Eduardo Magalhães (LEM) foi enquadrado no grau de “desenvolvimento rural elevado”, o que era esperado, mas o índice de Barreiras não foi revelado.

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Laboratórios da ABAPA recebem estrutura mais moderna

abapa

Com o objetivo de oferecer cada vez mais excelência na avaliação da qualidade do algodão produzido no Estado da Bahia, os Laboratórios de Análises de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão – Abapa agora contam com uma estrutura física ainda mais moderna e tecnologia de ponta nas unidades de Luís Eduardo Magalhães e Roda Velha.

Foram investidos  recursos do Fundeagro e do Instituto Brasileiro do Algodão na capacitação dos profissionais que trabalham com as amostras, na aquisição de novos aparelhos de climatização e de mais dois equipamentos de HVI – Instrumento de Alto Volume, da marca Uster, modelo 1000, com tecnologia mundialmente reconhecida e alto grau de confiabilidade na medição.

Segundo o gerente de Laboratório da Abapa, Sérgio Brentano, “esses investimentos beneficiam o produtor, uma vez que qualidade e credibilidade nos resultados de análise ajudam na comercialização do algodão e também na divulgação da excelente qualidade da fibra produzida no Estado”, disse.

De acordo com a presidente da Abapa, Isabel da Cunha, os laboratórios, que trabalham em parceria com a EBDA, estão preparados para fornecer análises de 25 mil amostras diárias, “com climatização que atendem as exigências dos padrões internacionais e com resultados confiáveis, no prazo hábil de até quatro dias”, destacou.

Em Guanambi, a Abapa também disponibiliza um laboratório de classificação visual para atender aos cotonicultores da Região Sudoeste.

Sexta do Peixe 26-07-13

Soja tem forte queda em Chicago durante o dia.

Bastou chover bem na última semana nas regiões produtoras de soja nos Estados Unidos, para a leguminosa ter um forte sobressalto hoje na Bolsa de Chicago, com baixa de até 57 centavos de dólar por bushel no vencimento agosto. Os derivados farelo e óleo também tiveram cotações alteradas, no negativo.

Um boato de que a China liberaria 3 milhões de toneladas para esmagamento também ajudou na queda.

As temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas apontam para uma produção cheia nos Estados Unidos. A soja foi negociada hoje ainda a R$57,00 a saca, em Luís Eduardo Magalhães. Mas comenta-se que existe pouca disponibilidade no mercado regional para esmagamento.

Na operação noturna da Bolsa de Chicago a soja recuperava, perto da meia noite, parte das perdas do dia, com mais U$0,02 por bushel no vencimento agosto e + US$0,08, no vencimento setembro.

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IBGE confirma safra 14,7% maior em 2013

agricultura reduzidaA estimativa de junho da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas prevê uma produção de 185,7 milhões de toneladas para este ano. Caso se confirme a previsão, a produção de 2013 será 14,7% maior do que a registrada em 2012 (161,9 milhões de toneladas). O dado é 0,1% menor do que o previsto em maio.

Os dados foram divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Segundo a estimativa de junho, haverá aumento nas três principais lavouras brasileiras: soja (23,8%), milho (9,7%) e arroz (3,1%).

Dezesseis dos 26 produtos analisados pelo IBGE deverão ter aumento na produção este ano. Além das três grandes lavouras, deverão aumentar a safra produtos como a cana-de-açúcar (10,3%), feijão em grão segunda safra (13,7%), feijão em grão terceira safra (3,3%) e trigo em grão (26,9%).

Entre os dez produtos que deverão ter queda na safra aparecem algodão herbáceo em caroço (-31,8%), café em grão arábica (-4,9%), café em grão canephora (-13,2%), cebola (-9,2%), feijão em grão primeira safra (-2,7%), laranja (-4,6%) e mandioca (-8,4%).

Entre as regiões do país, os principais aumentos em relação a 2012 serão observados no Sul (33%) e Centro-Oeste (7,2%). Também são esperados crescimentos nas regiões Nordeste (2,4%) e Sudeste (1,9%). Apenas a Região Norte deverá apresentar queda, de 2,6%.

A área colhida deverá ser 7,8% maior do que em 2012. A estimativa de junho é 0,6% menor do que a feita em maio. Devem fechar o ano com aumento nas áreas colhidas a soja (11,1%) e o milho (7,2%). O arroz registra redução de 0,4%, em relação a 2012.

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Um outro foco – Pacto pela agropecuária

Eduardo Salles (*)

O que tem acontecido nos últimos dias representa a maturidade democrática do País. Importante, autêntica e apartidária, a mobilização nacional que tem levado centenas de milhares de jovens às ruas das principais cidades brasileiras clamando contra a corrupção, exigindo saúde, educação de qualidade, melhoria nas questões de mobilidade urbana, segurança pública e, enfim, condições dignas e qualidade de vida, demonstra que a população está atenta e quer os impostos pagos retornando ao povo na forma de serviços públicos de qualidade.

Nos últimos anos, em função das facilidades para viajar para o exterior, a classe média brasileira, formadora de opinião e uma das bases dessa mobilização, tem podido observar que em diversos países os impostos pagos retornam eficientemente à sociedade. E questionam: por que no Brasil é diferente?

Somado a isto, através das redes sociais, meus filhos, assim como milhares de jovens, falam com “amigos” de toda parte do mundo, e se sintonizam com o que está acontecendo, emitem opiniões, recebem respostas e se mobilizam para questionar as ações dos legisladores e governantes. Em minha opinião, tudo isso foi o estopim do movimento.

As questões levantadas pelo movimento são relevantes, mas quero chamar a atenção para o fato de que elas são os sintomas de uma grave doença que assola o País há muitas décadas.

Este movimento tem uma característica clara e marcante: é urbano, com base nas grandes cidades. Daí, como tenho uma vida inteira dedicada ao setor agropecuário, neste momento tento colocar na mesa o que considero uma das origens desta doença.

As famílias que migram do interior para as cidades grandes, por não ter condições de permanecer no campo, por falta de oportunidades ou devido a intempéries climáticas como a seca que assola o Nordeste brasileiro nestes últimos anos, ou ainda pela ilusão de que encontrará melhores condições de vida para seus filhos, quando chegam aos centros urbanos geralmente vão morar na periferia, e passam por um período inicial de desemprego e adaptação à nova vida.

eduardo salesEssas famílias sofrem então fortes impactos sociais. Seus filhos, que tinham liberdade na zona rural, acabam entrando em contato com pessoas envolvidas com a marginalidade, o que pode levá-los a caminhos tortuosos como o das drogas, da prostituição infantil e da delinquência.

Este processo migratório incha as grandes cidades, aumenta a demanda por serviços públicos e gera a favelização. Por isso considero que esta é uma das origens desta doença. A questão não é nova. Não é culpa dos atuais governos municipais, estaduais e federal. São problemas crônicos, que tem atravessado décadas.

Se as pessoas que migram fossem atendidas no interior por serviços básicos eficientes; se déssemos o apoio devido ao homem do campo, valorizando-o como responsável pela produção do alimento que chega às nossas mesas, e se as questões de convivência com a seca fossem efetivas e definitivas, será que o inchaço urbano aconteceria?

As pautas colocadas pelo movimento são importantes, mas um pacto pela agropecuária também é, porque iria trabalhar a origem do que está ocorrendo hoje, fruto de algo que há décadas acontece no campo: o êxodo rural.

É hora de efetivarmos um pacto pela agropecuária do País, para termos a garantia do fornecimento do alimento, mas, acima de tudo, a garantia da permanência do homem no campo com dignidade e sustentabilidade.

Nestes três anos à frente da Secretaria Estadual da Agricultura, tenho certeza que eu e a minha equipe temos nos esforçado enormemente, com apoio incondicional do governador, mas tudo isto sempre será pouco, pois os recursos são escassos e a estruturação definitiva do setor demanda uma força tarefa com recursos oriundos do pré-sal ou de outras fontes constantes e definitivas, que permitam nas próximas décadas investimentos decisivos que realmente cumpram o papel de fixação do homem no campo e contribua para a melhor qualificação social do País.

A Bahia e o Brasil são grandes celeiros de produção de alimentos e precisam de um pacto pela agropecuária, para que tanto o campo como as cidades vivam em paz.

*Eduardo Salles é engenheiro agrônomo, mestre em irrigação e drenagem, secretário de agricultura do estado da Bahia e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri)

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Campeão nacional de produtividade de soja é do Paraná

soja_03_baixaO campeão da região Sul e nacional do Desafio de Máxima Produtividade de Soja deste ano é o produtor Hans Jan Groenwold e o consultor técnico Lucas Simão Hubert, do município de Castro, no Paraná. Ambos conseguiram produzir impressionantes 110,55 sacas por hectare utilizando tecnologias e técnicas inovadoras no plantio da soja, apresentadas no IV Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja, promovido pelo CESB, em parceria com a COODETEC e com a Faculdade Assis Gurgacz (FAG).

O evento, que aconteceu no dia 27 de junho em Cascavel, Paraná, contou com a presença de mais de 550 produtores, técnicos e pessoas relacionadas ao mundo do agronegócio. Os participantes tiveram a oportunidade de trocar experiências bem-sucedidas e discutirem os resultados e métodos adotados pelos campeões do Desafio 2012/2013.

Além do campeão nacional de soja não irrigada, os outros campeões regionais e o campeão de soja irrigada também alcançaram grandes produtividades.

Na Bahia, Correntina, São Desidério e Formosa do Rio Preto tiveram concursos municipais. Rogério Pelizzaro foi o campeão de Correntina com 102,78 sacas por hectare; Em São Desidério, a Família Busato foi campeã com 80,68 sacas por hectare; e em Formosa, o vencedor foi Anildo Erno Winter, com 79,71 sacas.

Soja não irrigada:

Campeão do Norte-Nordeste: do município de Corrrentina, na Bahia, o produtor Rogério Pelizzaro e o consultor técnico Ivair Gomes alcançaram a média de 102,78 sacas por hectare;

Campeão do Centro-Oeste: do município de Uruaçu, em Goiás, o produtor João Paulo Brandão e o consultor técnico Henrique Vaz de Melo Fernandino obtiveram a produção de 99,86 sacas por hectare;

Campeão do Sudeste: do município de Capão Bonito, em São Paulo, o produtor Antônio Salles do Nascimento Junior e o consultor técnico Roberto Minoru Ishimura habilmente produziram 93,72 sacas por hectare;

Campeão do Sul (campeão nacional): do município de Castro, no Paraná, o produtor Hans Jan Groenwold e o consultor técnico Lucas Simão Hubert conseguiram produzir impressionantes 110,55 sacas por hectare.

Soja Irrigada:

Campeão da categoria, o produtor Valmor Antônio de Bortoli e o consultor técnico Maurício de Bortoli são do município de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, e alcançaram a média de 87,02 sacas por hectare.

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O caminhão da Operação Soja chega ao Oeste

A FMC Agricultural Solutions realiza a Operação Soja, que consiste em um caminhão itinerante que levará para a comunidade uma experiência sensorial pelo ciclo de desenvolvimento da cultura.

Em Correntina, a ação será realizada amanhã, dia 27 de junho na KAAJ, na Vila Rosário e em Luís Eduardo Magalhães no dia 28 de junho, na Synagro. A Operação Soja foi lançada em Campinas no último dia 3 de junho e o término está previsto para 11 de setembro, em Xanxerê (SC). O caminhão percorrerá 12 estados, 59 cidades e 18.5 mil quilômetros nas principais cidades produtoras de soja do País.

Por meio de sentidos e percepções, as pessoas entrarão no caminhão e vivenciarão na prática “como ser uma soja na lavoura” que passa por altas temperaturas, rajadas de ventos e excessos de chuvas.  “Além dessa experiência única, o projeto também tem o objetivo de orientar as pessoas sobre principais doenças da cultura com orientações de manejo e soluções tecnológicas para melhorar a qualidade e a produtividade nas lavouras”, destaca Flavio Centola, Gerente Fungicidas FMC.

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Alta do dólar compensa perdas na cotação dos grãos.

O dólar segue em alta nesta sexta-feira. Mesmo diante das intervenções do  Banco Central no mercado de câmbio, a moeda norte-americana continuava avançando e, por volta de 12h10, era cotada a R$ 2,264, com alta de 0,26%.

Essa movimentação aquecida do mercado financeiro, entretanto, não vem causando grandes impactos no mercado interno. Afinal, apesar do forte recuo visto na última sessão da Bolsa de Chicago, os preços contaram com essa alta do dólar e se mantiveram praticamente inalterados.

Nesta sexta, a soja é negociada a R$ 74,00 por saca no Porto de Rio Grande e R$ 71,62 em Paranaguá. Para o milho, o valor é de R$ 26,00/saca, em Paranaguá.

No mercado físico disponível, a oleaginosa é negociada a R$ 61 em Cascavel/PR, a R$ 58 em São Gabriel do Oeste/MS e variando entre R$ 51 e R$ 52 em Sorriso/MT. Nas mesmas praças, o milho valia R$ 20,00, R$ 18,00 e entre R$ 11 e R$ 12, respectivamente. É difícil alguém imaginar em vender uma saca de milho a R$11,00 sem pensar em agregar valor através do confinamento de bovinos, suínos ou frangos.

Em Luís Eduardo Magalhães, soja disponível era negociada hoje em R$53,00 a saca de 60 quilos. Com informações do Notícias Agrícolas.

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Cotação de produtos agrícolas cai. Dólar sobe.

Soja, café, milho, algodão, trigo e açúcar caíram hoje nas cotações internacionais. O desastre só não foi completo porque o dólar subiu para R$2,26, a mais alta cotação desde 2009, fortalecendo os preços das commodities na exportação. No entanto as relações de aquisição de insumos continuam caminhada negativa para os agricultores, pois, a maioria importada, também são cotadas em dólar.

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ABAPA promove eventos técnicos dias 28 e 29

A Abapa promoverá no dia 28 de junho, uma palestra com o Dr. Gustavo Loyola, para os associados e convidados, com o tema Economia global e as tendências para o agronegócio com ênfase no algodão.  O evento acontecerá no Espaço Quatro Estações, em Luís Eduardo Magalhães. Gustavo Loyola é doutor em Economia pela Escola de Pós Graduação da Fundação Getúlio Vargas e exerceu a presidência do Banco Central do Brasil por duas vezes.

No dia 29 de junho, acontecerá o maior evento técnico  do Oeste da Bahia voltado para a cotonicultura, que será realizado no campo experimental da Fundação Bahia. O tradicional Dia de Campo do Algodão é realizado pela Abapa, Fundação Bahia e Embrapa, com o apoio do Fundeagro.

Programação

1ª Estação:  BRS 368-RF:  Cultivar de Algodoeiro tolerante ao Glifosato para  o Cultivo no Cerrado Baiano.

Palestrantes: Dr. Camilo  de Lelis Morello  e Dr. Alexandre Cunha Barcellos  Ferreira – Embrapa Algodão e Dr. Murilo Pedrosa – Fundação Bahia

Cultivares Convencionais e Transgênicas Disponíveis – Vantagens, Desvantagens e Perspectivas.

Palestrante: Dr. Eleusio Curvelo Freire – Cotton Consultoria

2ª Estação

Resultados dos Grupos de Trabalho do Projeto Fitossanitário

Palestrantes: Celito Eduardo Breda – Coordenador  do Grupo Técnico. Pedro Brugnera , Milton Ide,Luiz Henrique Kasuya , Orestes Mandelli, Adriano Lupinacci, Marco Antônio Tamai, Nilson Vicente -Líderes dos Grupos de Trabalho

 3ª Estação

Severidade do Ataque do Bicudo na Safra 2012/2013 – Causas e Prejuízos. Palestrante: Celito Missio – Membro da Diretoria da Abapa

Emergência Fitossanitária no Oeste da Bahia. Palestrante: Armando Sá Nascimento Filho – Diretor de Defesa Sanitária Vegetal/ ADAB.

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Helicoverpa “pula” para agricultura familiar e segue dando prejuízos, agora em 11 estados

O secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, anunciou, hoje, 18, que a Helicoverpa Armigera, que devastou as grandes lavouras do Oeste, está causando prejuízos, agora, na agricultura familiar:

“O efeito dessa praga para a agricultura é pior do que o efeito da febre aftosa para a pecuária. Além de provocar enormes prejuízos aos produtores, vai causar reflexos nos supermercados, com impactos na inflação”, afirmou Salles, que desde o começo do ano vem, em conjunto com as associações de produtores, buscando soluções junto ao Ministério da Agricultura (MAPA) e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

O secretário voltou a lamentar a insensibilidade do Ministério Público, que moveu Ação Civil Pública contra ele, acatada pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Barreiras, proibindo a aplicação do Benzoato de Emamectina, e determinou a apreensão do produto. O produto foi importado com autorização do Ministério da Agricultura que, no entanto, não autorizou o registro emergencial, condição exigida pelo Ministério Público.

Para o secretário, a reportagem exibida neste domingo (16), pelo Globo Rural, confirma a gravidade da situação, que ele vem alertado. “O prejuízo no Oeste da Bahia está consolidado e não há como reparar. O que nós temos buscado são condições para que a próxima safra possa acontecer”. Ele disse ainda que, passo a passo com o controle químico, que visa reduzir a população da lagarta, “vamos entrar com várias ações, entre elas o controle biológico e o manejo integrado da praga, além da utilização de variedades resistentes à praga, a exemplo da soja Intacta RR2, cuja importação acaba de ser autorizada pelo governo da China”. O plano já está elaborado e deverá ser apresentado à presidente Dilma Rousseff.

Em Luís Eduardo, os presidentes da Associação de Produtores de Algodão da Bahia (Apaba), Izabel da Cunha; da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Busato, e do Fundo de Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão, Ademar Marçal, e o vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen, se reuniram com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e com os diretores geral e de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab/Seagri), Paulo Emílio Torres e Armando Sá, buscando fórmulas para resolver esse grave problema, que agora tem novo agravante. O avanço pelo País.

Eles decidiram levar o assunto à presidente Dilma Rousseff e aos ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente, para colocar a gravidade do problema. Pensando na próxima safra, os líderes dos produtores querem discutir com a presidente Dilma a instrução normativa, o registro emergencial e o cadastro desse produto agroquímico.

A lagarta

Agressiva e de apetite voraz, a Helicoverpa Armigera, registrada na Austrália, Japão, China, Índia e países da Europa, até então era inexistente no Brasil. Seu súbito aparecimento está ainda sem explicação. O inseto se multiplica com tanta velocidade que, depois de atacar as lavouras de milho, soja e algodão em nove municípios do Oeste Baiano, já foi confirmada no Paraná, Goiás, Mato Grosso e Piauí. Há notícias de sua presença, sem confirmação oficial, em Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio Grande do Sul e São Paulo, atacando também o feijão de corda, feijão fradinho e tomate.

Helicoverpa no tomate: prejuízos graves
Helicoverpa no tomate: prejuízos graves

Do ovo à lagarta, e da lagarta à mariposa, que pode voar longas distâncias, a Helicoverpa Armigera tem ciclo médio de 40 dias, multiplicando-se assustadoramente. Cada inseto pode por em média mil ovos. “O problema não é mais localizado na Bahia. Trata-se de uma questão nacional, que precisa ser enfrentada com urgência, sob pena de graves consequências”, afirma o secretário Eduardo Salles.

Entenda o caso

No inicio do ano, os produtores do Oeste perceberam a presença crescente da lagarta e levaram a questão ao secretário baiano, sendo iniciada a busca de soluções, concluindo-se que o único produto eficaz para combater a lagarta era o Benzoato de Emamectina, usado com eficiência no Japão, Austrália e outros países, sem danos à saúde nem ao meio ambiente. No entanto, o produto não possuía registro do Brasil, processo que pode levar mais de três anos.

Para obter-se o registro emergencial, era necessário que a presidente Dilma decretasse situação de emergência fitossanitária no Brasil, o que foi feito, depois que o governador Jaques Wagner articulou-se com o Palácio do Planalto. No dia 18 de março, oComitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos (CTA) formado por representantes dos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, reuniu-se para examinar o pedido de registro da Emamectina, mas apesar da gravidade da situação, negou o registro, encaminhando a demanda para o gabinete do ministro da Agricultura. Este não determinou o registro provisório, mas autorizou a importação do produto.

A partir daí, todas as providências e cuidados foram adotados para a aplicação do produto, mas no dia 24 de abril os Ministérios Públicos Estadual e Federal convidaram o secretário da Agricultura e os diretores da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), ligado à Seagri, para ouvir explicações. Os promotores ficaram positivamente surpresos com os planos de aplicação apresentados, mas mesmo assim não se sensibilizaram e informaram que sem o registro do produto não concordariam com a aplicação.

Dias depois, no inicio de maio, nova reunião foi realizada, desta vez em Brasília, na 4ª Região do Ministério Público Federal, sendo fechado um acordo. O produto seria aplicado durante 90 dias, em dez propriedades de três municípios (Barreiras, Luís Eduardo e São Desidério) com acompanhamento dos promotores e todo controle de técnicos especializados da Adab, atendendo a todas as exigências dos promotores. Esse piloto geraria um relatório, demonstrando a eficiência e a segurança na aplicação da Emamectina.

No final do mês de maio, no entanto, quando o produto já havia chegado a Luís Eduardo e a aplicação seria feita, o Ministério Público Estadual rompeu o acordo, e ingressou na Justiça com Ação Civil Pública contra o secretário e o governo do Estado da Bahia.

Gacea Unopar topo baixa

Monsanto diz que soja “Intacta” foi aprovada na China

soja_03_baixaA soja Intacta, primeira tecnologia da Monsanto desenvolvida especificamente para um mercado internacional, recebeu a aprovação do Ministério da Agricultura da China. Com essa aprovação, a Monsanto e suas empresas parceiras iniciará agora a preparação comercial para o lançamento em plena escala da soja Intacta no Brasil para a próxima safra (2013/2014). A notícia é de fontes oficiais da Empresa.

A soja INTACTA RR2 PRO™ alia, segundo assessoria de imprensa da Monsanto, três benefícios em um único produto: resultados de produtividade sem precedentes; tolerância ao herbicida glifosato proporcionada pela tecnologia Roundup Ready (RR); controle contra as principais lagartas que atacam a cultura da soja – lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu), broca das axilas, também conhecida como broca dos ponteiros (Crocidosema aporema) e lagarta das maçãs (Heliothis virescens) – e supressão às lagarta do tipo elasmo (Elasmopalpus lignosellus) e do gênero Helicoverpa (Helicoverpa zea e Helicoverpa armigera).

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Regularização fundiária na Bahia poderá ter reforço de avião não tripulado

VANT - FOTO mauro coelho

O processo de regularização fundiária na Bahia poderá ganhar um importante aliado tecnológico: a Secretaria da Agricultura (Seagri), através da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), deverá implantar um projeto piloto para testar o uso de uma aeronave não tripulada (vant) para auxiliar a elaboração de geoprocessamento de terras. A questão foi debatida durante reuniões no gabinete da Seagri e na sede da CDA, entre o secretário estadual de Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o coordenador executivo da CDA, Luis Anselmo Pereira de Souza, o pró-reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBaiano), Vandemberg Salvador, o coordenador de pesquisa, José Rodrigues, e o diretor executivo do IFBaiano, Nilton de Santana dos Santos.

A secretaria estadual de Agricultura estuda firmar parceria com o Instituto para conhecer e estudar a possibilidade da utilização de um modelo de aeronave, sendo que a proposta apresentada ao secretário Eduardo Salles, contempla a compilação de dados e mapeamento das áreas rurais executadas por um modelo de aeronave denominado Veículo Aéreo não Tripulado, capaz de sobrevoar as áreas que precisam ser levantadas para efeito de regularização fundiária pela CDA através de dados precisos.

Salles disse que “a recomendação do governador Jaques Wagner é no sentido de avançarmos significativamente na questão da regularização fundiária, e para tanto nos próximos dias ele estará mandando publicar um decreto governamental desburocratizando as normas para a emissão de títulos de terra para pequenos agricultores”. Para o secretário, “a aquisição de um Veículo Aéreo não Tripulado será mais um instrumento que tornará possível realizarmos nos próximos anos o sonho de milhares de agricultores, que terão as escrituras das suas terras”. Toda equipe da Seagri/CDA está animada com estas possibilidades.

O secretário explicou que a Seagri pretende, caso seja comprovada a eficácia do VANT e o atendimento à legislação vigente, adquirir o avião com base em acordo de cooperação técnica firmado com o IFBaiano para tentar diminuir o passivo fundiário.

O coordenador executivo da CDA, Luis Anselmo Pereira de Souza, explicou “que este foi o primeiro contato do Instituto com a Instituição e as negociações devem continuar, uma vez que a VANT pode ser uma ferramenta importante no processo de regularização fundiária”. Ele afirmou que “queremos conhecer mais esta tecnologia, e se saber mais sobre sua utilização nos processos de regularização fundiária. Acredito que esta ferramenta poderá nos ajudar no geoprocessamento das áreas com mais celeridade, o que possibilitará maior escala no nível de titulação dos imóveis rurais na Bahia”.

Ao apresentar o projeto aos técnicos do CDA, o pró-reitor Vandemberg Salvador assegurou que o objetivo do Instituto é difundir tecnologia e esta ferramenta é o carro chefe do IFBaiano. Ele acredita ser possível condensar, através do georreferenciamento, dados concisos sobre os imóveis rurais do Estado.

IFBaiano é pioneiro na utilização desta tecnologia

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano é um dos pioneiros a utilizar aeronaves não tripuladas em processos de elaboração e mapeamento de dados sobre a agricultura. Segundo o professor e coordenador de pesquisa da Pró-reitoria do IFBaiano, José Rodrigues, esse mapeamento tem o objetivo de fornecer dados ao Estado e às prefeituras, tendo ainda o compromisso de mapear os campi da instituição, e a difusão da tecnologia através do ensino, pesquisa e extensão aos seus alunos. “O intuito é formar alunos para trabalhar nossas áreas de agricultura de precisão e monitoramento ambiental”, afirmou.

Este tipo de aeronave é muito usado como reforço em operações estratégicas militares, podendo ainda atuar na elaboração de geoprocessamento, onde é possível colher dados precisos que podem auxiliar o CDA, a identificar com precisão as terras que precisam ser legalizadas, assegura José Rodrigues. No Brasil, de acordo com dados do IFBaiano, há em média de cinco milhões de propriedades a serem regularizadas, e na Bahia há cerca de 10% deste total necessitando de regularização.

Para efeito de investimento, para cada título de terra doado a um agricultor familiar, é possibilitado ao mesmo acessar linhas de crédito rural como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf), em torno de R$ 20 mil com o objetivo de melhorar sua infra-estruturar produtiva.

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Produtores na estrada, amanhã, pela questão indígena

Apesar da recomendação da CNA (Confederação Nacional da Agropecuária) de que os produtores não tranquem as rodovias federais e estaduais do Brasil, lideranças do movimento acreditam que será difícil evitar ações desse tipo pelos  manifestantes  no protesto que acontece nesta sexta-feira, 14 de junho, contra os processos de demarcação de terras indígenas que estão acontecendo por todo o Brasil. “A revolta do setor produtivo é muito grande”, informou uma nota da Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc).

O movimento está sendo coordenado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com a participação da CNA e das federações estaduais e a orientação é de que seja um protesto pacífico. Cada estado e região organizará mobilizações em rodovias, praças e locais com grande circulação de pessoas. O movimento acontece simultaneamente em vários estados, como Mato Grosso, Santa Catarina, Rio  Grande do Sul, Bahia, Paraná, Pará e Mato Grosso do Sul, estado que deverá ter a maior concentração de manifestantes, com a expectativa de receber 20 mil pessoas.

Nas últimas semanas, muitos conflitos entre indígenas e produtores rurais foram registrados pelo país. O estado Mato Grosso do Sul foi o que  teve a maior repercussão na mídia, depois que um  um índio Terena morreu durante o processo de desocupação da fazenda Buriti.

Atualmente, o Brasil possui 12,7% do território nacional com áreas indígenas para cerca de 817 mil índios. As 5,2 milhões de propriedades rurais ocupam 38,8% do país. Os indígenas representam 0,43% da população brasileira e, seguindo os atuais processos de demarcações de terra, a Funai (Fundação Nacional do Índio) pretende criar mais 611 novas reservas, com o percentual de terras destinadas aos índios podendo chegar a 25%.

Secretário confirma curso agrotécnico em Luís Eduardo Magalhães

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O secretario estadual da Agricultura, Eduardo Salles recebeu, na manhã desta quarta-feira (12), a confirmação de que a Bahia terá, em Luís Eduardo Magalhães  um Centro de Educação e Excelência em Agricultura de Precisão até novembro deste ano:

 “Esse era um dos maiores anseios dos produtores da região. Eu vinha cobrando isso há muito tempo e pontuando a necessidade e importância de avançar com a agricultura de precisão, mas para isso havia a demanda de técnicos capacitados, o que será possível a partir da criação desse centro”.

O anúncio foi feito pelo vice-diretor do Instituto Federal IF Baiano, Nilton Santana, no gabinete da Secretaria de Agricultura (Seagri). “Este Centro vai capacitar 300 alunos que vão operar máquinas de precisão”, disse Nilton.  A agricultura de precisão  é um sistema de produção adotado por agricultores de países de tecnologia avançada. A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosando-se adubos e agrotóxicos, por exemplo.

Na visão do secretário Eduardo Salles, que estagiou há alguns anos em uma fazenda de familiares de um produtor de LEM, em Dakota do Norte, nos Estados Unidos e já acompanhou o funcionamento do sistema, “a Bahia e o Brasil estão incipientes em relação a outros países no uso de tecnologias como esta, é preciso avançar no uso”. Com a formação, os técnicos poderão operar colheitadeiras de precisão, adubadeiras, utilizando-se das tecnologias para minimizar gastos e obter mais eficiência.

Salles conta que o IF Baiano fez uma sondagem para saber qual a melhor região onde deveria ser implantada. “Indiquei LEM pela característica de agricultura praticada no Oeste”, explicou. Em contato com o prefeito Humberto Santa Cruz, Eduardo incentivou uma conversa entre ele e os representantes do IF Baiano, que culminou com a disponibilização de um prédio em LEM com dez salas para a capacitação de técnicos. “Pretendemos começar o curso já em novembro deste ano”, disse Nilton Santana.

Aulas da UFOB começam em junho de 2014

O Prefeito e os professores
O Prefeito e os professores

Na manhã desta quarta-feira,12, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães e a secretária de Educação, Verinha Stresser, reuniram-se com o professor Valter Bastos Cunha Filho e o professor Roberto Braganttini Portella, membros da Comissão de Implantação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob). O objetivo do encontro foi definir a área onde será o campus da Ufob no município e detalhes sobre o início das aulas, que está programado para junho de 2014.

A área do campus foi doada pelo município e abrange 55 hectares.

De acordo com o professor Roberto Portella, membro da Comissão de Implantação da Ufob, “Luís Eduardo Magalhães receberá significativos impactos positivos, principalmente em torno da área do campus”. Portella ainda destacou exemplos de outras Universidade no Brasil, que iniciaram da mesma maneiras que a Ufob e hoje são referência em ensino.

O campus da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Barreiras, dobrou o número de cursos em relação a cinco anos atrás. Essa será a tendência da Ufob em Luís Eduardo Magalhães, além de inovações com cursos para controle das demandas sociais urbanas e tecnologias em produção.

A Ufob iniciará as aulas de maneira provisória, em junho de 2014, em uma escola cedida pelo governo municipal. De começo serão 300 vagas disponíveis a cada semestre na modalidade Bacharelado Interdisciplinar (BI).

O prefeito Humberto Santa Cruz salientou que com a vinda de uma instituição de educação deste nível, a população terá a oportunidade de receber capacitação e diretamente elevará o nível técnico profissional, uma das grandes demandas municipais.

A Ufob dará ênfase inicialmente para os cursos de Engenharia da Produção, Engenharia da Computação, Engenharia Agroindustrial, Engenharia Biotecnológica e os cursos tecnólogos em Gestão do Agronegócio e Tecnologias de Controle e Automação.

Desafio de produtividade agrícola premia vencedores regionais e nacionais no final do mês

O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) concluiu as auditorias do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 2012/2013 em maio e anunciará os vencedores desta edição no dia 27 de junho, em Cascavel, no Paraná.

Junto com a premiação acontecerá o IV Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que apresentará alguns dos temas mais relevantes para a soja no País, além de revelar as técnicas de cultivo inovadoras adotadas pelos sojicultores brasileiros que alcançaram as máximas produtividades.

Na edição deste ano, 1.198 áreas, distribuídas por mais de 300 municípios, em 15 estados brasileiros estão concorrendo ao Desafio. Além disso, houve uma ampliação das categorias de premiação na Safra 2012/2013, com a inclusão dos campeões municipais (soja irrigada e não irrigada), de municípios que tiverem cinco ou mais inscritos. Os campeões são compostos pela dupla de produtor e consultor técnico.

Veja abaixo os produtores que concorrem ao prêmio em São Desidério e Formosa do Rio Preto:

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Governo da Bahia participa de reunião com agricultores da Vila Panambi

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Atendendo a um convite dos agricultores da região de Panambi, na divisa com o estado do Tocantins, o Governo do Estado, por meio da Seagro – Secretaria da Agricultura e Pecuária participou de uma reunião na manhã desta quinta-feira, dia 06. O objetivo do encontro, realizado na Vila Panambi, foi prestar informações sobre as novas divisas, após o acordo assinado entre os dois estados no STF – Supremo Tribunal Federal, em abril deste ano. A região é referência no cultivo de soja e milho, com previsão de mais de 242 mil toneladas para a safra 2012/2013.
O secretário executivo da Seagro, Ruiter Padua, explicou aos pecuaristas que o STF considerou a linha divisória que foi definida em Carta Topográfica pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a qual atende os critérios definidos na Constituição Federal de 1988. “Após a homologação e publicação do acordo, o IBGE e os órgãos de ambos os estados procederão à demarcação, mas o mais importante para o governador Siqueira Campos nesta questão, é que os produtores não sejam penalizados e que ocorra de forma que não prejudique quem produz”, frisou Padua.
Segundo o agricultor da fazenda Céu Azul Martin Dômich, o desejo de todos é que permaneça como já está acordado entre os proprietários da região, que inclusive fizeram georreferenciamento para assim que sair a publicação, possam regularizar as áreas. “É preciso dar um fim neste litígio que perdura por muitos anos, causa insegurança jurídica e trava a produção. Queremos que seja demarcado respeitando o que já estamos praticando”, argumentou.
Infraestrutura
A vila Panambi, pelos limites traçados do IBGE, ficará em terras baianas, no município de Formosa do Rio Preto. Atualmente, tantos os serviços de saúde quanto de educação são de responsabilidade do Estado do Tocantins. “Estamos preocupados em saber como será futuramente, pois nossos filhos estudam em uma escola de qualidade, e o posto de saúde também tem atendido as nossas necessidades. Com a divisão da região, teremos alunos dos dois estados em uma única escola. Como isso será resolvido?”, questionou a agricultora Vania Gavião, da fazenda Novo Mundo.
Já o proprietário da Fazenda Formosa, Nilson Toshio Swimiro está apreensivo porque sua propriedade está com 30% em território tocantinense e 70% no estado da Bahia. “Preciso saber como fazer, se terei que desmembrar e fazer dois títulos, ou se poderá ser incorporado ao estado onde está a maior área, neste caso a Bahia”.
Padua explicou que estas questões, como tantas outras, só deverão ser tratadas após a publicação do acordo.

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CONAB vai investir R$47,8 milhões no armazém de Luís Eduardo Magalhães

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai investir R$ 47,8 milhões na construção de uma Unidade Armazenadora (UA) em Luís Eduardo Magalhães, no extremo oeste baiano, e na reforma de outras cinco unidades. Em todo o país, serão investidos R$ 500 milhões para melhorar a armazenagem dos estoques públicos. Serão reformadas 81 unidades e construídas outras 10. A região Nordeste receberá 52% do recurso, o equivalente a R$ 260 milhões. A medida foi anunciada na última terça-feira (04) durante a divulgação do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, realizada no Palácio do Planalto.
A região Nordeste terá 33 unidades reformadas, distribuídas em todos os estados. Além de Luís Eduardo Magalhães, as cidades de Campina Grande (PB), Maracanaú (CE), Eliseu Martins (PI), Petrolina (PE) e em Itaqui (MA) também ganharão novos armazéns.Na Bahia, serão reformadas as UAs de Irecê, Itaberaba, Entre Rios, Ribeira do Pombal e Santa Maria da Vitória – todos centros fundamentais para a execução das políticas públicas voltadas para a agricultura familiar. Atualmente, a Bahia é o estado com o maior número de produtores no setor, com 665 mil famílias de pequenos agricultores.
Já o novo graneleiro de Luís Eduardo Magalhães servirá como suporte para o abastecimento, especialmente de milho, durante estiagens prolongadas como a de 2012/13. “O oeste baiano tem uma produção crescente do grão e o novo armazém será um destaque da política de abastecimento”, avalia a superintendente da Conab na Bahia, Rose Pondé.
Entre as melhorias previstas para as 81 unidades visadas pelo Plano Agrícola e Pecuário, inclusive para as cinco unidades baianas, estão a reforma das instalações internas e externas, a ampliação das capacidades com a troca por equipamentos mais modernos e a recuperação de outros. Para a viabilização das medidas anunciadas, a Conab irá contratar o Banco do Brasil para atuar na gestão e fiscalização das obras de construção e modernização dos armazéns, conforme autorização da Medida Provisória nº 619, assinada na quinta-feira (06/06). A partir da próxima semana, técnicos do Banco irão visitar, em conjunto com os profissionais da Conab, as unidades que serão revitalizadas. (Flávia Agnello e Thais Margalho/Conab)

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Bahia Farm Show aumenta vendas em 11% sobre ano anterior.

Júlio Busato: preparando a 10ª Edição da BFS
Júlio Busato: preparando a 10ª Edição da BFS

O volume de vendas realizadas na 9ª Bahia Farm Show superou as expectativas. Durante os 5 dias de feira (28/05 a 01/06), foram contabilizados R$ 671 milhões em negócios pelos expositores, conforme levantamento feito junto às instituições financeiras representadas no evento. Não estão incluídas nesse montante as vendas à vista ou financiadas por instituições financeiras das próprias montadoras de máquinas e implementos agrícolas participantes.

“Os expositores não pouparam demonstrações de satisfação pelos negócios fechados, pré-vendas e relacionamentos angariados nos dias de evento. Seus investimentos foram compensados”, destacam os promotores da feira.

 “Esta foi a melhor Bahia Farm Show de todos os tempos, apesar do produtor do Oeste da Bahia ter sofrido uma quebra de 20% na safra, com a estiagem e o ataque da Helicoverpa. Os números confirmam o que já sentíamos no dia-a-dia. Nossa expectativa de superar o valor de R$ 595 milhões das vendas de 2012, em mais de 11%,  se concretizou, comemora Julio Cézar Busato, presidente da feira, promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos do Oeste da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, município que sedia o evento.

O fluxo de 64 mil visitantes também superou as expectativas. “A feira já se consolidou como um evento fundamental na agenda dos profissionais, autoridades e empresários do setor. E os negócios pós feira são números que não conseguiremos obter, porém a maioria não levou de volta os maquinários que trouxeram para exposição”, conforme afirma o diretor da Bahia Farm Show 2013, Thiago Pimenta.
A décima edição da Bahia Farm Show  de 2014 será realizada de 27 a 31  de maio. E devido ao número de reservas solicitadas pelos expositores, os promotores da feira já estimam um expressivo crescimento do evento “podendo chegar até em 30%”.
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Sua empresa instalada em 24 horas, em módulos multiuso de alta tecnologia

Vista lateral do auditório
Vista lateral do auditório

A CGV Empreendimentos, empresa de Luís Eduardo Magalhães, está lançando no mercado construções modulares no formato de container, para atender necessidades temporárias ou perenes.

A inovação tem várias aplicações: banheiros, salas de conferência para até 25 pessoas, refeitórios, dormitórios, lojas e escritórios. Os módulos tem tamanho de 5,80 x 2,40 x 2,60, estrutura em perfis de aço, isolamento termo acústico de 40 mm, estrutura em perfil de aço, revestimento externo em telha galvanizada, forração interna em P.V.C (laterais e forro), divisórias, portas e janelas, iluminação interna e externa, espera para ar condicionado, tomadas de 3 pontas e extintores de incêndio.
As construções modulares podem ter vários tipos de combinações e o cliente tem a opção da compra ou da locação.

Sanitário visto de cima: vantagens incomparáveis sobre os sanitários químicos em eventos.
Sanitário visto de cima: vantagens incomparáveis sobre os sanitários químicos em eventos.

É o produto ideal para eventos, fazendas, construção civil e até para lojas, em terrenos de ocupação transitória, quando não seria interessante uma construção convencional.

Outra grande vantagem é a rápida instalação: em menos de 24 horas a instalação está pronta. E a sua empresa já estará plenamente instalada, com conforto para seus funcionários, dentro dos padrões preconizados pelos órgãos governamentais.

Veja mais detalhes no site www.cgvempreendimentos.com.br

Sanitários: vista lateral
Sanitários: vista lateral
Auditório: pode ser transformado em escritório de obra ou alojamento
Auditório: pode ser transformado em escritório de obra ou alojamento

Agora é oficial: CONAB diz que vai construir armazém em Luís Eduardo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) se prepara para melhorar a armazenagem dos estoques públicos. Para isso, serão investidos R$ 350 milhões para a construção de 10 novas unidades armazenadoras no país. A ampliação foi anunciada nesta terça-feira durante a divulgação do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, realizada no Palácio do Planalto.

Com a medida, a capacidade estática de armazenagem da Companhia passará de 1,96 milhões  para 2,81 milhões de toneladas. Segundo o presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, “a iniciativa vai fortalecer a empresa para atuar de forma incisiva nos estoques e na regulação dos preços dos produtos, atingindo de forma positiva a população brasileira”.

A iniciativa também visa ampliar a capacidade de atendimento aos programas sociais do governo e regular o abastecimento dos principais alimentos básicos, ampliando a oferta destes produtos e minimizando os riscos de impacto sobre a inflação.

Os novos armazéns serão construídos em Campina Grande (PB), Maracanaú (CE), Eliseu Martins (PI), Petrolina (PE), Anápolis (GO), Viana (ES) Xanxerê (SC), Estrela (RS) Luís Eduardo Magalhães (BA) e em Itaqui (MA).

Estruturas reformadas

Além das novas unidades anunciadas, a Companhia irá destinar R$ 150 milhões para modernizar a atual rede de armazenamento existente. A expectativa da Companhia é que sejam reformadas 84 unidades em todo o país. “Esse número pode mudar, pois serão feitos diagnósticos para determinar se há necessidade de reforma ou não”, pondera o diretor de Política Agrícola e Informações, Sílvio Porto. “Em alguns casos, inclusive, pode ser mais econômico reconstruir do que reformar”.

Entre as melhorias previstas para as unidades já existentes, estão a reforma das instalações internas e externas, a ampliação das capacidades com a troca de equipamentos mais modernos e a recuperação de outros.

Para a viabilização das medidas anunciadas, a Conab irá contratar o Banco do Brasil para atuar na gestão e fiscalização das obras de construção e modernização dos armazéns.

Armazéns privados

O governo federal busca incentivar também a construção de armazéns privados por meio de linhas de créditos especiais. A expectativa é ampliar a capacidade de estocagem em 40 milhões de toneladas de grãos. Atualmente a capacidade estática encontra-se em cerca de 144 milhões de toneladas.

“Essas ações em conjunto irão permitir o aumento da capacidade estática do país, que hoje tem um déficit de 32 milhões de toneladas”, ressalta o diretor de Operações e Abastecimento, Marcelo Melo.

De acordo com o Plano Agrícola e Pecuário, serão disponibilizados R$ 25 bilhões para a construção de silos privados nós próximos cinco anos, sendo R$ 5 bilhões na temporada 2013/14. O prazo para pagamento será de até 15 anos, com juros de 3,5% ao ano.

Real Calçados

Plano Safra 2014 prevê R$136 bilhões de financiamento

Os grandes produtores rurais terão R$ 136 bilhões para financiar a próxima safra. O Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 está sendo lançado hoje (4), no Palácio do Planalto, pela presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, e prevê 18% a mais de recursos em comparação à safra que se encerra (R$ 115,2 bilhões).

O volume disponibilizado está distribuído em R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento. A taxa de juros anual média será 5,5%, podendo chegar a 3,5% em programas de aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem.

Ao médio produtor serão disponibilizados R$ 13,2 bilhões, valor 18,4% maior que os R$ 11,15 bilhões ofertados na safra atual. A taxa de juros aplicada ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) é 4,5% ao ano. Os limites de empréstimo para custeio subiram de R$ 500 mil para R$ 600 mil e os referentes a investimento, de R$ 300 mil para R$ 350 mil.

As cooperativas poderão acessar R$ 5,3 bilhões por meio dos programas de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). A taxa de juros anual para capital de giro foi reduzida de 9% para 6,5% ao ano. Da Agência Brasil.

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Dona Dilma lança plano safra 2013/2014 neste momento

O País das super-safras não tem onde guardar sua produção
O País das super-safras não tem onde guardar sua produção

O setor agrícola aguarda com apreensão o lançamento do Plano Safra 2013/14, agora, às 11 horas, no Palácio do Planalto. A ênfase é o investimento em um problema histórico do País: a logística. Uma das promessas do governo é ampliar a capacidade de armazenagem, que tem um déficit atual estimado em mais de 40 milhões de toneladas.

Porém um dado apresentado pela própria Conab, durante audiência pública em Brasília, no fim de maio, causa inquietação: cerca de 76% dos armazéns privados, certificados pela companhia, estão impedidos de uso. Isso quer dizer que eles não estão habilitados para prestar o serviço, por falta de documentos, processos ou estrutura.

Só que a armazenagem pública não acompanha o ritmo da produção do País, cuja safra 2012/13 deve ultrapassar os 180 milhões de toneladas de grãos. Hoje existe espaço para 2,2 milhões de toneladas nos silos oficiais.

Mas a resposta do governo pode chegar nessa terça. De acordo com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, o Plano Safra dará prioridade à armazenagem. Ele discutiu o assunto em um fórum sobre logística no evento agrícola Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), no dia 28 de maio. O ministro acredita que o plano, “o maior que o Ministério da Agricultura já elaborou”, está à altura do ímpeto produtivo brasileiro.

Segundo o jornal Valor Econômico, o programa do governo prevê a construção de 21 grandes silos nas principais regiões produtoras e em portos do País. O investimento, estimado em R$ 730 milhões, aumentaria a capacidade de armazenagem pública para 4 milhões de toneladas de grãos.

Investir apenas em incremento da armazenagem pública, no entanto, não resolveria a questão, avalia o dr. João Batista Soares, professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília. “O investimento é bem-vindo, mas é melhor pensar em qualidade, e não em quantidade”, adverte. Segundo o pesquisador, o sucesso do plano depende de detalhes do planejamento, como a localização das estruturas, que devem ter o foco no produtor e nas cooperativas. Ele indica ainda que o incentivo à armazenagem privada deveria ser uma das maiores preocupações do plano.

Sukyaki Anibralem 

Soja marca passo com valorização do dólar

A forte valorização do dólar frente a uma cesta de moedas na semana passada reduziu o ritmo de negócios envolvendo soja, tanto no Brasil quanto no mercado externo, segundo informações do Cepea. Em termos mundiais, a valorização do dólar deixou agentes cautelosos e gerou instabilidade nas cotações. No Brasil, a alta no câmbio torna a soja nacional mais competitiva, mas esse fator ainda não refletiu em novos negócios, uma vez que a maior parte dos sojicultores brasileiros já está capitalizada e prefere aguardar preço maior. Além disso, os feriados nos Estados Unidos (dia 27, Memorial Day) e no Brasil (dia 30, Corpus Christi) deixaram o mercado praticamente nominal. Entre 24 e 31 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá), em moeda nacional, ficou estável, a R$ 64,52/sc de 60 kg na sexta-feira. Ao ser convertido para dólar, moeda prevista nos contratos futuros da BM&FBovespa, o Indicador fechou a US$ 30,05/sc de 60 kg, forte queda de 4,51% no mesmo período. A média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, teve elevação de 3,37% entre 24 e 31 de maio, finalizando a R$ 63,18/sc de 60 kg. Fonte: Cepea

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As imagens da Bahia Farm Show – Parte II

Sérgio Hanauer, Pedro Hersen ( Stara) e o produtor Iopp
Sérgio Hanauer, Pedro Hersen ( Stara) e o produtor Iopp
Alencar, da Missioneira, e Antonio Carlos Macedo, produtor rural no Piauí
Alencar, da Missioneira, e Antonio Carlos Macedo, produtor rural no Piauí
Paulo Levinski, da Oilema
Paulo Levinski, da Oilema
Marcos Silva, gerente comercial da Primavia e a vendedora Carla
Marcos Silva, gerente comercial da Primavia e a vendedora Carla
João Batista Sodré, supervisor de área da Distribuidora Andros e Cézar Calazans, gerente financeiro
João Batista Sodré, supervisor de área da Distribuidora Andros e Cézar Calazans, gerente financeiro
O estande do Bradesco, principal financiador das transações da Feira
O estande do Bradesco, principal financiador das transações da Feira
Estande da Terramac, sempre movimentado
Estande da Terramac, sempre movimentado
O bar das alturas da Líder, atração da Feira
O bar das alturas da Líder, atração da Feira
As coordenadoras acadêmicas da FAAHF Regiane Ferrato e Andrea Bernardes, flagradas em plena leitura da edição especial de O Expresso.
As coordenadoras acadêmicas da FAAHF Regiane Ferrato e Andrea Bernardes, flagradas em plena leitura da edição especial de O Expresso.
O diretor comercial de O Expresso, Rogério Fay, completa o trio de repentistas cereases, com Chico Ivo e Ceará.
O diretor comercial de O Expresso, Rogério Fay, completa o trio de repentistas cearenses, com Chico Ivo e Ceará.
A nova Ranger, com estrutura e dispositivos de segurança expostos atraiu os visitantes
A nova Ranger, com estrutura e dispositivos de segurança expostos atraiu os visitantes
Barras de proteção lateral e airbags da Nova Ranger
Barras de proteção lateral e airbags da Nova Ranger
Nova Ranger pode trabalhar em lâminas d'água de até 80 centímetros
Nova Ranger pode trabalhar em lâminas d’água de até 80 centímetros
O Pálio, expoente de vendas da linha Fiat na Primavia
O Pálio, expoente de vendas da linha Fiat na Primavia
A F1 Renault de Kubica e Petrov, que teve ótimo desempenho em 2010
A F1 Renault de Kubica e Petrov, que teve ótimo desempenho em 2010
A pista de testes da Topvel Chevrolet. Até o helicóptero portava a gravatinha da GM.
A pista de testes da Topvel Chevrolet. Até o helicóptero portava a gravatinha da GM.
Trail Blazer e Nova S10 demonstraram toda a sua raça no King, rampa de 35% de aclive e declive.
Trail Blazer e Nova S10 demonstraram toda a sua raça no King, rampa de 35% de aclive e declive.

A TrailBlazer, em duas versões full equiped, gasolina e diesel, já sai de fábrica equipada com airbags dianteiros e de cortina, ar-condicionado automático com saída para a parte traseira, assistente de partida em aclive, banco do motorista com ajustes elétricos, chave canivete, computador de bordo, controle de velocidade em declive, controle de estabilidade e tração, faróis de neblina, ABS com EBD, revestimento em couro, lanternas em led, rodas de alumínio de 18 polegadas, sensor de estacionamento traseiro, trio elétrico, rádio/CD/MP3/Bluetooth/AUX/USB e volante multifuncional. 

Sua empresa instalada em 24 horas, em módulos multiuso de alta tecnologia

Vista lateral do auditório
Vista lateral do auditório

A CGV Empreendimentos, empresa de Luís Eduardo Magalhães, está lançando no mercado construções modulares no formato de container, para atender necessidades temporárias ou perenes.

A inovação tem várias aplicações: banheiros, salas de conferência para até 25 pessoas, refeitórios, dormitórios, lojas e escritórios. Os módulos tem tamanho de 5,80 x 2,40 x 2,60, estrutura em perfis de aço, isolamento termo acústico de 40 mm, estrutura em perfil de aço, revestimento externo em telha galvanizada, forração interna em P.V.C (laterais e forro), divisórias, portas e janelas, iluminação interna e externa, espera para ar condicionado, tomadas de 3 pontas e extintores de incêndio.
As construções modulares podem ter vários tipos de combinações e o cliente tem a opção da compra ou da locação.

Sanitário visto de cima: vantagens incomparáveis sobre os sanitários químicos em eventos.
Sanitário visto de cima: vantagens incomparáveis sobre os sanitários químicos em eventos.

É o produto ideal para eventos, fazendas, construção civil e até para lojas, em terrenos de ocupação transitória, quando não seria interessante uma construção convencional.

Outra grande vantagem é a rápida instalação: em menos de 24 horas a instalação está pronta. E a sua empresa já estará plenamente instalada, com conforto para seus funcionários, dentro dos padrões preconizados pelos órgãos governamentais.

Veja mais detalhes no site www.cgvempreendimentos.com.br

Sanitários: vista lateral
Sanitários: vista lateral
Auditório: pode ser transformado em escritório de obra ou alojamento
Auditório: pode ser transformado em escritório de obra ou alojamento

Dólar em alta pode ser bom negócio para o Oeste

Apesar da intervenção do Banco Central (BC), a cotação do dólar fechou o mês no maior nível em quatro anos. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,1412 para compra e R$ 2,1424 para venda, com alta de 1,36%. No mês de maio, a moeda norte-americana subiu 7,04%, a maior alta mensal desde setembro de 2011.

Boa notícia para quem ainda tem soja disponível para a venda. Má notícia para quem já “travou” toda a soja e agora vai comprar insumos com dólar em alta.

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Bahia Farm Show confirma, até sexta, R$540 milhões de faturamento

Uma excepcional presença de público verificada ontem, feriado de 30 de Maio, superiores a 16 mil pessoas, fez a Bahia Farm Show bater seu recorde histórico de visitantes num único dia. A informação é dos organizadores. Com essa visitação, o número de produtores e outros interessados em conhecer os avançados  produtos expostos chegou, nos três primeiros  dias de realização da feira, a  40  mil , indicando que até o seu término, neste sábado, dia 1º de junho,  as previsões de se chegar a mais de  60 mil visitantes deverão ser alcançadas.  A Bahia Farm Show está sendo realizada no município de Luís Eduardo Magalhães, BA,  com a participação de 190 expositores que até ontem (30) conseguiram gerar R$ 540 milhões em negócios, realizados através dos agentes financeiros presentes na feira, mas a expectativa é chegar a R$ 650 milhões até o seu término.

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Meio ambiente e biodiversidade, tema de palestras na Bahia Farm Show

O segundo dia do programa de palestras paralelas à Bahia Farm Show teve inicio com o Secretario de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler, com o tema Cadastro Estadual Ambiental Rural, CEFIR.

As dúvidas foram levantadas e respondidas pelo secretário que ao concluir a sua participação afirmou que o processo digital do CEFIR é praticamente o mesmo manual, sem dificuldades, e o objetivo é agilizar o processo de cadastro e ampliar o controle com maior eficiência.

Na oportunidade foi firmado um Convenio de Cooperação Técnica entre o município de Luís Eduardo Magalhães e o Instituto de conservação ambiental The Nature Conservancy do Brasil.

O objetivo é a colaboração técnica com o intuito de fortalecer as ações de conservação da biodiversidade do Bioma Cerrado, através do intercambio de informações e transferência de conhecimento.

Biodiversidade

Ainda nesta manhã aconteceu a palestra sob o tema Floresta que abordou biodiversidade, recursos hídricos, educação ambiental e carvão legal. Na sequencia encerrando a rodada de palestras matinais o tema abordado foi  Boas Práticas de Manejo para a Proteção da Tecnologia BT.

Presença do Ministro

No primeiro dia da feira, 28, a abertura das palestras foi feita pelo Ministro da Agricultura Antônio Andrade. Ele anunciou que a região do Oeste baiano será contemplada com um silo de armazenamento com a capacidade de 150 mil toneladas, que vai beneficiar todos os produtores da região.

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Agronegócio se consolida como locomotiva da economia

Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria contraiu 1,4% e dos serviços cresceram 1,9% em relação ao primeiro trimestre de 2012, o da agropecuária cresceu 17%. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No total, o PIB brasileiro cresceu 0,6% primeiro trimestre e ficou abaixo das expectativas.

O crescimento da agropecuária, segundo o IBGE, pode ser explicada pelo bom desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no 1º trimestre e pelo crescimento na produtividade. Entre os produtos com safras significativas no trimestre e que registraram crescimento estão soja (23,3%), milho (9,1%), fumo (5,7%) e arroz (5,1%).

agronegócio 2

Em relação a indústria, que caiu 1,4%, o resultado foi influenciado pela indústria extrativa, que declinou 6,6%, com a queda na extração de petróleo. A construção civil também apresentou queda de 1,3%. A indústria de transformação caiu 0,7%, resultado influenciado pelo declínio da produção de máquinas para escritório e equipamentos de informática; metalurgia; químicos inorgânicos; produtos farmacêuticos, têxtil e artigos do vestuário. A informação é do jornalista Roberto Dumke, no diário DCI.

Já a revista Veja informa que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta quarta-feira que “certamente” o governo vai rever para baixo a projeção de alta de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. Essa é a proposta que consta no Orçamento de 2013. Mantega não quis fazer uma nova previsão e disse apenas que a economia brasileira começou o ano de 2013 “muito melhor do que no ano passado”.

“Se tivermos trajetória semelhante à do ano passado, estaremos bem e poderemos atingir taxa (de crescimento) satisfatória este ano”, afirmou.

Wagner: é bom trabalhar aqui.

IMG_0057Governador Jaques Wagner, depois da cerimônia de abertura da Bahia Farm Show:

“Acabamos de assinar o fundão, desejado para a infraestrutura, assinamos o início da Rodoagro, mais de 50 quilômetros e R$ 30 milhões pela Secretaria da Infraestrutura [Seinfra]. É bom trabalhar aqui porque é um segmento empresarial organizado, que sabe colocar seus pleitos e reconhecer as dificuldades e limitações do governo”.

Sua empresa instalada em 24 horas, em módulos multiuso de alta tecnologia

Vista lateral do auditório
Vista lateral do auditório

A CGV Empreendimentos, empresa de Luís Eduardo Magalhães, está lançando no mercado construções modulares no formato de container, para atender necessidades temporárias ou perenes.

A inovação tem várias aplicações: banheiros, salas de conferência para até 25 pessoas, refeitórios, dormitórios, lojas e escritórios. Os módulos tem tamanho de 5,80 x 2,40 x 2,60, estrutura em perfis de aço, isolamento termo acústico de 40 mm, estrutura em perfil de aço, revestimento externo em telha galvanizada, forração interna em P.V.C (laterais e forro), divisórias, portas e janelas, iluminação interna e externa, espera para ar condicionado, tomadas de 3 pontas e extintores de incêndio.
As construções modulares podem ter vários tipos de combinações e o cliente tem a opção da compra ou da locação.

Sanitário visto de cima: vantagens incomparáveis sobre os sanitários químicos em eventos.
Sanitário visto de cima: vantagens incomparáveis sobre os sanitários químicos em eventos.

É o produto ideal para eventos, fazendas, construção civil e até para lojas, em terrenos de ocupação transitória, quando não seria interessante uma construção convencional.

Outra grande vantagem é a rápida instalação: em menos de 24 horas a instalação está pronta. E a sua empresa já estará plenamente instalada, com conforto para seus funcionários, dentro dos padrões preconizados pelos órgãos governamentais.

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Sanitários: vista lateral
Sanitários: vista lateral
Auditório: pode ser transformado em escritório de obra ou alojamento
Auditório: pode ser transformado em escritório de obra ou alojamento

 

Camarote suspenso a 40 metros de altura é atração

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Uma vista de 360° nas alturas.  A possibilidade de visualizar toda a Bahia Farm Show e também da cidade de Luís Eduardo Magalhães, a 40 metros do solo.  O camarote é nada menos que um bar com piso de vidro, balcão, cobertura, sistema de som e iluminação e várias opções de drinques, suspenso por um guindaste a 40 metros de altura. Todo esse conjunto forma o “Drink nas Alturas”, atração inédita na cidade, instalada no Stand da Sementes Líder durante o Bahia Farm Show.

O passeio tem percurso médio de 10 minutos. E lá nas alturas, os clientes acomodados em 14 banquetas, são atendidos por dois barmen’s.  Todas as pessoas, obrigatoriamente, estão acopladas ao balcão por meio de um cinto de segurança, preso na cintura, totalmente seguros.

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Produtores retomam doações de grãos e feno ao semiárido

Os caminhoneiros que foram levar as doações para os irmãos da seca
Os caminhoneiros que foram levar as doações para os irmãos da seca

Vinte e duas carretas. Esta foi a quantidade necessária de veículos para transportar o primeiro carregamento de doações dos produtores do Oeste da Bahia para os agricultores do sertão baiano. Foram doadas 400 toneladas de grãos e subprodutos que vão servir para alimentar o gado. O comboio saiu do município de Luís Eduardo Magalhães, no dia 27 de maio, com destino aos municípios baianos mais atingidos pela falta de chuva.

Eduardo Salles e Isabel Cunha, presidente da APABA
Eduardo Salles e Isabel Cunha, presidente da APABA

 

“ Estamos enviando 400 toneladas de solidariedade. Apesar da Helicoverpa e da estiagem, nossos índices de produtividade se mantiveram satisfatórios e nada mais justo do que sermos solidários com outros agricultores do Estado que estão sofrendo com a seca. Esse trabalho terá continuidade.“, afirmou Júlio Cézar Busato, presidente da Aiba.

Busato e diretores da AIBA
Busato e diretores da AIBA

Foram doados milho, milheto, casquinha e caroço de algodão, feno, bandinha de feijão e tudo mais que poderá ser transformado em ração animal. As carretas vão percorrer mais de mil quilômetros até chegarem às cidades escolhidas pela secretaria da Agricultura (Seagri) para receberem as doações. São elas: Capela do Alto Alegre, Conceição do Coité, Baixa grande, Iaçú, Jeremoabo, Maracás, Miguel Calmon, Rui Barbosa, Senhor do Bonfim, Tapiramutá e Uibaí. A distribuição será feita por funcionários da Seagri.

251 municípios baianos estão sofrendo com a seca que já é considerada a pior dos últimos 50 anos. A Bahia já perdeu mais de 500 mil cabeças de gado. Esta ação dos produtores do Oeste da Bahia poderá ser decisiva para o futuro da pecuária no Estado. “Uma ação como essa não tem preço. Essa doação vai atender a milhares de pequenos criadores que não têm condições nem mesmo de comprar o milho subsidiado pela Conab”, disse Eduardo Salles, secretário estadual da Agricultura.

aérea carretas 2

Segundo o secretário de Agricultura, 70% da produção leiteira da Bahia deixou de existir com a seca. A produção de caprinos, ovinos e de carne bovina caiu na mesma proporção.

-Com essa doação, mais as 80 mil toneladas de milho enviadas pelo Governo Federal, não queremos aumentar a produção. O principal agora é que o pequeno produtor consiga preservar seus animais, para quando chegar a próxima estação de chuvas, possa reiniciar o seu processo produtivo. Pra quem tem poucas cabeças de gado, perder 2/3 delas é uma tragédia sem precedentes.”

A doação dos produtores do Oeste é uma ação franca, de agricultor para agricultor, não importa o tamanho, afirma Salles: “Por isso a valia dessa iniciativa”.

A campanha SOS Seca é uma ação da Aiba, Abapa, Abia e Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras e LEM, que continuarão mobilizando seus associados para que novos carregamentos saiam do Oeste Baiano.

Carretas iniciam a viagem, hoje pela manhã, para socorrer os flagelados.
Carretas iniciam a viagem, hoje pela manhã, para socorrer os flagelados.